Terra Santa ou Terra Sangrenta?

Terra Santa ou Terra Sangrenta?
Jerusalém vive no imaginário de muita gente, para mim é só um nome antigo de um lugar antigo, fonte de fé e de conflito. Parece que lá ninguém quer viver em paz, deve ser o espírito combativo da cidade que cria a constante tensão. Trump está desviando a atenção do mundo de seus problemas, uma eleição que pode ter sido fraudada, usa a questão entre Judeus e Palestinos para criar um foco de conflito, talvez uma guerra e assim ter algo maior, mais importante e sangrento. Começar uma guerra parece algo bem fácil, talvez o mais difícil seja reencontrar a paz, Jerusalém ou Tel Aviv? Não faço a menor ideia do que vai mudar, vão, por acaso, os Israelitas proibir as peregrinações e o acesso de parte da humanidade a locais sagrados e históricos? Se houver uma verdadeira grande guerra será esta parte do Planeta Terra bombardeada? Acredito que não, que vai haver alguns focos de  rebeldia, algumas mortes estúpidas de inocentes e a vida vai continuar como antes. Com o tempo acredito que as capitais e seus capitaneados serão virtuais, com o tempo Jerusalém será como todos os lugares um holograma, todos poderão estar lá em qualquer momento de forma instantânea e etérea. Seremos os bisbilhoteiros do futuro, um fato será transmitido ao vivo para todos que quiserem ver, claro que tudo poderá ser falso. Como é falso achar que uma cidade, só por ser muito antiga, só por ter criado muitos mitos é mais importante do que as outras, não é, só atrai mais atenção e desejo de posse, qualquer lugar é sagrado ou para quem nega o sagrado qualquer lugar no Mundo é razão. Essa nova pequena fonte de conflito que foi gerada vai ao longo das semanas criar medos, receios, vai fomentar ódios, sentimentos de injustiça, revolta, outros de vitória, de superação, de ganho. Nada disso é novo. A boa nova, o velho tratado estão sempre fomentando as discórdias. A Terra é um lugar de conflito e de entendimento, a vida está indo, está consolidada, daí vem um furacão, um terremoto, uma seca ou forte nevasca, um tolo assume um grande lugar, um esperto toma outro e está o bicho homem diante o desafio de tecer a realidade. E esses povos antigos pensam que são mais do que os outros não são, só se apropriaram de retóricas para construir sentido e gerar renda. O “Grande Conflito” desta semana é só uma pequena página para dar emoção a vida, sem conflito não há drama, então criamos conflitos para entreter multidões. Oh!! E Agora?? César tomou posse de Jerusalém!! Que lamento!!  Que danação!! Um Messias!! Deus, nos dê um Messias!!...
Ouça
Tim Tim Tim
Vrum vrum vrum
Siii siii siii
Brum brum Brum
AAAAAAAAAAAAAAAAAAA
UUUUUUUUUUUUUUUUU
HHHHHHHHHHHHHHHHH
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Truuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmmm
Como previram os antigos sempre é preciso estar atento ao fim.
A possibilidade de tudo acabar, a angustiante possibilidade da morte.
Mães que trouxeram filhos ao mundo podem os ver partir antes, e a possibilidade dessa dor horrenda aperta o coração, dói na alma, assusta... Pais que trouxeram filhos ao mundo  temem que se percam ou que troquem de lado, que se voltem contra si, que virem o inimigo.Filhos que vieram ao mundo precisam decidir quem são se cordeiros ou lobos, se semente ou raiz, se os velhos contratos servem ou não... Jerusalém ou Tel Aviv ? Será isso  um fato desencadeador de dor e miséria?
Se hoje os anjos do Senhor descessem e buscassem um justo e se Sodoma e Gomorra deixassem de existir, como aconteceu, isso mudaria alguma coisa? Será essa metáfora um lembrete para nós? Será que a perdida Atlântida ou a esquecida Machu Picchu tem algo a dizer sobre o quão volátil é a construção humana da realidade. Quantos sonhos soterrados, esquecidos, destruídos? Quanta esperança renovada, quanta humildade conquistada e perdida?
As guerras são necessidades humanas tanto quanto as pazes... Essa é a vida. Nem Santa nem Sangrenta, só um canto do Mundo, um pedaço de chão batido.

Fernanda Blaya Figueiró 

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