O espetáculo do poder.
Trump é um retrato do poder na nossa época, um narcisista
egocêntrico, seus últimos atos: destruir o G7, se aliar ao ditador da Coréia do
Norte, fazer caras e bocas são parte de uma comédia. Ele é tão xenofóbico com pessoas
de origem latina que aceita a ditadura na Coréia e da China, mas rejeita a de
Cuba e Venezuela, teme os Europeus, como um colono velho cheio de ranço. Tem raiva da autoridade da Alemanha, pois se acha melhor do
que todos os outros líderes, essa semana protagonizou um show de ignorância e
autoritarismo. Como isso vai terminar? Ninguém sabe, os EUA não são mais a
potência que eram, a Europa está enfrentando o antigo fantasma da miséria, com
a desvalorização dos empregos, a China se continuar a recessão não terá como
crescer, será restrita ao mercado interno, pois fora dela não terá dinheiro
para o consumo de seus produtos. Aqui no Brasil estamos atolados na corrupção
ainda, ninguém mais aguenta ouvir falar nos corruptos, estamos vacinados, as notícias
não fazem mais efeito nenhum. As eleições vão decidir novamente entre “os ruins
e os menos piores”, mas isso é parte dos ciclos do poder, não se sai de uma
cleptocracia direto para um bom governo, vai levar tempo para que a política
fique um pouco mais confiável. A democracia está em transformação.
Não dar Ibope é a melhor estratégia quando a coisa está
assim tão complicada, pois se ocupar dessas notícias todas faz com que o bolo
da corrupção fermente, ou do exibicionismo dos líderes mundiais, que são apenas
pessoas, iguais a gente. Gente como a gente.
Ontem completei 50 anos, mas parece que são muitos mais,
para mim a vida não está passando muito rápido, a sensação é de lucidez, ou
talvez seja uma falsa sensação, mas acho que os 50 são anos de elucidação, anos
calejados.
Amei o mascote da Copa, muito fofo: Tá Pronto seu Lobo??
Fernanda Blaya Figueiró
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