Ponto do Equilíbrio
Ovídio, na época em que os séculos mudariam de contagem, foi expulso de Roma por seus poemas de amor... Muita fofoca havia provavelmente naquele tempo, o poder ardia nas mãos dos poderosos, li fragmentos do poema Metamorfose, onde descreve lindamente o início dos tempos,os deuses, as contendas, os amores, a eterna mudança da Terra. Nada do que está agora acontecendo é novo, é tudo assustadoramente previsível. Quem escreve se coloca numa vitrine, expõe as mazelas e as belezas de seu tempo.
Palocci e sua carta podem salvar o Brasil de ter que aguentar Lula Jararaca candidato, Aécio destituído é uma maravilha, tomara que fique inelegível por muitos e muitos anos.
Onde fica o ponto de equilíbrio e porque de tempos em tempos ele desaparece?
“ O teu poeta, amigo, que os escuta e vê!
Aos Deuses praza que ele viva, mas não morra entre eles!
Que sua sombra vá-se destes sítios naus!” Ovídio pg. 75
O ponto de equilíbrio do amor livre é ser vivido nas sombras, ser íntimo e evitar os aplausos do palco. Na hora em que a liberdade pensa que pode tudo e nada deve a ninguém desaparece o ponto e alguém aponta o dedo: é aqui, que mora o perigo libertino que vai destruir nossa sociedade. É aqui que Calígula nasce e seu doentio poder corrompido põe a civilização na berlinda, aqui termina a paz e inicia a barbárie da guerra. Aqui a ameaçadora Cleópatra seduz César e Marco Antônio, aqui ambos recorrem ao suicídio para evitar a tortura. Aqui a Justiça sai de cena e deixa os homens soltos com suas feras internas a lutarem até a morte pelo poder. Arte-Religião- Ciência- Política existem para que a Economia aconteça, que ela torne Nações em Potências, Potências em Impérios... Até que os Impérios pulverizem e se tornem Nada. No lugar, no vácuo de poder, após a morte do Rei, logo após, segundos após o poder é tomado por quem fez a cama do Rei. O Paraíso Perdido aparece na Metamorfose também, e então veio o metal, O Ouro, o pior de todos. O Dinheiro é quem manda e quem domina, porque seria diferente aqui no Brasil? Somos iguais a tudo o que sempre existiu na história, somos um lugar de luta pelo poder, que gerou péssimos governantes que se beneficiaram da corrupção e o povo assistiu a tudo.
Capitalismo é o grande vilão? Não, é o comunismo... Deixemos de ser otários, todos se beneficiaram da corrupção e do desregramento.
Temos intelectuais em banho Maria que temem, tremem e sofrem por um futuro desterro, pela sombra de um exílio, pelo medo de se posicionar. Brasil tem ouro, petróleo, floresta, sol, água em abundância, terras férteis e um povo que precisa ser educado. Não precisaria viver a barbárie da mortandade por droga, das armas entregues “precisamente” para os bandidos, aquele que aterroriza o comum, mantendo todos em constante estado de tensão,preocupados em salvar a própria vida e com medo de perder o seu quinhão, enquanto os poderosos roubam as riquezas e nadam no dinheiro sujo. A culpa é de quem em 1888 libertou os escravos e largou assim sem nada.É, sim. E a escravidão de quem vende falsos relógios na tua esquina é culpa de quem? A culpa é do Barão de Mauá que imprimiu essa lógica do tudo posso, tudo faço, tudo perco. A culpa certamente é de Getúlio, o fanfarrão que viveu as custas da miséria e da tortura. Não, a culpa é de Fidel, até aqui ele influenciou, ou é de Castelo Branco, sim, com toda a certeza é do sem vergonha do Collor, e da fila de corruptos que o sucederam. Quem colocou a cereja da miséria no bolo foi Lula o Jararaca, com sua pupila. Temer está fechando o ciclo da República Cleptocrata.
A melhor coisa que podemos fazer agora, na minha opinião, é movimentar e fortalecer a economia e bater pé para que a Constituição Federal seja cumprida, que as leis retornem a ser confiáveis e justas.
A maior conquista que temos é justamente o “Todos são iguais perante a lei!” e fazer com que esse "igual" saia do papel e ocupe a vida das pessoas, que seja implementado é a melhor forma de pagar as dívidas da coroa para com seu cúmplice povo. As pessoas querem viver bem, só.
