O som do nome da Pátria.

O som do nome da Pátria.
Hoje fui dar um pequeno e breve passeio, é bom para captar imagens e motivo para escrever. Escritores escrevem sobre tudo, o tempo todo, qualquer coisa serve de mote, nossa alegria é juntar palavras, não importa tanto o conteúdo, a forma, mas sim o ato de escrever e ler, são coisas que tem fim em si mesmas, se alguém ler tudo bem, se não também.
Brasil! Gosto do som do nome da minha pátria, passei pelo Monumento a Bento Gonçalves, adoro esta estátua, acho importante essa parte da nossa história, tanto o monumento quanto o Bento. É do escultor pelotense Antônio Caringi, está como nosso Estado em Farrapos, mas uma hora a economia melhora e voltamos a cuidar da arte. Mesmo que seja alvo de depredação é importante que fique no lugar em que está e faça as pessoas olharem, mesmo sem saber a sua importância.
A frase do pedestal está com letras embaralhadas: “Compatriotas! O nome da Pátria nunca soou em vão aos meus ouvidos!”. É muito instigante, mesmo no momento mais complexo da nossa história o nome Brasil soou com significado e patriotismo, tanto quanto Rio Grande. Agora algumas pessoas querem desfazer do verde e amarelo que faz parte junto com o vermelho da bandeira do Rio Grande do Sul, porque no Impeachment de Dilma, que desmascarou o Petrolão, a Classe Média usou as cores da Nação para protestar contra o seu governo, há uma campanha contra a Bandeira Brasileira e a Seleção por pura birra, dos que querem Lula Jararaca solto e candidato a se tornar ditador, como seu comparsa Maduro.
Brasil!! Brasil!! É um belo nome, soa a nossos ouvidos com peso e respeito. Mesmo que os tempos estejam em plena transformação e a noção de pátria esteja mudando, somos do Planeta Terra e pertencemos a Humanidade mais do que somos cidadãos de nossa Nação, mas o nome do nosso País ainda é algo muito importante.
A integração que a globalização e a rede mundial de comunicação fizeram nas nossas vidas, de todos os seres humanos dessa época, veio para ficar e nascer num país não significa mais o que era há poucos anos. As fronteiras como são vão cair pelo peso da mudança... O comercio é transversal, o conhecimento também, a interação entre seres, ideias e meios de subsistência mudou. A cultura, a memória, a arte, a língua, os monumentos, são específicos de um lugar, de um povo, é nas cidades que vivemos estas peculiaridades. Os países estão se adaptando a essa ruptura de um paradigma e o nascimento de outro, construir barreiras é uma tentativa desesperada de barrar a mudança, vai servir por um tempo até a adaptação ao novo. Acredito que em alguns aspectos tudo será melhor, já em outros pior.
Quero aproveitar esse tempo em que ainda faz sentido ser brasileira, gosto dessa ideia... Quando mudar quero estar atenta aos ventos da transformação. Hoje os monumentos estão decaídos, é assim de tempos em tempos. Já lá no fundo da rua um grande tapume esconde um novo edifício, ainda nas bases, em pouco tempo tudo muda. Escrevo porque gosto, só por isso.
Fernanda Blaya Figueiró

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