Poema Os anônimos

Os anônimos

Que se foram nas guerras paralelas...
Lembrei de vocês neste dia quente em que as cigarras cantam
Nesse nosso estranho tempo
Guerra e Paz andam juntas nas mesmas calçadas, nos mesmos ladrilhos antigos,
Ao mesmo passo, mesmo tempo.
Não sei onde foram parar os sonhos das pessoas
Mais um ano, mais um ano!
Será longo? Terá os mesmos 365 dias, as mesmas 4 estações, os mesmos dilemas e desafios.
O problema, ou talvez um dos problemas desse tempo é que as guerras não tem mais fim.
Então vamos apenas brindar o fim do ano. O fim de mais um ano!
Algumas coisas nas vidas vão acontecendo bem na hora certa, não tem tanta surpresa assim.
Sempre, a mais de dois mil anos que no dia 31/12 o ano termina, e todo ano a gente pensa que isso é uma novidade, não é. É o mundo acontecendo. A vida sendo vivida, sendo gasta.
Nós que escrevemos podemos ter magoado alguém, é bem verdade, mas é só a vida acontecendo. Podemos ter semeado algumas contendas, alguns sonhos, algumas preguiças, um pouco de desanimo. Mas é tudo conversa fiada, não leve a sério. Não perca tempo ou perca ele é todo seu, esse tempo aqui é só seu. Ninguém caminha com seus pés, só você.


Fernanda Blaya Figueiró 

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