Poema Quinto, o último

      Poema Quinto, o último

--- A magia de contar Histórias ---

O
---A---
---L E--
---P H---
Tem uma Estrela de Cinco Pontas
Tem um ser Humano com braços e pernas abertos
Neste Infinito Ponto
Todas as Histórias e todas as contas estão
Num só lugar
Disse Deus: Faça-se a Luz! E a Luz se fez!
Desde então o Ser Humano busca entender
Como
Quando
De onde
Para onde
Porque
Pode ter sim sido a partir de uma grande explosão que tudo começou
Big Bang
E a Terra passou a existir,
Pode ter sido por um sopro divino no barro
E o Homem passou a existir
Uma Luz que se acendeu
E o Sol surgiu no Horizonte
Um pingo de água
E toda a vida brotou
Sem o Metafísico o Físico fica
Muito preso a matéria
Precisamos sonhar e contar as coisas
Contamos, criamos
Todos os personagens são seres que de uma forma ou outra existem
Esta madrugada uma mãe desencantada colocou sua recém nascida filha
Em uma lata de lixo
Com o cordão umbilical removido sem cirurgia, sem proteção
Imaginem todos os riscos, o corpo cheirando a placenta, atrai roedores
A ferida aberta porta de entrada para todas as doenças
Mesmo que não estivesse frio,
Deus colocou alguém de bom ouvido
De coragem para abrir o saco onde um Ser Vivo Recém nascido
Lutava para aqui permanecer
Lutava para respirar o ar contaminado do lixo
Chorou, chorou, chorou e
Uma boa mão respondeu.
Foi má a mãe desesperada?
Estava doente?
Num Brasil em que todos tem direito garantido na lei a ter um posto, um parto num hospital, um atendimento. Porque essa mãezinha foi assim tão pouco civilizada. É menor, é maior, porque não faz uma laqueadura? Porque não preveniu? Será que era assim que a vida tinha que começar para esse serzinho que vai ter mais dificuldades que todos os outros... Será que o amor de uma mãe outra, uma gerada no coração, não no útero, ela conseguirá superar seu baque inicial? Rezemos para que sim.
Essa é uma pequena tragédia, num país subdesenvolvido, num tempo de alta tecnologia e muitos medos. Uma história que já aconteceu infinitas vezes, em infinitos lugares, em infinitas etnias, países, tempos... infinitamente por algum motivo que não podemos entender um ser humano virá ao mundo assim, no meio da rua, jogado numa lata de lixo. Uma Vida Humana...
Então
O Aleph é um ponto que pode ou não existir,
Tanto quanto nosso pequenino Planeta pode ter iniciado numa explosão e pode estar expandindo, como pode ter sido por um enunciado divino... Ninguém sabe... Não tem como provar, só como imaginar, calcular, contar, transmitir...
As Bombas
A poluição
São nossa parte em um Plano que estamos colocando em ação
Que somos parte, sem a total consciência sobre
Talvez para nos proteger de saber o que de fato estamos fazendo aqui
Beatriz Viterbo volta para o Aleph acenando como, Musa das Musas...
Renasceu mais uma vez na madrugada de hoje...
Fim
Fernanda Blaya Figueiró

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