Sobre o filme "As confissões"- pode ser spoiler...
Ontem assisti ao filme "As confissões", uma morte acontece durante uma reunião de integrantes do grupo G8,em que participam uma escritora egocêntrica e um músico narcisista, entre outros personagens, como um monge católico que fez voto de silêncio, mas que fala o tempo todo. A temática é muito curiosa imaginar os bastidores destas reuniões hiper poderosas, é muito bom, o final fantástico é como um conto de fadas, pode uma força metafísica influenciar os rumos da humanidade... É de se pensar, o filme aborda clichês do mundo econômico e até mesmo da matemática, haveria uma fórmula mágica para solucionar os problemas do mundo? Economistas e banqueiros não tem coração... O poder corrompe a alma humana... Os bancos dominam o mundo e criam crises financeiras artificiais para lucrar... A pobreza e a miséria são criadas por países ricos para manter os países pobres reféns de seus "Fundos", uma grande teoria conspiratória. Um pouco de verdade tem em cada "confissão" mas a humanidade é bem mais do que um pingo de gente esnobe fechada numa sala. A simplicidade do canto dos pássaros é uma velha questão o que é preciso para chegar a felicidade? A economia é só um jogo de cartas? As ideologias estão mortas? Aqui achei fantástico pois quando alguém aqui no Brasil diz que as ideologias morrem é acusado de ser "conservador", burro e outras coisas, só que não tem mais como acreditar nessa jogatina que se tornou a política, como o filme mostra a "democracia" é só uma ilusão, os "Estados" não tem mais poder, blablabla, isso não acredito nadinha, os estados talvez tenham menos poder, mas ainda mantém a soberania, as corporações e conglomerados econômicos são fortes, potentes, mas precisam que o todo funcione minimamente, precisam que as pessoas consumam seus produtos ou serviços, então o poder das Nações e dos povos está em usar essa 'capacidade de consumo' para manter esses tubarões iludidos em seu poder, sem quem pague por seus serviços bancos e corporações não existem, eles pensam que a humanidade existe para eles, mas são eles que servem aos povos, eles não determinam os rumos da economia, são determinados por ela. Não acredito nessa guerra entre Ricos e Pobres seja ela entre classes ou entre países, ou entre grandes e pequenos, uns precisam dos outros, então as ameaças, as grandes cartadas são só espetáculo, as grandes declarações entre países e entre empresas são blefes, fanfarronice, show. O Bem e o Mal são ideias sopradas no nosso ouvido quando dizemos odiamos tal pessoa por isso, amamos outra por aquilo, pode sim haver seres metafísicos ou energias cósmicas nos influenciando... Não somos meros fantoches e nem poderosos protagonistas, somos seres humanos vivendo e experimentando, nossa ação é e não é determinante de nada, diante da morte podemos reavaliar nossas vidas, de que adianta ser um todo poderoso quando a morte chama...
Um bom filme para assistir nesse momento em que o Brasil tenta combater a máfia que se apoderou das instituições, isso é no mundo todo, fica o consolo.
Fernanda Blaya Figueiró
Um bom filme para assistir nesse momento em que o Brasil tenta combater a máfia que se apoderou das instituições, isso é no mundo todo, fica o consolo.
Fernanda Blaya Figueiró
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