Cada louco com suas manias.
Fui este ano apresentada ao Manguito Rotador, pelo que me foi informado ele sempre esteve ali rodando, mas eu não sabia de sua existência, agora que já voltou ao seu anonimato, penso que muitas outras partes do corpo vou ir conhecendo, meu vocabulário anatômico deve ir se enriquecendo. Uma vez perguntei a uma idosa como estava indo, em pleno rigor do inverno, ela me olhou e disse dói tudo, achei que era um certo exagero, mas começo a entender a sua exclamação: Dói Tudo!Meu manguito parou de incomodar, vou tomar as providências para evitar novas tendinites, alongamento, alongamento e alongamento. Não esquecer!
Meu compromisso com a literatura de um tempo para cá é um só: expressar, qualquer coisa, sem a preocupação com a verdade, uma inovação, ou ainda uma obra, um legado. Não sou nem serei uma profissional da escrita porque quero ter essa mágica sensação de liberdade que a escrita artística nos dá. Sou uma leitora que gosta de conversar com o que lê, isso é bem comum, há grupos para isso, mas eu prefiro falar sozinha, em público, e isso é uma forma de ser, de viver. Leio sem ciência, só por fluxo e curiosidade. Escrevo sem medo e sem expectativa e isso é liberdade, não desistência, chega uma hora em que é preciso se posicionar diante de um fazer qualquer: qual é a minha vontade, quais os meus votos. Colocar um limite é esclarecedor, se ele for ultrapassada tudo bem, se não também.
Livros libertam, são amigos e bons conselheiros, não dizem nada que o ser já não saiba, mas são bons companheiros...

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