Pensando na morte da bezerra.
É só o que resta ao brasileiro, pensar na morte da bezerra, depois do Indulto de Natal veio o Indulto de Páscoa e ficou todo mundo sem entender nada, foi um prende e solta que não levou a nada. Mais morta que a bezerra está a crônica jornalística brasileira, chata, ultrapassada, pessimista, alarmista, é tanto alarde que nada mais chama a atenção, não sei do que a imprensa vai viver, da política não vai mais ser.
As redes sociais mudaram a vida dos músicos, dos escritores, dos poetas, dos comerciantes, de todo a gente, porque não mudaria a democracia? Como lidar com a influência dos robôs nas próximas eleições? Eu sou ultra pessimista acho que o processo político todo tem que ser mudado, dos partidos, as eleições e a administração pública. O Estado seria um bolo enorme de dinheiro conseguido de forma imposta aos que tem renda para dar suporte a geração de renda e acesso ao básico a toda a população, só que virou uma montanha de dinheiro administrado por pequenos grupos, os políticos, que só pensam em enriquecer e não querem ser punidos. O nosso “Contrato Social” faliu? As eleições de 2018 serão o passaporte para que um novo grupo chegue ao poder, já que os maiores partidos tradicionais, PT, PMDB, PSDB,PP,PSOL, PC e sei mais quais, estão todos mergulhados na corrupção. A aposta na eleição não é por "como transformar a política" é por "quem vai conseguir essa “conta”", ou seja, quem terá nas mãos a caneta que acessa as fartas verbas do estado brasileiro. É uma corrida ao ouro o que estamos assistindo, e cada corredor só pensa num objetivo: ficar rico, muito rico, custe o que custar.
A gente não pode dizer que as ideologias de esquerda e direita morreram porque a crônica oficial não quer, não pode dizer: eles usaram o país para si, unidos numa só quadrilha, porque a intelectualidade não quer lembrar do aperto de mãos de Lula Jararaca com Collor como ponto máximo da falcatruagem.
Eu, já que não se pode falar na verdade porque o que impera hoje é a pós verdade, ou a velha mentira e manipulação de dados para criar uma retórica aceitável, que alguns chamam de história, pergunto: O Brasil vive uma democracia?
Fernanda Blaya Figueiró

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