Acabou a Copa para o Brasil... Algumas bobagens para ocupar o tempo.


Acabou a Copa para o Brasil... Algumas bobagens para ocupar o tempo.

Foi bem legal essa Copa, sem vexame, o Brasil jogou bem, mas não conseguiu ir em frente, acontece. As piadas estão muito divertidas, uma ‘frase’ peculiar foi de um jogador belga +- “Os brasileiros já estavam achando que iam ganhar a Copa.” Que bom! Se achassem que iam perder era melhor nem ter saído de casa. O Brasil precisa investir na força física dos atletas, para vencer a estatura baixa de nossa população, investir na agilidade e rapidez, ontem faltou muito pouco para empatar com os Grandões e eles jogaram bem, isso é preciso admitir.
Acredito que esse ano as eleições serão menos polêmicas, porque as falsas discussões sobre política não fazem mais efeito, fomos vacinados nas eleições anteriores e em toda a fofoca política que viraram os noticiários, ninguém mais presta atenção, isso é bom, a vida volta ao normal.
O Investimento estrangeiro na América Latina vem caindo, no Brasil principalmente, então é preciso encontrar uma forma de gerar renda e emprego com os recursos internos. Se os países ricos entraram em guerra comercial entre si, é hora dos subdesenvolvidos (pois não acredito que um país que tem a desigualdade social que temos esteja ‘em desenvolvimento’, estamos sub desenvolvidos) encontrarem maneiras de crescerem sem os tão desejados “Investimentos Estrangeiros”. Como fortalecer a economia interna? Como equilibrar o consumo consciente e a saúde financeira das famílias? Como atingir uma maturidade financeira e maior independência das ideologias ultrapassadas tanto da ‘esquerda’, quanto da ‘direita’? E mais ainda das “potências mundiais” que iludem o mundo com falsas promessas de igualdade, quando na verdade só exploram financeiramente as nações mais pobres? O sistema financeiro brasileiro vai melhorar porque há mecanismos de auto correção, as pessoas estão inventando novas formas de obter renda, o mercado informal, onde o dinheiro circula a margem de Bancos, do Estado e dos Impostos. O Mercado Formal está em crise, o informal não, então o formal está se informalizando. A corrupção sistêmica na política gerou miséria e agora está sendo sugada por ela, ninguém mais acredita na política, mesmo assim ela é necessária, é um disfarce de democracia, para que o povo viva como quer, de forma flexível.
Uma família em Santa Catarina foi “torturada e morta” provavelmente por estar endividada, seu negócio faliu, devem ter pego dinheiro de bandidos para serem mortos assim, como a menina Vitória assassinada por vingança, (um preso devia para traficantes e para obrigar que a família pagasse a dívida os bandidos mandaram matar um deles, provavelmente se a dívida continuar vão matar a todos) essa é a realidade de quem cai no crime, seja por usar drogas ou por recorrer a agiotas. Parece um antigo personagem da literatura, O Mercador de Veneza,  que queria cobra a dívida de seus devedores  com a pele do corpo. Essa é a dinâmica do financiamento no mundo informal, os bandidos ‘emprestam dinheiro’, aplicam juros e cobram com a vida em caso de não cumprimento ou ainda o devedor mata o agiota, é uma selva.
O  dinheiro ilegal, como o do apartamento do “coitadinho’ do ex ministro Gedel, ou do “pobre perseguido pela Justiça” Lula Jararaca, não pode passar pelo sistema financeiro, pois não tem origem comprovada então ficam estas pontas soltas de energia desperdiçada, na política e no submundo, comprando armas, drogas, traficando pessoas... Mas se na imaginária  Veneza estas práticas foram vencidas aqui serão também, um dia a gente evolui de verdade, não só no papel. No Primeiro Mundo nada disso acontece, lá eles conseguiram ‘o bem estar social’  para si e o mal estar social para o resto do mundo. O jeito aqui é modernizar as relações, algo que a reforma trabalhista conseguiu parcialmente, mas faltam uma verdadeira reforma política, tributária e administrativa para que o mercado informal se formalize e mude essa roda, tem que ser mais vantajoso andar na lei, hoje não é. Ir para a ilegalidade é perigoso e o preço é alto demais, é a pele do corpo, aqui o sangue vai junto.
As famílias resta não se aproximar do submundo: ele suga as pessoas para seu buraco, só consuma o que tiver condições de pagar, evite o mundo das drogas e não caia em armadilhas, elas são muitas, é preciso estar sempre atento. Cuide com o Marketing danoso, ele invade a sua vida o tempo inteiro com mensagens de consumo, cria ilusões e necessidades que você não tem, com o único objetivo de vender, de endividar você ou pior de conseguir seu voto e acessar a farta e rica vida dos políticos.
O Brasil vai sair do atoleiro, mas vai ser demorado e trabalhoso. Algum nível de banditismo, de corrupção e de violência vai permanecer, porque é inerente a algumas pessoas, tanto a condição de vítima, quanto a de marginal. Todas as sociedades humanas, mesmo as ‘mais evoluídas’ tem estas coisas, só que os mecanismos de controle funcionam melhor se as estruturas criadas para isso estiverem sólidas.
Espero que para que a vida aqui se torne melhor não precise de guerras, nem de totalitarismo, a qualidade da política ainda está muito baixa, tanto do debate ideológico, quanto dos agentes que se dispõe a participar da esfera do poder, um dia melhora. Aqui ridicularizamos tudo e todos e isso é também uma forma de menosprezar as pessoas, enfraquecer a política e afastar as boas intenções, as novas ideias. É uma forma de manipulação das pessoas, eu sei que faço parte da massa e não me incomodo nada com isso, mas gosto de interagir com as coisas que leio, com as notícias que assisto e as ‘histórias’ que ouço, é importante manter a capacidade crítica, o olhar atento e a percepção das coisas objetivas, subjetivas e abstratas.
Hoje a ciência é a única hipótese de explicação da realidade, o que não tiver o “carimbo” e a anuência dela não tem valor. Mas, ela é também manipulável, basta cutucar a onça com vara curta, ela se irrita, esbraveja, ronda e ataca, na tentativa de destruir as ideias “diferentes”, absorve, decanta e toma como seu. Ao trabalho então!!!
Fernanda Blaya Figueiró


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