Vamos começar pagando as dívidas novas, as velhas o tempo sepultou, defenda o escravo que caminha em sua esquina, pergunte a ele porque cruzou o oceano e como se sente. Quem compra seus produtos produzidos na escravidão lá de longe, onde as horas são longas e a jornada de trabalho é de 12 horas, as refeições são poucos e pobres, as pessoas descartáveis, pergunte a ele sobre sua terra de origem, seus sonhos e a quem ele deve, pague suas dívidas e de a ele a carta. Saia de sua rotina e pergunte ao seu entregador onde mora, que horas acorda, como ele se sente, que caminho trilhou, quantos filhos sustenta, como consegue? Pergunte ao cozinheiro que fez seu sanduíche se gosta do Brasil, se quer ir para Londres, se conhece o litoral, se algum dia saiu da capital... Ao livreiro pergunte porque anda tão desconfiado? Andam a roubar seus sonhos por acaso?
Se o capitalismo não serve mais vamos modificá-lo fazer nele a metamorfose dos deuses, ou a simples utilização das boas mentes humanas no engenho de criar algo novo e melhor.
Não gosta do que escrevo? Quer me esganar? Pegue a senha e entre na fila. As vezes sinto ao andar na rua que aquele tipo de sombra anda nos meus passos. Sabe, conhece a sombra?
Mephistofheles anda seguindo meus passos, anda interrompendo meus caminhos, anda tentando me influenciar, vigiai, vigiai,vigiai... Estou vigiando e colocando limites a minha pouca liberdade...
“Ridicula pergunta para um sábio
que timbra em despresar palavras,
não pode ver sem tédio as apparencias,
e só aspira ao âmago das coisas.” Mephistopheles pg 115.
Vamos sim ouvir os meninos e meninas que podem colocar a riqueza em movimento e dar esperança de uma humanidade menos desigual...
Aquela tribo que entrou no comércio, era gente mesmo? Porque o tumulto?Porque os livreiros andam tão nervosos? O que anda acontecendo? No mercado, porque tanta tensão em algo simples como uma compra? Porque tantos guardas nas portas de todas as casas? Cães, grades, alarmes... Que medo de sacar o dia do trabalhador no banco, que medo de dar errado e perder o suado saque. Isso tudo é a nossa sociedade acontecendo, nela há muitas coisas, entre o céu e a terra existem muitas coisas, entre nós andam muitas energias, nos circundam, nos aprisionam, nos avaliam o tempo inteiro. É a vida, é bonita e é bonita... Come chocolates! Come... Dançar na fogueira das vaidades será teu e meu fim.
Fernanda Blaya Figueiró
Ovídio, na época em que os séculos mudariam de contagem, foi expulso de Roma por seus poemas de amor... Muita fofoca havia provavelmente naquele tempo, o poder ardia nas mãos dos poderosos, li fragmentos do poema Metamorfose, onde descreve lindamente o início dos tempos,os deuses, as contendas, os amores, a eterna mudança da Terra. Nada do que está agora acontecendo é novo, é tudo assustadoramente previsível. Quem escreve se coloca numa vitrine, expõe as mazelas e as belezas de seu tempo.
Palocci e sua carta podem salvar o Brasil de ter que aguentar Lula Jararaca candidato, Aécio destituído é uma maravilha, tomara que fique inelegível por muitos e muitos anos.
Onde fica o ponto de equilíbrio e porque de tempos em tempos ele desaparece?
“ O teu poeta, amigo, que os escuta e vê!
Aos Deuses praza que ele viva, mas não morra entre eles!
Que sua sombra vá-se destes sítios naus!” Ovídio pg. 75
O ponto de equilíbrio do amor livre é ser vivido nas sombras, ser íntimo e evitar os aplausos do palco. Na hora em que a liberdade pensa que pode tudo e nada deve a ninguém desaparece o ponto e alguém aponta o dedo: é aqui, que mora o perigo libertino que vai destruir nossa sociedade. É aqui que Calígula nasce e seu doentio poder corrompido põe a civilização na berlinda, aqui termina a paz e inicia a barbárie da guerra. Aqui a ameaçadora Cleópatra seduz César e Marco Antônio, aqui ambos recorrem ao suicídio para evitar a tortura. Aqui a Justiça sai de cena e deixa os homens soltos com suas feras internas a lutarem até a morte pelo poder. Arte-Religião- Ciência- Política existem para que a Economia aconteça, que ela torne Nações em Potências, Potências em Impérios... Até que os Impérios pulverizem e se tornem Nada. No lugar, no vácuo de poder, após a morte do Rei, logo após, segundos após o poder é tomado por quem fez a cama do Rei. O Paraíso Perdido aparece na Metamorfose também, e então veio o metal, O Ouro, o pior de todos. O Dinheiro é quem manda e quem domina, porque seria diferente aqui no Brasil? Somos iguais a tudo o que sempre existiu na história, somos um lugar de luta pelo poder, que gerou péssimos governantes que se beneficiaram da corrupção e o povo assistiu a tudo.
