Notinha sobre bebê indígena

Um Milagre de Tupã


A história da menina índia enterrada viva me impressionou muito ontem escrevi um texto sobre este caso e a necessidade de mudar algumas tradições que são anacrônicas, como essa indígena de enterrar bebês indesejados seja por não terem o pai, por serem deficientes, gêmeos ou alguma outra característica que torne sua vida um peso para a "Tribo" ou Comunidade, atraindo a má sorte. As comunidades indígenas precisam abolir algumas regras, essa mãe e a filha são duas brasileiras e precisam do cuidado do Estado. Talvez seja hora de atribuir a salvação desta pequena vida a um Milagre feito por Tupã ou por algum ícone que as populações entendam, aqui no Rio Grande do Sul existe já São Sepé, que é um santo popular de origem indígena. Ou fazer um concílio de anciãos entre as tribos e informar a eles que esta prática é crime e quais são as punições para ela. É preciso um trabalho conjunto de várias especialidades incluindo a arte, antropologia, filosofia, psicologia e as autoridades policiais, pois é mais do que um caso de polícia, a Justiça pode impor as penas, mas a mudança na cultura é lenta e precisa de elementos lúdicos. Converter as populações ao catolicismo não adiantou muito no passado, então descobrir o que para eles representa ou corresponde a um Milagre poderia ser um caminho para a mudança de atitude. Primeiro que as tribos deveriam ter obrigatoriedade de levar as crianças, jovens, adultos e idosos aos postos de saúde, para que o acompanhamento com vacinas, diálogo, medicação evitasse essa situação de uma gestação completa acontecer e só a família ficar sabendo. Segundo é preciso verificar se há outros casos na mesma comunidade, se há corpos enterrados de outras famílias ou ainda de outros tempos para entender a cultura deles.
Fernanda Blaya Figueiró

Comments