Não compliquem o que é simples: cada ser humano é único.
Sabem aquelas velhinhas quietinhas, que gostam de ficar paradas? Não tem nada de errado com elas, elas são felizes e saudáveis
Não é porque uma parte mais eufórica e histérica da sociedade chegou a velhice que todos tem que sair pulando no circo, jogando no bingo ou dançando nos bailes... Algumas vezes sendo exploradas por cafetões da terceira idade, loucos por uma casa da qual vão se apropriar, uma aposentadoria que vão surrupiar, uma velhinha carente “sofrência pura” para pagar suas contas e viver na boa, viver da véia.
Sim, tem os velhos ativos e saudáveis também, que são por natureza assim.
Nada é obrigatório a todas as pessoas! Nada é igual, cada um vive a vida como quer!
A vida é sua, viva como quiser!
Quer viajar, viaje, não quer não o faça... Quer ir a academia vá, não quer não vá...
Quer viver em casa viva, quer ir para um asilo vá... Ninguém tem nada com isso...
Se gosta de multidões tudo bem, se gosta de ficar só também.
Se gosta de festa e agito, que maravilha, se não é seu direito ser como é.
Ninguém é inferior ou superior por ser de um jeito ou do outro
Ser introspectivo é maravilhoso para quem gosta, é suplício para quem não gosta...
Sabe aquelas velhinhas quietas que gostam de ficar sentadas? Elas são muito felizes assim, deixe-as em paz. Ninguém vive a vida do outro.
Elas sabem disso e não ligam para o modismo ou as histerias coletivas em busca da eterna juventude. Não tem nada de errado em ser velho, é um tempo maravilhoso para uns e tormento para outros, como todas as etapas da vida. A histeria por “felicidade” é algo inventado pela sociedade de consumo. Só.
Sabe aquelas velhinhas descoladas, bem pintadas e falantes, não tem nada de errado com elas
Elas são felizes assim.
Não compliquem tanto a vida ela é linda, diversificada e simples.
Fernanda Blaya Figueiró
P.S. de um velho poema...
"Não compliquem o que é simples: cada ser humano é único."
Escrevi este texto, sei lá se prosa ou poesia, são frases soltas.
É um monólogo com a TV, mais especificamente com uma reportagem não lembro bem de quem, iniciava com uma frase "sabem aquelas velinhas paradas? elas não existem mais", ou algo assim... Então o texto não foi escrito para uma pessoa ou um caso, mas para rebater uma pseudo verdade. Em outra reportagem havia a notícia assustador do número de pessoas que caem em golpes, se envolvem com perfis falsos e acabam perdendo fortunas, fora outras tantas coisas... Então a TV, a internet, as mídias verdadeiras ou falsas despejam informações e elas passam a fazer parte dos diálogos e até dos monólogos, da escrita. Essa necessidade de preencher o tempo tem que ser melhor pensada, não é porque uma parcela da sociedade age de uma forma ou tem alguns "entendimentos" que isso serve ou é verdade para todas. Escrevo isso porque algumas pessoas podem ter se ofendido ou acharem que era para elas, não. Eu na minha escrita misturo tudo e mais um pouco.
P.S. do P.S. na velocidade da internet um poema de dois dias acaba ficando velho, muito velho. A coisa é rápida por aqui.
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