Corrida eleitoral os debates começaram.


Corrida eleitoral os debates começaram.
Os candidatos até gora não surpreenderam em nada, parece que estão todos pisando em ovos, vai ser uma campanha bem disputada porque não dá para visualizar quem irá para o segundo turno. O que já mudou foi uma amadurecimento das instituições, aqui no RS a concessão da manutenção de uma importante rodovia está sendo investigado já na licitação, isso é ótimo, porque significa que estão agindo preventivamente evitando que a parceria público privada seja feita de forma corrompida. A Lava Jato chegou a um Ministro do Tribunal de Contas da União, algo grave, triste, mas importante pois se os órgãos de controle conseguirem detectar os esquemas que a Lava Jato mostrou antes ou durante os processos corrompidos, tanto os políticos, quanto funcionários e empresários terão que andar dentro da lei. O governo que assumir terá que agir dentro do que manda a Constituição Federal, a gente pode pensar que já havia a operação na eleição de 2014, de fato isso não impediu a continuidade dos esquemas corruptos, mas a Presidente Dilma caiu. Acho que Temer não caiu para manter a democracia e terá que, assim que deixar o cargo, se apresentar a Justiça e responder por seus erros, como a reunião com os irmãos da JeS, além disso não está concorrendo. Mas o MDB está, você pode pensar, só que o PT também. Todos os partidos que participaram do uso de caixa 2 e 3 estão concorrendo, espero que desta vez de forma correta e acredito que se burlarem a lei serão impedidos de ir até o fim da eleição. As mudanças que precisamos vão levar muito tempo, mas uma hora tem que começar, eu acredito que tudo vai melhorar mais pela ação do cidadão comum do que dos agentes políticos, que hoje estão todos desgastados.
O Ministro da Justiça fez uma afirmação gravíssima de que o assassinato da vereadora Marielli no Rio de Janeiro pode ter tido a participação além de facções, de políticos e agentes públicos, se foi é importantíssimo que estas pessoas sejam punidas e banidas da vida pública. Mesmo que haja estes envolvimento não foi o “Estado Brasileiro” que efetuou os disparos, foram alguns bandidos infiltrados no Estado, se este errou foi por omissão, por não ter impedido que as facções, as máfias , as organizações criminosas se fortalecessem ao ponto de matar uma vereadora. Acho que o caso do Rio de Janeiro é muito particular e lá as facções tem muitos anos, e muito dinheiro envolvido, armas, elas agem no mundo inteiro, a proximidade entre o poder paralelo e o oficial também é muito antiga e perigosa. O Rio não serve como parâmetro para todo o Brasil, lá a corrupção foi mais grave, pelo menos é o que parece, até porque o estado tem mais dinheiro, turismo e foi já capital do país. Aos outros Estados resta entender o que aconteceu lá e evitar que se repita, isso acredito que tem sido feito, basta ver a quantidade de notícias de apreensões de drogas, quadrilhas de assalto a caminhoneiros e outras. O tal “novo cangaço” ou os inúmeros assaltos a bancos em cidades pequenas é que parece que ainda não tem sido fortemente combatido, ainda fomenta fugas, rebeliões, compra de drogas e armas, os bancos tem que ajudar no combate a esses crimes, pois são muito poderosos e ricos.
Quem vai ganhar as eleições no Brasil será a Constituição Federal, se ela for respeitada não importa se as soluções para sair da crise serão de ‘esquerda’ ou de ‘direita’, porque aos poucos a economia se reaquece, mesmo com a terrível greve dos caminhoneiros que paralisou o país por vários dias e criou transtornos, elevou a inflação já está deixando de pesar, o mercado começa a se recuperar.
Maduro e seu militares são uma grande ameaça para nós, e deixa muito claro que a esquerda não é contra ditadura militar se for comunista, essa ideia equivocada que venderam por anos de que foram vítimas da direita, não é verdade totalmente, foram vítimas da ditadura sim, mas se tivessem vencido seriam algozes. Pois naquela época estavam, como a Venezuela está mostrando, prontos para impor a força a ditadura do proletariado, as custas de usar violência, fome e medo. O radicalismo de Trump é outro problema, ele faz gestos incomuns a um grande líder, como aceitar a ditadura na Coréia do Norte, pode fomentar ditaduras em outros lugares, isso seria terrível. O Brasil tem que insistir na democracia, é ela quem tem que sair fortalecida dos debates e da corrida eleitoral, acredito que sairá.
Fernanda Blaya Figueiró

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