Capitalismo é o grande vilão? Não, é o comunismo... Deixemos de ser otários, todos se beneficiaram da corrupção e do desregramento.
Temos intelectuais em banho Maria que temem, tremem e sofrem por um futuro desterro, pela sombra de um exílio, pelo medo de se posicionar. Brasil tem ouro, petróleo, floresta, sol, água em abundância, terras férteis e um povo que precisa ser educado. Não precisaria viver a barbárie da mortandade por droga, das armas entregues “precisamente” para os bandidos, aquele que aterroriza o comum, mantendo todos em constante estado de tensão,preocupados em salvar a própria vida e com medo de perder o seu quinhão, enquanto os poderosos roubam as riquezas e nadam no dinheiro sujo. A culpa é de quem em 1888 libertou os escravos e largou assim sem nada.É, sim. E a escravidão de quem vende falsos relógios na tua esquina é culpa de quem? A culpa é do Barão de Mauá que imprimiu essa lógica do tudo posso, tudo faço, tudo perco. A culpa certamente é de Getúlio, o fanfarrão que viveu as custas da miséria e da tortura. Não, a culpa é de Fidel, até aqui ele influenciou, ou é de Castelo Branco, sim, com toda a certeza é do sem vergonha do Collor, e da fila de corruptos que o sucederam. Quem colocou a cereja da miséria no bolo foi Lula o Jararaca, com sua pupila. Temer está fechando o ciclo da República Cleptocrata.
A melhor coisa que podemos fazer agora, na minha opinião, é movimentar e fortalecer a economia e bater pé para que a Constituição Federal seja cumprida, que as leis retornem a ser confiáveis e justas.
A maior conquista que temos é justamente o “Todos são iguais perante a lei!” e fazer com que esse "igual" saia do papel e ocupe a vida das pessoas, que seja implementado é a melhor forma de pagar as dívidas da coroa para com seu cúmplice povo. As pessoas querem viver bem, só.
Vamos começar pagando as dívidas novas, as velhas o tempo sepultou, defenda o escravo que caminha em sua esquina, pergunte a ele porque cruzou o oceano e como se sente. Quem compra seus produtos produzidos na escravidão lá de longe, onde as horas são longas e a jornada de trabalho é de 12 horas, as refeições são poucos e pobres, as pessoas descartáveis, pergunte a ele sobre sua terra de origem, seus sonhos e a quem ele deve, pague suas dívidas e de a ele a carta. Saia de sua rotina e pergunte ao seu entregador onde mora, que horas acorda, como ele se sente, que caminho trilhou, quantos filhos sustenta, como consegue? Pergunte ao cozinheiro que fez seu sanduíche se gosta do Brasil, se quer ir para Londres, se conhece o litoral, se algum dia saiu da capital... Ao livreiro pergunte porque anda tão desconfiado? Andam a roubar seus sonhos por acaso?
Se o capitalismo não serve mais vamos modificá-lo fazer nele a metamorfose dos deuses, ou a simples utilização das boas mentes humanas no engenho de criar algo novo e melhor.
Não gosta do que escrevo? Quer me esganar? Pegue a senha e entre na fila. As vezes sinto ao andar na rua que aquele tipo de sombra anda nos meus passos. Sabe, conhece a sombra?
Mephistofheles anda seguindo meus passos, anda interrompendo meus caminhos, anda tentando me influenciar, vigiai, vigiai,vigiai... Estou vigiando e colocando limites a minha pouca liberdade...
“Ridicula pergunta para um sábio
que timbra em despresar palavras,
não pode ver sem tédio as apparencias,
e só aspira ao âmago das coisas.” Mephistopheles pg 115.
Vamos sim ouvir os meninos e meninas que podem colocar a riqueza em movimento e dar esperança de uma humanidade menos desigual...
Aquela tribo que entrou no comércio, era gente mesmo? Porque o tumulto?Porque os livreiros andam tão nervosos? O que anda acontecendo? No mercado, porque tanta tensão em algo simples como uma compra? Porque tantos guardas nas portas de todas as casas? Cães, grades, alarmes... Que medo de sacar o dia do trabalhador no banco, que medo de dar errado e perder o suado saque. Isso tudo é a nossa sociedade acontecendo, nela há muitas coisas, entre o céu e a terra existem muitas coisas, entre nós andam muitas energias, nos circundam, nos aprisionam, nos avaliam o tempo inteiro. É a vida, é bonita e é bonita... Come chocolates! Come... Dançar na fogueira das vaidades será teu e meu fim.
Fernanda Blaya Figueiró
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