Poema: Saudades dos livros que não li.

Saudades dos livros que não li.
Quantos? Inúmeros... Há muitos no mundo... Ler é ler
Nunca. Ninguém leu tudo o que tem escrito
Porque escrever mais então?
Por pura magia.
Uma solitária flor brilha no meio do nada
Uma pequena de folhas brancas, miolo amarelo, emerge no meio das folhas verdes
O aroma perfuma o ar. Para uns um mato qualquer, para outros pura magia.
Não pergunta, onde vou, não vai,
Não pergunta, o que faço aqui, não faz
Não se chateia de ser a única ou a primeira, de ser múltipla ou esmagada
É
Talvez dure alguns dias, talvez não e não tem medo de nada.
Me contou que uma abelha,das mais belas e velozes a visitou na tarde de hoje
Batia frenética as asas, tinha as patas macias e ágeis, coletou um pouco de néctar e saiu,mas antes segredou a ela: “Florzinha do campo, que bela estás, o mel este ano anda pobre, muito, por conta de ter pouca flor e muito veneno... O homem faz veneno com fazemos o mel... Mas, está mudando o mel, está vindo mais forte e envenenado. Verdade. É bom e forte esse novo mel, nós a ele já acostumamos, como as pombas que tecem ninhos de plástico, ou os cavalos que antes nos prados corriam, hoje no redondel se exercitam... Nada vai nos fazer parar! Pequenina guerreira, levo-te comigo para a colméia.”
Você nem vai perceber, mas há aqui um grande drama, com tudo o que um precisa ter. Há um escrito escondido... Um revelado... Não preciso ler tudo, só ler, não preciso escrever tudo, só escrever...
O Mundo
Sim, vai continuar, vai melhorar e piorar, piorar e melhorar
Quem me disse foi a flor, que da abelha ouviu...
Te falei esse poema já existe em algum antigo e empoeirado livro fechado... que eu nunca li...
Fernanda Blaya Figueiró



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