O mundo está sofrendo de um Voyeurismo Coletivo

O mundo está sofrendo de um "Voyeurismo Coletivo".
Eduardo Campos, Teori Zavascki, Marielle Franco, Tim Lopes, Celso Daniel, Patrícia Acioli... Esquenta a Campanha Política para Presidente do Brasil e o povo, ou eu enquanto povo, não deixo de lembrar estes nomes perdidos na memória, tive que pesquisar alguns, lembrava das histórias e não dos nomes. A aproximação do mundo oficial e do paralelo é muito preocupante, um prefeito da baixada fluminense ao ser preso por lavagem de dinheiro ameaçou em alto e bom som a vida dos jornalistas que o entrevistaram e com isso de toda a comunidade, policiais, cidadão comum, juízes, promotores, advogados, médicos, qualquer um que se oponha ao seu poder bandido. - “Você está me ameaçando?” . Respondeu, mais ou menos assim: “Quer saber, Sim! A gente se acerta lá na baixada!”
Trump nos EUA impediu alguns famosos e conceituados jornais e jornalistas de participarem de coletivas de imprensa, que feio, e nem foi Fake News isso, ele decide a quem falar como fazem os ditadores. Será correto isso? Fala como se os EUA estivessem vivendo um “Milagre Econômico”, que perigo já vimos isso antes, será que há mesmo crescimento lá?
A Imprensa vai se reinventar, pois precisa, mande robôs investigarem tudo isso, preserve o ser humano, o mundo está sofrendo de um Voyeurismo Coletivo, o fim do conceito de privacidade é muito danoso ao ser, esse novo formato do “Olho que tudo vê”, oprime,sufoca,reprime, castra, limita e deforma as pessoas, além de viciar o observador, aquele que quer futricar a vida do outro o tempo todo se torna um doente. Esse prefeito foi pego com “a mão na botija”, é um político associado a milicianos, que usa o Estado para lavar dinheiro, enriquecer e explorar sua comunidade. Foi filmado e declarou em auto e bom som que matará o jornalista, ele perdeu o medo, ou talvez o respeito pelas instituições, vive uma guerra pelo poder onde vale tudo. A Baixada, como ele se refere, é território brasileiro ou território marginal? A empresa de comunicação está tomando as medidas para proteger o profissional? Sua equipe? Como as instituições vão reagir a afronta a liberdade de imprensa? Como a Justiça vai proteger seus agentes e a comunidade?
Como enfrentar o poder paralelo e colocar limites a roubalheira? Mudando as leis, coibindo a entrada de armas, drogas ilícitas, controle maior e uso moderado das lícitas, combate ao contrabando, a prostituição infantil, a escravidão moderna, combater os corruptos e corruptores . Vai ser difícil, um processo longo, que envolve reconstrução das cidades, educação, noções básicas de civilidade e retomada de territórios entregue a marginalidade. Acho que teria que legalizar a maconha, agora o Canadá já está nesse processo, o combate como é hoje só gera violência, legalizar o aborto, as mulheres cometem esse crime e se sujeitam a procedimentos perigosos. Teria que tornar a corrupção cara a ponto de não valer a pena, enquanto ela for lucrativa não adianta tentar erradicar.
A campanha política vamos esperar que seja limpa, sem quedas de aviões ou mortes violentas... A imprensa tenha cuidados e não se intimide, não coloque seus colaboradores em risco de morte, mantenham a distância segura, encontrem formas novas de elucidar a verdade.
A “nova ordem” já está aí e não é muito diferente das antigas formas de poder, precisamos estar alertas para entender e nos protegermos, quem é o inimigo? Quem são e como agem os aliados? O que é ou não informação, notícia, o que o público quer saber? Qual o impacto da internet na vida das pessoas, na sua atuação no palco do mundo? Quem somos nós hoje em 2018? Que sociedade estamos construindo? Quem são os protagonistas? Qual é o papel de cada um? O que de importante as pessoas estão fazendo ou buscando?
As grandes redes sociais viraram somente lugar para propaganda? Elas perderam grandes fortunas, mas esse valor todo existia de fato ou era uma ilusão?
Como seria um mundo virtual sem os bancos? Estamos perto disso ou não? O mercado virtual é uma selva? A economia a base do consumo é ainda viável ou algo mudou, as aplicações financeiras tem vida própria ou ainda precisam de ações concretas.
Hoje é domingo as folhas da Carobá caducaram, fotografei a bela lua, mas não salvei, então pensei vou escrever... Sobre o que? Será que ainda importa? Este texto é só isso, escrever por escrever. O que dá na telha...
Fernanda Blaya Figueiró


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