Um bando de idiotas brasileiros foi a Rússia. Minha cidade voltou a guerra?
Guerra e Paz nos dias de hoje são conceitos bem diferentes do que eram no milênio passado, cidadania e educação também. Um bando de homens com "titica de galinha na cabeça" foi a Rússia fazer bagunça, quem são: uns idiotas que em bando se tornam ridículos, ofensivos e perdem a noção de responsabilidade e educação. Tomara que esta mulher os processe por assédio, que eles sofram ondem mais dói num macho alfa: o bolso.
Enquanto a Copa do Mundo segue calmamente na Rússia, num bairro de Viamão, cidade em que moro, oito pessoas foram mortas na nova fase da Guerra do Tráfico de drogas. Há poucos dias a imprensa noticiou que um perigoso detento progrediu de regime, saindo da prisão para o semi aberto com tornozeleira eletrônica, que foi rompida minutos após a instalação justamente na divisa entre Porto Alegre e Viamão, então essa notícia de oito mortos parece para o leitor de jornal e morador de Viamão uma vingança, há alguns anos atrás houve aqui uma verdadeira micro guerra entre os traficantes locais e um bando vindo da capital, foram muitas mortes em poucos meses, depois acalmou. A polícia deve estar investigando essa nova etapa da guerra,que acredito que seja uma ação de algum grupo para se vingar de outro. Viamão está para Porto Alegre, mais ou menos como a Baixada Fluminense está para o Rio, é uma pena, foi pensada como uma cidade dormitório, seria um lugar para onde a metrópole poderia se expandir, já que é geograficamente uma ponta que termina no rio Guaíba. Anos de descaso das autoridades municipais, estaduais e federais, permitiram que o desenvolvimento que seria ordenado se tornasse desordenado, com sub divisão de terrenos, transformação de chácaras e sítios em bairros de baixa renda, sem infraestrutura nenhuma, sem esgoto, ruas demarcadas e calçadas, sem acompanhamento nenhum. Além dos bairros e condomínios regulares que multiplicaram em poucos anos a população. Hoje a violência aqui corre solta principalmente nas vilas, a Cecília, local onde ocorreu a última chacina, pelo menos ainda não falaram se houve outras, até poucos anos era um lugar calmo e seguro, milhares de pessoas moram no bairro e imagino sua aflição, como permitir que os filhos estudem, como sair e pegar um ônibus para o trabalho, sabendo que oito pessoas foram morta numa só noite? Meu bairro é quase colado a este e a aflição toma conta de todos nós que moramos na cidade, pela memória da fase anterior desta que parece ser a mesma guerra pelo controle do tráfico de drogas. 250 mil habitantes da cidade podem nesse momento estar aflitos com as consequências dessa barbaridade, não tem como todos deixarem a cidade por insegurança, sair de Viamão e ir para onde? O litoral está tomado pelo mesmo dilema, o interior também.
É a "bandidagem matando bandidagem" como alguns dizem, mas sabemos que morrem inocentes também, sabemos que se há essa disputa toda é porque há consumo de drogas, há viciados e um mercado que gera violência, assaltos, mortes, golpes financeiros...
Eu não ia escrever sobre isso, é o meu quintal, minha tribo, mas é triste e preocupante, aos pais diria para que evitem que seus filhos se aproximem do sub mundo, pois não tem volta, quem entra nessa guerra não sai mais: termina na cadeia ou no cemitério.
Os idiotas lá na Rússia estão envergonhando o Brasil, agiram como adolescentes bobos, fizeram um fiasco como os nadadores norte americanos nas Olimpíadas, não souberam se comportar, acham que estar em outro país é carta branca para fazer bagunça.
A guerra aqui é pra valer, assusta a todos, tem o mesmo formato da que acontece no Rio, São Paulo, Bogotá, Medelim, Cidade do México, Paris, Miami, NY, Roma a guerra do tráfico de drogas é uma realidade de quase todos os municípios sejam metrópoles, subúrbios ou pequenas vilas. O mundo deveria fazer uma grande ação conjunta para combater ou entender essa nova forma de guerra urbana, o mesmo velho ópio que colocou nações em conflito no passado, agora é motivo de micro guerras urbanas. A gente aqui que já soube de mortandades anteriores fica só esperando que o número de vítimas seja pequeno e que poupem as crianças, os doentes, os velhos, os inocentes. Entre eles a coisa é pesada e quem entra nesse mundo sabe o que está plantando, logo o que colherá.
