Há pequenas almas vagando na rede, em busca de mais uma self, uma clicadinha qualquer, uma curtida, uma boa briga. Onde param seus sinais? Não, sei. Olá amiga, hoje Chico faria aniversário, Anísio? Não... Chico Xavier. Onde andará? 2 de abril de 1910, que tempão, viveu até os 92 anos, nessa vida, que a gente conhece... Não sou Espírita, sou Católica de origem e hoje espiritualista livre, não sigo mais nenhuma doutrina quem aceitar rezar comigo tudo bem, se não tudo bem, rezo como quero e onde estou, não rezo quando não quero ou não posso, quando falta luz, que ela falta as vezes, gosto de todas as religiões, de todos os credos e cantos. Chico Xavier fez um grande bem a esse povo querido do Brasil, ele trouxe amor e belas palavras, consolo e cura, mensagens que as pessoas podiam entender, se eram dos espíritos, tudo é do espírito humano, o certo e o errado. A bala que feriu e matou foi criação humana, para proteger, para dar e tomar poder. Tudo é animado por um espírito, nada disso existiria sem essa energia que ninguém pode provar como é, Deus ou Homem, são nomes que a gente inventa, mente, alma, energia?? O que nos move se não nosso ou não nosso espírito? Olá meninos e meninas que vagam na rede, só perfis sem animus mais, histórias de vidas que passaram aqui e que a gora estão lá... Lá onde, se eu soubesse seria um ser iluminado, não sou, sou obtusa e limitada como todos somos. Se Chico virou um corpo de luz, como posso saber? Se volta? Não sei... Eu não sei nada não... Seus ensinamentos viajam pelos perfis, então na rede ele está, como Jesus, Buda, os Orixás, os Santos, os nãos Santos, os candelabros, os velhos papiros, o pão o vinho, o Islã, tudo está ao alcance em um clique... Algumas coisas são deliberadamente escondidas, como as mentiras e as trapaças, mas nada deixa de existir, está tudo gravado. O olho de Hórus, que tudo vê, O Alef, a vontade humana de tudo saber e de nada esconder, ou de manter segredos a tecnologia fez, agiu o espírito tecnológico como queria o homem, queria para o outro, só que teve para si também... Democrática essa face do mundo.
De Chico nada sei, mas o imagino envolto em luz, com o sorriso manso, ouvindo a todos e livre de qualquer agonia, mas esse pode ser um pensar, talvez um querer, uma imagem por ele plantada, por mim intuída...
Porque? Não sou mais nada na vontade de tudo ser, de livre andar, de leve escrever, não posso me eximir de responsabilidade, de dizer palavras profanas como se santas fossem, ou como se sábias fossem, não são... São um amontoado de impressões, presunções inúteis, como toda arte deveria ser.
Chico Anísio? Não sei, era um bom homem certamente... Se ainda tinha causo pra contar nesse mundo? Devia ter, né... Não sei se já voltou... Se vai voltar!! Os olhos dele eram belos sim...
Não sou espírita, amores, procurem um bom médium, não sou eu...
Comprei um livro de contos de fantasmas, Daniel Defoe, muito bom ,não era o que eu queria mas é bom. Fiquei pensando o quanto as pessoas gostam de contos de fantasmas, de histórias de terror, de suar lendo, de quanto esse tema mudou com o passar dos anos, com a evolução do tempo. Pensei e se hoje fosse contar um conto assim, teria sentido? Então ocorreu que hoje é data de nascimento de Chico e pensei que seria um tipo de heresia, um tipo de ofensa. Para ele fantasmas não existiam, acredito, só irmãos que já se foram, amigos partidos, espíritos jocosos e almas perdidas. Aparições hoje perderam o impacto nas pessoas, imagino. Mas a vontade de saber não, de entender, de tentar contato...
Quase tudo que leio foi escrito por alguém que já cruzou a linha, tudo que eu ouço são velhas cantigas e muitas vozes guardadas de espíritos que passaram por aqui, então tudo que eu sei vem do outro lado da vida, o lado de quem deixou rastros e fez história, mas que leva um tempo, uma multidão em cada página, em cada cântico, as coisas que os povos fizeram, elas se perpetuam, se transmitem, vai o povo todo nessa ilusão que é a arte. Não precisa um por um, mas alguns que contam tudo. A feira de sábado, a seda lavada, tem gente, tem uma mão calejada, um povo de riso fácil e alegria na escuta... Senhora Veal, apareceu mesmo?? Não sei, sei tanto quanto qualquer um...
Importa? Se apareceu ou não depois de já morta? Que diferença tem se a vida continua ou se ela termina? Eu sonho com um tempo em que as pessoas farão o certo porque é bom fazer o certo, não porque o Diabo o tentou ou por medo de sofrer no futuro, medo de ser punido na outra vida, ou de vagar perdido entre o Céu e a Terra. O que é o certo, o bom? Não sei. Nada sei. Acredito, sim em aparições, em vida após a morte, em Deus, no Diabo, nas coisas boas e nas ruins, acredito nos Seres Humanos e sua capacidade de criar o belo e o horrível.
Não acredito em profecias, elas criam no homem a vontade de fazer com que aconteçam. Acredito que o mundo acaba, mas acaba para uns, segue para outros, acaba de um jeito, continua de outro...
Morreu! Meu texto morreu, você leu um texto fantasma, não fantástico,ou um amigo perdido.
Fernanda Blaya Figueiró
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