notinha: Laerte-se

Assisti ao documentário Laerte-se, muito interessante, ela fala sobre as transformações que passou principalmente na questão de gênero. Acho que as pessoas perdem muita energia falando sobre sexualidade, é uma coisa íntima, que não diz respeito aos outros, a ninguém. Há um mito de que a sexualidade é a fonte de todos os problemas "mentais"ou "corporais", só que não acredito nessa separação, acho que é fonte de engano achar que mente e corpo são separadas, ou que somos homens e mulheres, somos seres humano. Parece que no documentário ele se sente culpado por não ter parido o filho morto, de não ter o dom de dar a vida, que as mães tem, isso também é equivoco que mãe nenhuma da vida ou tira vida, sem um homem não há uma mulher que sozinha gere um filho, são duas partes da mesma pessoa somos, acho todos os gêneros ao mesmo tempo, assim como o filho é um ser diferente de nós, não é porque um dia um filho pode morrer ou sofrer que ele não deve ou deve vir a luz da vida. Adorei os gatinhos, e a simplicidade de ter uma casa brasileira, com dilema de dona de casa, não está muito arrumada... "Vão ver as coisas como elas são", que bom, nem muito sujo nem limpo como vitrine, uma casa viva. A sexualidade não é fonte nem de doença, nem de cura, isso é uma coisa inventada, a não naturalidade da forma como somos levados a pensar a sexualidade pode sim gerar algum sofrimento, mas é tudo meio fabricado, espera-se que determinados comportamentos estejam ligados a sexualidade e se forja as vezes verdades, "até que enfim", se isso é por sua sexualidade, como se fosse um imperativo... O ser humano é um complexo, somos uma só coisa mente,corpo, alma, finito, infinito. Gostei quando ela diz que pensa como esquerda, mas não fechado no que dizem ser esquerda, eu penso como direita e não o pacote direita. Quero uma sociedade que funcione. A nudez no documentário é despida de gênero, mas ao mesmo tempo coberta por camadas de ideias sobre o que é ser. Uma coisa parece certa quando você toma algumas decisões uma força se opõe e isso é também normal. É normal o estranhamento que algumas pessoas sentem, é normal que algumas pessoas critiquem e outras não. A vestimenta tem um poder na nossa sociedade que é meio opressor, se você se veste assim ou assado, seu cabelo, sua forma corporal são objetos de duras críticas ou de adoração. Por exemplo achei brega o casaco da esposa de Trump, achei exagerado o cinto dourado que usou na Arábia ou a roupa de Viúva no Vaticano, como se fosse um saco de clichês, mas ela pode usar a roupa que quiser, só que como está exposta é natural que hajam críticas, achei fora de tempo, de contexto, pareceu fantasias fora de moda. Eu acho mais elegante o terninho básico e funcional de Merkel, outros podem ter adorado suas extravagancias e assim é a vida. Ninguém agrada a todos e nem é isso que o mundo quer, o mundo que que as coisas funcionem e cada um possa ser quem quiser ser.

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