Minha cidade está em guerra?
Enquanto a Copa do Mundo segue calmamente na Rússia, num bairro de Viamão, cidade em que moro, oito pessoas foram mortas na nova fase da Guerra do Tráfico de drogas. Há poucos dias a imprensa noticiou que um perigoso detento progrediu de regime, saindo da prisão para o semi aberto com tornozeleira eletrônica, que foi rompida minutos após a instalação justamente na divisa entre Porto Alegre e Viamão, então essa notícia de oito mortos parece para o leitor de jornal e morador de Viamão uma vingança, há alguns anos atrás houve aqui uma verdadeira micro guerra entre os traficantes locais e um bando vindo da capital, foram muitas mortes em poucos meses, depois acalmou. A polícia deve estar investigando essa nova etapa da guerra,que acredito que seja uma ação de algum grupo para se vingar de outro. Viamão está para Porto Alegre, mais ou menos como a Baixada Fluminense está para o Rio, é uma pena, foi pensada como uma cidade dormitório, seria um lugar para onde a metrópole poderia se expandir, já que é geograficamente uma ponta que termina no rio Guaíba. Anos de descaso das autoridades municipais, estaduais e federais, permitiram que o desenvolvimento que seria ordenado se tornasse desordenado, com sub divisão de terrenos, transformação de chácaras e sítios em bairros de baixa renda, sem infraestrutura nenhuma, sem esgoto, ruas demarcadas e calçadas, sem acompanhamento nenhum. Além dos bairros e condomínios regulares que multiplicaram em poucos anos a população. Hoje a violência aqui corre solta principalmente nas vilas, a Cecília, local onde ocorreu a última chacina, pelo menos ainda não falaram se houve outras, até poucos anos era um lugar calmo e seguro, milhares de pessoas moram no bairro e imagino sua aflição, como permitir que os filhos estudem, como sair e pegar um ônibus para o trabalho, sabendo que oito pessoas foram morta numa só noite? Meu bairro é quase colado a este e a aflição toma conta de todos nós que moramos na cidade, pela memória da fase anterior desta que parece ser a mesma guerra pelo controle do tráfico de drogas. 250 mil habitantes da cidade podem nesse momento estar aflitos com as consequências dessa barbaridade, não tem como todos deixarem a cidade por insegurança, sair de Viamão e ir para onde? O litoral está tomado pelo mesmo dilema, o interior também.
É a "bandidagem matando bandidagem" como alguns dizem, mas sabemos que morrem inocentes também, sabemos que se há essa disputa toda é porque há consumo de drogas, há viciados e um mercado que gera violência, assaltos, mortes, golpes financeiros...
Eu não ia escrever sobre isso, é o meu quintal, minha tribo, mas é triste e preocupante, aos pais diria para que evitem que seus filhos se aproximem do sub mundo, pois não tem volta, quem entra nessa guerra não sai mais: termina na cadeia ou no cemitério.
Os idiotas lá na Rússia estão envergonhando o Brasil, agiram como adolescentes bobos, fizeram um fiasco como os nadadores norte americanos nas Olimpíadas, não souberam se comportar, acham que estar em outro país é carta branca para fazer bagunça.
A guerra aqui é pra valer, assusta a todos, tem o mesmo formato da que acontece no Rio, São Paulo, Bogotá, Medelim, Cidade do México, Paris, Miami, NY, Roma a guerra do tráfico de drogas é uma realidade de quase todos os municípios sejam metrópoles, subúrbios ou pequenas vilas. O mundo deveria fazer uma grande ação conjunta para combater ou entender essa nova forma de guerra urbana, o mesmo velho ópio que colocou nações em conflito no passado, agora é motivo de micro guerras urbanas. A gente aqui que já soube de mortandades anteriores fica só esperando que o número de vítimas seja pequeno e que poupem as crianças, os doentes, os velhos, os inocentes. Entre eles a coisa é pesada e quem entra nesse mundo sabe o que está plantando, logo o que colherá.
Minha cidade está em guerra?
Fernanda Blaya Figueiró
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