Morar em locais públicos ou abandonados não é certo.
A polícia está fazendo uma mega operação, mais uma, na Cracolândia em São Paulo, no Rio o Exército teve que ser chamado para intervir devido ao descontrole na segurança pública. Em todo o Brasil a crise econômica gerada pela corrupção, pelos desvios de verbas em todos os setores, pela epidemia de uso de drogas, pela conjuntura internacional entre outros fatores colocou muita gente em situação de vulnerabilidade social, vivendo em sub habitações nas ruas. O Estado não pode aceitar isso, é preciso retirar estas pessoas de locais públicos e encontrar alternativas dentro da lei e da ordem para que possam viver sem correr risco e sem colocar as cidades em colapso. O caso da cracolândia em São Paulo é emblemático, os moradores de rua são usados como fachada para a venda de drogas, a formação de favelas e cracolândias. Um núcleo urbano irregular começa com a ocupação de dois ou três casebres e vai formando uma mini favela, se o poder público faz ‘vistas grossas’ em pouco tempo terá que recorrer a medidas mais radicais. Saber quem são ou como essas pessoas se tornaram moradores de rua é importante, mas também como sairão desta situação, como podem voltar ao sistema, encontrar o auto sustento, trabalho, documentos, dignidade? O que falta para que saiam das ruas e encontrem um lugar para viver dentro das normas de convivência? Morar nos bairros mais caros tem um custo alto, se o bairro entra em decadência a cidade também entra, pois ninguém vai pagar impostos caríssimos, alugueis ou comprar propriedades num lugar entregue a desordem. O conflito entre brasileiros e venezuelanos que gerou imagens violentas é um pouco reflexo disto, as pessoas começam a temer que a população itinerante de rua faça assaltos, ajam de forma violenta, deformem as suas comunidades. A preservação de espaços públicos é importante e não pode um ou mais indivíduos se apropriarem de praças, ruas, aparelhos de educação ou cultura. A situação destas pessoas é horrível e as Cidades, os Estados e a União tem que funcionar bem, cada um fazendo a sua parte para evitar o colapso das cidades, que é onde tudo acontece. Melhorar a distribuição de renda, através da geração de emprego e renda é parte da solução, educação, saúde, segurança pública também. Fazer um diagnóstico da situação social é outra necessidade, se cada prefeitura conseguir atender bem seus moradores a vulnerabilidade social diminui, o êxodo do interior para as metrópoles também, assim como a boa acolhida de migrantes, se nada for feito os venezuelanos que hoje estão na fronteira vão virar moradores de rua nas metrópoles. O caso da Venezuela e a degradação da economia, logo da sociedade tem que ser revertido para que estas pessoas possam voltar para casa, a América Latina não pode assistir apaticamente a essa ‘invasão’ de retirantes e ao poder absolutista de um ditador anacrônico como Maduro, ele está colocando toda a região em risco e nada é feito, porque?
Assim como o aumento de moradores de rua em cidades que até pouco tempo não tinham essa realidade, é preciso intervir antes que se chegue a situações limites como as da Cracolândia em São Paulo ou as imensas favelas e regiões marginais no Rio de Janeiro. As cidades precisam de normas, de leis, de gerenciamento do que é público incluindo a atenção a estas deformações que são as moradias irregulares e precárias, muitas em praças e imóveis decrépitos de proprietários em falência, que não pagam mais os impostos, que precisam ser retomados e colocados em leilão para que voltem a gerar renda, moradia ou serem usados para comércio, indústria, centros de cultura e lazer. Não é certo assistir ao colapso de moradia e não reagir criando possibilidades de moradia popular, albergues entre outras.
Já a questão das drogas é uma epidemia mundial, nos EUA, Canadá, Uruguai a maconha foi legalizada e parece que não surtiu muito efeito ainda. O uso de remédios associados a drogas e maconha sintética, pelo que a mídia tem informado, está gerando uma epidemia de overdoses nos EUA, isso não deixa de ser uma forma de genocídio, intoxicar o usuário de drogas, quem está fazendo isso? Com que intenção?
Para resolver estes problemas precisamos amadurecer como sociedade e entender o que é liberdade, quais são nossos direitos e deveres, qual a “nossa parte nesse latifúndio”, como dizia uma antiga canção. As principais relações a serem compreendidas e modificadas, se for preciso, é entre público e privado, entre indivíduo e coletivo, direitos e deveres. Como melhorar a sociedade sem oprimir o indivíduo?
