Poema Terceiro


Poema Terceiro
Rua Garay
Intuí eu que a rua Garay do conto de Borges
Fosse  a mesma que  homenageia o Explorador Espanhol Juan Garay,
Não vou falar neste ícone, desconheço completamente sua importância para a América do Sul... Não quero cometer injustiças.
Mas, vou contar brevemente a desonra cometida recentemente  contra a memória de
Castelo Branco
Sua Avenida foi arbitrariamente renomeada, de Avenida Castelo Branco para Avenida da Legalidade e da Democracia, um erro terrível que pode ainda ser corrigido e que terá resposta. Querem homenagear a Legalidade que lutava inicialmente pela manutenção de um governo, posteriormente pela Ditadura do Proletariado( então não entendo muito Legalidade e Democracia no mesmo endereço), construam suas avenidas... A Esquerda brasileira está no poder a 30 e poucos anos e fez um dos maiores ataques contra a economia popular de todos os tempos, um terrível assalto aos cofres públicos usando Estatais para enriquecer políticos e sua corja de aliados. Estes arrogantes políticos querem fazer a população esquecer e ou  odiar Castelo Branco, mas na medida em que suas tramoias e falcatruas aparecem o povo se assusta e quer saber onde está e quem é hoje Castelo Branco.
No Alefh conheci Juan Garay, ele vigia cada passo dado em suas ruas, em suas avenidas, em seu país... Sabe tudo de tudo, zela e acompanha seu povo... Acompanhou atentamente o conto de Borges, sua beleza e o bom serviço que este nobre cidadão prestou a Literatura Universal a Argentina. Sentou junto na saletinha e viu em todos os trinta de abril as fotografias, acompanhou as conversas, os amores furtivos, leu e inspirou as cartas poemas, as dúvidas e as ações. Zela pelas coisas da Terra, lá de seu Aleph.
Para toda ação há uma reação e Castelo  Branco está assistindo a tudo, está elaborando e montando uma reação, havia corrupção, inflação e “perigo leninista-marxista” na época, o perigo agora é o Lulopetismo, corrupção desenfreada, crise financeira profunda, desemprego e violência urbana,  na medida que os governos não combateram as milícias, gangs, contrabando, usaram esses mecanismos tortos  para fazer caixa dois e lavar dinheiro,  e a falácia de Mujica querendo usar o Brasil para impor a “Solução da China”, nem a China quer aqui impor a “Solução da China”, porque aquele país evoluiu e precisa de consumidores, quer o equilíbrio, não quer impor sua vontade, acredito. Mujica foi aparentemente um bom político para parte do Uruguai, parte já não é tão Mujicana assim. Ofenderam profundamente Castelo Branco por ódio, querem tirar deste período da história do Brasil a importância, querem sujar a memória para se vangloriar, isso é cutucar onça com vara curta... A guerra aqui não era fria, era entre militares de esquerda, querendo impor a ditadura do proletariado e militares de direita que impuseram a ditadura capitalista. Já haviam derrubado a Estátua de Costa e Silva, quem está colocando o povo contra as lideranças antigas?
Hoje as Musas são ativistas, não há mais musas em pedestais, elas e eles estão integrados a sociedade, isso é uma maravilha do tempo moderno, podem ser “Admiráveis e Humanas” ao mesmo tempo, cometer acertos e erros.
Nascer no Brasil, na Argentina ou em qualquer lugar é nascer Humano, parte da biodiversidade do Planeta Terra. Nosso sistema econômico precisa evoluir, deixar essa tacanhice antiga no passado e criar novas formas de relação entre capital, trabalho, geração de renda. Qual é o objetivo da vida humana? Porque estamos aqui?
A rua Garay é uma avenida que existe em todos os lugares, em cada lugar tem seu nome e sua história, não se ofendem os ícones a toa, eles respondem.
Beatriz Viterbo por
Fernanda Blaya Figueiró

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