Silêncio bom, silêncio não bom.
A poesia, a minha, só existe para mim, neste momento, o de
ser, logo depois é a mesma velha amiga de sempre... Um jogo de palavras, não tem
razão de ser... é sem razão... Não quero participar da vida material da
literatura, só deste espaço etéreo e estéril que a nada leva... Alguns seres
estão no mundo para mudá-lo, eu para sentir, só... Outono
entrou outonalmente e tudo certo... Sem poesia. O mundo está passando, está em
profunda mudança, é difícil de ver, está embaralhada a imagem... Difícil de
ouvir, as palavras não ditas... Mas é o mesmo velho e bom Mundo! É bom silêncio
para olhar e ouvir o que está e não está acontecendo, não é bom silêncio se for
omissão.
Fernanda Blaya Figueiró
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