Brincando com ideias alheias...
Comprei poemas de Menotti Del Picchia e Elogio da Loucura de Erasmo, li alguns fragmentos o primeiro brinca com um diálogo entre “Don Juan” e “Fausto”, divertido o segundo vale pela introdução a carta a Tomás Morus, depois fica um pouco chato... Juca mulato não tive muita paciência para ler e a loucura falando, uma fala feminina domada por uma voz grave masculina, achei um pouco entediante, deve ser um grande livro e já devo conhecer seus preceitos em outras leituras, “cadáver”adiado de Fernando Pessoa, que deve ter se debruçado sobre esse escrito de 1508, o nosso Brasil como se tornou nascia ali em meio a muito sangue derramado e uma louca conquista, a interminável sim luta pelo poder. Não me encantou a forma como estes dois senhores olham para nós mulheres, li fragmentos de sátiras é bem verdade, não posso ser injusta, mas foram bem irritantes. 1508; 1917. Não sou acadêmica e muito menos erudita leio o que gosto, só. Eu aqui perdida em 2017 lendo coisas muito antigas e absolutamente modernas frente a um Mundo que viu a “burca” aos poucos retornando a grandes cidades e sendo imposta em alguns lugares, as decapitações, coisas tão em desuso voltando ao quintal das casas, a luta pelo poder levando idiotas e corruptos a cargos importantes, as religiões fragmentadas e corrompidas pela usura, legiões de desvalidos migrando em profunda transformação étnica e cultural. Em contra partida a técnica e a maestria do engenho humano produzindo riquezas como nunca, avanços e um mundo totalmente novo e virtual com todas as possibilidades de crescimento e superação. Há comida, terra e energia para toda a humanidade e milhares passando fome, isso é um ultraje. São dois lados do mesmo ser humano que sempre existiram. Então me dou o deleite de também brincar um pouco, aqui em nosso país a política está indo as raias da maldade, levando uns a loucura, cadeia outros a miséria, é bom esquecer isso um pouco.
Comprei poemas de Menotti Del Picchia e Elogio da Loucura de Erasmo, li alguns fragmentos o primeiro brinca com um diálogo entre “Don Juan” e “Fausto”, divertido o segundo vale pela introdução a carta a Tomás Morus, depois fica um pouco chato... Juca mulato não tive muita paciência para ler e a loucura falando, uma fala feminina domada por uma voz grave masculina, achei um pouco entediante, deve ser um grande livro e já devo conhecer seus preceitos em outras leituras, “cadáver”adiado de Fernando Pessoa, que deve ter se debruçado sobre esse escrito de 1508, o nosso Brasil como se tornou nascia ali em meio a muito sangue derramado e uma louca conquista, a interminável sim luta pelo poder. Não me encantou a forma como estes dois senhores olham para nós mulheres, li fragmentos de sátiras é bem verdade, não posso ser injusta, mas foram bem irritantes. 1508; 1917. Não sou acadêmica e muito menos erudita leio o que gosto, só. Eu aqui perdida em 2017 lendo coisas muito antigas e absolutamente modernas frente a um Mundo que viu a “burca” aos poucos retornando a grandes cidades e sendo imposta em alguns lugares, as decapitações, coisas tão em desuso voltando ao quintal das casas, a luta pelo poder levando idiotas e corruptos a cargos importantes, as religiões fragmentadas e corrompidas pela usura, legiões de desvalidos migrando em profunda transformação étnica e cultural. Em contra partida a técnica e a maestria do engenho humano produzindo riquezas como nunca, avanços e um mundo totalmente novo e virtual com todas as possibilidades de crescimento e superação. Há comida, terra e energia para toda a humanidade e milhares passando fome, isso é um ultraje. São dois lados do mesmo ser humano que sempre existiram. Então me dou o deleite de também brincar um pouco, aqui em nosso país a política está indo as raias da maldade, levando uns a loucura, cadeia outros a miséria, é bom esquecer isso um pouco.
Elogia a beleza de Ser Humana.
O medo de Baco, de mercadores, de mulheres com “furor
uterino”... Que inveja estes homens tem
das mulheres ( não só os meninos que cito, mas homens em geral), que vontade de
anular e controlar com suas muitas fórmulas e divagações sobre o que é,
representa ou sente a mulher, isso disfarçado de proteção. Mulheres não precisam
de proteção, mas sim de respeito, não precisam de empoderamento, mas de
liberdade para ser quem quiserem ser.
