Raízes do Conservadorismo Brasileiro...
Comprei hoje o livro Raízes do Conservadorismo Brasileiro de Juremir Machado, pelo jeito está fazendo muito sucesso porque quem não tem faz cara de: mais leitor procurando; e quem tem de há está aqui, mais um. O tema é realmente interessante, acabei de pegar o livro então só dei uma olhadinha básica, mas como é dividido em tópicos achei bem organizado e de leitura bem fluente, deve ter sido uma longa e exaustiva pesquisa.
É muito importante relembrar esse período da nossa história, para que não se repita, se é que já não estamos vivendo algo parecido, esta semana a Polícia Federal libertou do cativeiro três meninas chinesas que foram traficadas pela violentíssima máfia chinesa para fins de escravidão sexual, fora inúmeros casos de bolivianos, africanos, sírios que podem estar na mesma situação, fugindo de guerras, da miséria e da violência acabam caindo nas garras de escravocratas e traficantes de seres humanos para trabalho, sexo ou até mesmo para utilização de órgãos do corpo, uma coisa horrível. Na página 403 Juremir aborda esse horror naquela época, ele diz: “O capitalismo, na conta de suas atrocidades, tem a escravidão negra, assim como o nazismo tem em sua conta o holocausto dos judeus.” É verdade, mas acrescentaria que o comunismo tem na sua conta a escravização de populações inteiras, como na Ucrânia, na China que tem reflexo direto na atual escravidão. Escravidão é algo que remete a história antiga e que de fato nunca deixou de existir, ela vai mudando. No Brasil as famílias mais antigas tem ancestrais em todas as partes escravocratas, escravizados, desapropriados (índios). Entender o processo da escravidão e a retórica que ela traz consigo pode nos tornar um país melhor, espero que não faça com que o ódio entre irmãos renasça, temos que ler e pensar que estas pessoas viviam num “faroeste”,um país em formação, com choques culturais tremendos, uma luta pela sobrevivência e pelo poder, o livro é instigante e anti conservadorismo, só que o “socialismo” ou “comunismo” tem também suas dívidas. Todos tem méritos e créditos, maniqueísmo a parte, e todos somos no fundo um pouco, eu sou bastante e não sou ingênua de achar que o Homem Branco era o Demônio e o Homem Preto uma vítima ou Deus. Como aborda o capítulo 33, havia e ainda há um comércio na África, basta ler sobre o Boko Haram e as violentas ditaduras africanas, apoiadas recentemente por Lula e Dilma.
Existe um preconceito explícito contra os descendentes de europeus e um protagonismo dos descendentes de africanos que precisa ser resgatado, a construção de uma nação que decidiu o mais importante: “Todos somos iguais perante a lei”... Essa é a grande conquista que precisa ser mantida é jovem de 1988. Cem anos entre uma lei e outra e ainda não conseguimos por em prática. Mas seja a Máfia que for se mantiver seres humanos em cativeiro em solo brasileiro e for descoberta será presa e os seus prisioneiros serão libertos.
Vou ler com atenção, não sei se tudo, mas tem: pano para manga.
No Correio do Povo tem desconto, mas nas livrarias também, o mesmo. Então vamos aproveitar que desconto é desconto não dá para perder um bom negócio.
Fernanda Blaya Figueiró
É muito importante relembrar esse período da nossa história, para que não se repita, se é que já não estamos vivendo algo parecido, esta semana a Polícia Federal libertou do cativeiro três meninas chinesas que foram traficadas pela violentíssima máfia chinesa para fins de escravidão sexual, fora inúmeros casos de bolivianos, africanos, sírios que podem estar na mesma situação, fugindo de guerras, da miséria e da violência acabam caindo nas garras de escravocratas e traficantes de seres humanos para trabalho, sexo ou até mesmo para utilização de órgãos do corpo, uma coisa horrível. Na página 403 Juremir aborda esse horror naquela época, ele diz: “O capitalismo, na conta de suas atrocidades, tem a escravidão negra, assim como o nazismo tem em sua conta o holocausto dos judeus.” É verdade, mas acrescentaria que o comunismo tem na sua conta a escravização de populações inteiras, como na Ucrânia, na China que tem reflexo direto na atual escravidão. Escravidão é algo que remete a história antiga e que de fato nunca deixou de existir, ela vai mudando. No Brasil as famílias mais antigas tem ancestrais em todas as partes escravocratas, escravizados, desapropriados (índios). Entender o processo da escravidão e a retórica que ela traz consigo pode nos tornar um país melhor, espero que não faça com que o ódio entre irmãos renasça, temos que ler e pensar que estas pessoas viviam num “faroeste”,um país em formação, com choques culturais tremendos, uma luta pela sobrevivência e pelo poder, o livro é instigante e anti conservadorismo, só que o “socialismo” ou “comunismo” tem também suas dívidas. Todos tem méritos e créditos, maniqueísmo a parte, e todos somos no fundo um pouco, eu sou bastante e não sou ingênua de achar que o Homem Branco era o Demônio e o Homem Preto uma vítima ou Deus. Como aborda o capítulo 33, havia e ainda há um comércio na África, basta ler sobre o Boko Haram e as violentas ditaduras africanas, apoiadas recentemente por Lula e Dilma.
Existe um preconceito explícito contra os descendentes de europeus e um protagonismo dos descendentes de africanos que precisa ser resgatado, a construção de uma nação que decidiu o mais importante: “Todos somos iguais perante a lei”... Essa é a grande conquista que precisa ser mantida é jovem de 1988. Cem anos entre uma lei e outra e ainda não conseguimos por em prática. Mas seja a Máfia que for se mantiver seres humanos em cativeiro em solo brasileiro e for descoberta será presa e os seus prisioneiros serão libertos.
Vou ler com atenção, não sei se tudo, mas tem: pano para manga.
No Correio do Povo tem desconto, mas nas livrarias também, o mesmo. Então vamos aproveitar que desconto é desconto não dá para perder um bom negócio.
Fernanda Blaya Figueiró
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