Notinha sobre leitura
Hoje li alguns fragmentos do livro “Cartas a um amigo Alemão”,
de Albert Camus, conheço pouquíssimo sobre ele, li somente as duas primeiras e folheia as outras crônicas, achei
elegante a forma como ele aborda o tema onde enfatiza que não é contra os
alemães e sim contra os “Nazis”. Esse amigo, leitor imaginário, se mostra um
ser humano em toda a sua complexidade dessa forma e a Europa um complexo
mosaico, como devia ser na época. Para mim foi importante ler esse texto, nesse
momento em que o Terrorismo apavora as pessoas e precisa ser vencido. Plágiaria
dizendo que: Nós, não Europeus, mas Seres Humanos, repudiamos o Terrorismo,
não os Muçulmanos ou uma Etnia, uma Nação, um Povo, refutamos o Horror, seja
ele de fundo ideológico, religioso ou narcotraficante.
Ele fala em algum momento que o seu século foi o século do
medo, é verdade, bem dito, o nosso é o da vigilância e da rede... Essa coisa a
qual estamos ainda nos acostumando e que mudou a geopolítica, a economia e tudo
o mais.
Se amamos nossos países hoje? Sim, alguns com sabedoria e equilíbrio,
outros de foram cega e fundamentalista.
Países ainda existem e ainda são importantes, Nações, Povos, mas aos poucos estamos formando uma só
Humanidade dividida em tribalidades, mais culturais e por afinidades do que por
proximidade, profundamente conectada.
Há tudo na nossa época matemática, ciência, biologia, medo,
morte, arte, esporte, comunicação, vida, tudo que sempre existiu. Há um mundo
fora do mundo que tem vida própria onde vou daqui a segundos postar esse
pensamento, que será “roubado”, ou absorvido pela esponja que é o tecido da
rede. Alguém irá trabalhar, melhorar, manipular, piorar e fingir que não me
leu, depois irá criar algo novo, um filme, um pensamento, uma imagem, e é assim
que tudo acontece e modifica a realidade. Quem sou eu? Ninguém mais tem
certeza, talvez nunca tenhamos tido, sobre isso.
Quanto ao padre... ele não traiu a sua religião acredito,
teve foi medo diante da morte, o jovem tentou salvar sua vida, os outros todos
eram velhos de mais para isso. O padre foi covarde, não traidor, se não batesse
na porta do caminhão seria ele levado ao fuzilamento... Bom ler coisas boas,
mesmo sem poder entender bem... devem ter muitos longos e profundos estudos
sobre este texto...
Fernanda Blaya Figueiró









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