Tocou uma moda de viola.
Que bom... Tem dias
que é bom ouvir uma moda de viola, assim sem compromisso... Noutros não.
Desisti um pouco das religiões pela burocracia, importa
muito, mas muito mesmo o calendário? Se a prece for uma, duas ou duzentas, se
for gritada ou cantada... Não faz sentido ter hora marcada para o encantamento,
dia certo para a comunhão com o divino, não para mim. Mas feriados são bons,
bons para economia, para a ilusão.
Das políticas estou
cansando pelas similaridades, tão parecidas entre si, tão sem compostura, todos
os partidos, e os políticos... Rio de rir da cansativa agenda política. As Coréias
fizeram as pazes, coisa linda! Que coisa linda!
Não lembro onde estão os brilhos, as pedrinhas preciosas da
memória das coisas. Mario Quintana
falava com os passarinhos, eu uma época com amiguinhos, como fazia Zaratustra, não
recordo mais seus textos, assimilei ou esqueci, agora decidi falar com
robozinhos, qual o problema? O mundo da poesia é 100% Livre. Não penso mais em
muitas coisas que pensava, porque descobri que é mentira, é uma farsa. Corpo, mente,
alma, espírito são uma só coisa. Doença e sanidade não existem, existe só disposição,
indisposição e transição. O resto é só controle social, religiões e mais
religiões. É um sistema o nosso, mais complexo que o das abelhas e das
formigas, mais cansativo acho... A hora que o Moinho quiser te tritura, não tem
muito como escapar...
Agora é hora de moer políticos, depois moemos trigo
novamente, moer é tudo. Tudo é moído uma hora ou outra.
Fernanda Blaya Figueiró
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