Fernanda Blaya Figueiró
A polícia está fazendo uma mega operação, mais uma, na Cracolândia em São Paulo, no Rio o Exército teve que ser chamado para intervir devido ao descontrole na segurança pública. Em todo o Brasil a crise econômica gerada pela corrupção, pelos desvios de verbas em todos os setores, pela epidemia de uso de drogas, pela conjuntura internacional entre outros fatores colocou muita gente em situação de vulnerabilidade social, vivendo em sub habitações nas ruas. O Estado não pode aceitar isso, é preciso retirar estas pessoas de locais públicos e encontrar alternativas dentro da lei e da ordem para que possam viver sem correr risco e sem colocar as cidades em colapso. O caso da cracolândia em São Paulo é emblemático, os moradores de rua são usados como fachada para a venda de drogas, a formação de favelas e cracolândias. Um núcleo urbano irregular começa com a ocupação de dois ou três casebres e vai formando uma mini favela, se o poder público faz ‘vistas grossas’ em pouco tempo terá que recorrer a medidas mais radicais. Saber quem são ou como essas pessoas se tornaram moradores de rua é importante, mas também como sairão desta situação, como podem voltar ao sistema, encontrar o auto sustento, trabalho, documentos, dignidade? O que falta para que saiam das ruas e encontrem um lugar para viver dentro das normas de convivência? Morar nos bairros mais caros tem um custo alto, se o bairro entra em decadência a cidade também entra, pois ninguém vai pagar impostos caríssimos, alugueis ou comprar propriedades num lugar entregue a desordem. O conflito entre brasileiros e venezuelanos que gerou imagens violentas é um pouco reflexo disto, as pessoas começam a temer que a população itinerante de rua faça assaltos, ajam de forma violenta, deformem as suas comunidades. A preservação de espaços públicos é importante e não pode um ou mais indivíduos se apropriarem de praças, ruas, aparelhos de educação ou cultura. A situação destas pessoas é horrível e as Cidades, os Estados e a União tem que funcionar bem, cada um fazendo a sua parte para evitar o colapso das cidades, que é onde tudo acontece. Melhorar a distribuição de renda, através da geração de emprego e renda é parte da solução, educação, saúde, segurança pública também. Fazer um diagnóstico da situação social é outra necessidade, se cada prefeitura conseguir atender bem seus moradores a vulnerabilidade social diminui, o êxodo do interior para as metrópoles também, assim como a boa acolhida de migrantes, se nada for feito os venezuelanos que hoje estão na fronteira vão virar moradores de rua nas metrópoles. O caso da Venezuela e a degradação da economia, logo da sociedade tem que ser revertido para que estas pessoas possam voltar para casa, a América Latina não pode assistir apaticamente a essa ‘invasão’ de retirantes e ao poder absolutista de um ditador anacrônico como Maduro, ele está colocando toda a região em risco e nada é feito, porque?
Assim como o aumento de moradores de rua em cidades que até pouco tempo não tinham essa realidade, é preciso intervir antes que se chegue a situações limites como as da Cracolândia em São Paulo ou as imensas favelas e regiões marginais no Rio de Janeiro. As cidades precisam de normas, de leis, de gerenciamento do que é público incluindo a atenção a estas deformações que são as moradias irregulares e precárias, muitas em praças e imóveis decrépitos de proprietários em falência, que não pagam mais os impostos, que precisam ser retomados e colocados em leilão para que voltem a gerar renda, moradia ou serem usados para comércio, indústria, centros de cultura e lazer. Não é certo assistir ao colapso de moradia e não reagir criando possibilidades de moradia popular, albergues entre outras.
Já a questão das drogas é uma epidemia mundial, nos EUA, Canadá, Uruguai a maconha foi legalizada e parece que não surtiu muito efeito ainda. O uso de remédios associados a drogas e maconha sintética, pelo que a mídia tem informado, está gerando uma epidemia de overdoses nos EUA, isso não deixa de ser uma forma de genocídio, intoxicar o usuário de drogas, quem está fazendo isso? Com que intenção?
Para resolver estes problemas precisamos amadurecer como sociedade e entender o que é liberdade, quais são nossos direitos e deveres, qual a “nossa parte nesse latifúndio”, como dizia uma antiga canção. As principais relações a serem compreendidas e modificadas, se for preciso, é entre público e privado, entre indivíduo e coletivo, direitos e deveres. Como melhorar a sociedade sem oprimir o indivíduo?
Fernanda Blaya Figueiró
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