Furor uterino é algo da natureza humana não é doença nem
precisa tratamento são coisas naturais, o medo desta energia é mesmo muito
antigo, kundalini energia que equilibra o ser e leva a iluminação, que gesta a
humanidade, natural, limpa, bela. Homens e Mulheres de todos os tempos têm
muita dificuldade de entender a natureza humana, somos feitos para prosperar e
evoluir rapidamente, em poucos anos. Tudo o que nos limita vai contra nossa
natureza e ao mesmo tempo é parte do aprendizado da sobrevivência. Medo,
sexualidade, criação ( gerar outro ser, uma idéia, um objeto, um pensamento,
uma fortuna), destruição( gerar uma miséria, uma morte, um genocídio, um
massacre). Serei injusta se criticar tão fortemente obras que não li, mas elas
são só o pretexto para falar, para tagarelar... Como bem diz Erasmo: “Digam de
mim o que quiserem...” Todo escritor tem
dúvidas sobre a qualidade de sua obra, ao mesmo tempo tem orgulho e se insiste
é porque acredita nela.
Há aqui um movimento:
Chega de fiu fiu... Uma expressão,
quando uma mulher bonita passa na rua alguns “machistas” assoviam, bem
estes dias recebi nas redes sociais um pequeno vídeo em que um homem bonito faz
caras e bocas (nosso atual Don Juan) e os comentários femininos são bem
jocosos, então diria que se chega de fiu fiu tem que valer para mulheres, tem
também que valer para homens. Ter fotos em calendários de homens objetos seria
tão desrespeitoso para como os homens, quanto ter o fiu fiu para com as mulheres...
Igualdade de gênero é o direito de expressão e de acesso aos meios de sobrevivência,
respeito a imagem corporal, as idéias de
todo o ser humano. E até direito a sexualidade na forma como a pessoa for se
desenvolvendo, neste aspecto nosso sociedade é muito careta, qualquer coisa
como pintar ou não o rosto, usar esta ou aquela roupa, este ou aquele perfume
ou odor, ter tal hábito ou costume são objetos de um olhar malicioso e
condenatório que visa tão somente controlar o outro: Fazer dele aquilo que a
sociedade espera. Educação, saúde,
religião, ciência para moldar a fórceps o ser humano, encaixar, ajustar, definir...
“Como poderia limitar-me, quando o meu poder se estende a todo o gênero humano?”
Erasmo falando em nome da Loucura. Hoje mais do que nunca a Loucura, pelos
dados oficiais, virou um tipo de epidemia, primeiro porque foi tão ampliada,
dividida e definida que abarca quase todo o comportamento humano; segundo
desculpem as autoridades, virou uma grande fonte de lucro para uma boa parcela
de auto diagnosticados “não loucos” que produzem drogas e outros acessórios
para tratar desta Mazela Humana. Isso não se dá só em nome da “saúde mental’,
nossa sociedade se especificou tanto que está aos poucos perdendo e já em
alguns casos resgatando a noção de Todo, de Uma Humanidade, Um ser inteiro
inserido nesse todo, o individuo, cheio de antagonismos, peculiaridades e
particularidades que são na verdade universais a todos os outros, por tanto classificáveis.
A loucura não tem gênero,
classe social, cor e origem étnica qualquer ser em algum momento se vê e se entende
com um louco, os estímulos exteriores reforçam isso e tiram do sujeito a sua
capacidade de reagir a essa definição. As drogas resolvem o resto, temos uma grande
parte da humanidade ficando apática, como sempre foi. Será Loucura??? ( estou
escrevendo este texto, que ridiculamente acho importante, com a permissão a ser
ridícula dada por Erasmo , e meus cachorros, para chamar a tenção, tiraram da
bolsa aberta uma nota de 5 reais, ouvi o som de algo sendo rasgado e era
dinheiro, se fossem meninos ou meninas diria que isso era uma loucura, os
repreenderia, levaria a um especialista que os medicaria ,como são cães só
tomaram uma bronca. Foi pura travessura. ) Em fim muito do que se diz hoje como
sendo loucura é pura travessura e necessidade de expressão. Perdi um pouco o fio
da meada, esses cachorros, são minha alegria e as vezes me levam a loucura...
Bom resumo no fim das contas.
A loucura por ela mesma: parem de se ocupar com a minha existência e vivam seus dias medíocres como
quiserem, lúcidos ou sedados, alegres ou tristes, com prazer ou sem.
Aborto essa droga de
texto que me custou 5 reais, um sanduíche é bem verdade, mas é uma afronta aos
deuses da riqueza... Que não me traga má sorte. Sabedoria ri de minha
desistência, sem saber que no mundo virtual ninguém Lê mais do que 50 caracteres...
Foi teu tempo também vaidosa sabedoria, foi triturada entre os dentes dos cachorros junto
com loucura, vocês estão ficando velhas caducas... Don Juan, Fausto e outros
personagens perderam o emprego, fiu fiu, são objetos hoje de desejo tanto quanto
as divas e musas: é a igualdade entre os seres em fim.
P. S.: É assim que leio e escrevo com essas pessoinhas maravilhosas chamando a atenção o tempo inteiro, fazendo artes e traquinagens, mas adoro. Talvez a escrita fique feia problema do leitor.



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