Retomada do controle social no Brasil
A morte de 60 apenados em um presídio de Manaus é um reflexo da falta de controle social do Estado Brasileiro, é preciso mudar radicalmente, a libertinagem que vivemos nos últimos anos não pode continuar. Nós convivemos com estas situações de barbárie e permitimos que políticos, empresários, funcionários públicos e da iniciativa privada distorcessem as regras para seu benefício. Predinhas, Bangu, Presídio Central, Carandiru, sei lá outros nomes para casas violentas, degradantes e fábricas de agentes da violência. Educação, por exemplo, olhem o esforço da sociedade brasileira para tentar dar instrução para a população e quanta energia é desperdiçada, formam cidadãos sem noção nenhuma de civilidade, faliu, a escola pública no Brasil é um conceito ultrapassado.O Sistema Prisional também, eles estão intimamente ligados, a destruição da educação fomenta a miséria e mantém a população refém do poder paralelo, no ato ilícito o cidadão que não tinha outra alternativa cai no sistema prisional e vira monstro. Não se faça de surpresa população brasileira, não finja que não sabia que isso poderia acontecer, estamos vivenciando um tipo de guerra urbana, ligada a falta de emprego, falta de oportunidade, excesso de drogas, falta de educação, excesso de informalidade, que foi sendo permitida pela falta de ação do estado, em todos os seus segmentos. A economia e a política são responsáveis diretas por este caos, o crescimento econômico precisa ser retomado o mais rápido possível. As Forças Armadas tem que repensar seu papel, pois parece que se atiraram nas cordas e deixaram que as instituições degringolassem. O Brasil parece um país sem Forças Armadas, então a Força das Armas está na mãos do tráfico e de gangues e milícias. Só as polícias civil e militar não tem mais como combater a marginalidade e a volumosa população transgressora que está em percentuais elevadíssimos. Ontem recebi o Hexagrama 40 do I Ching Liberando Tensões, adoro consultar oráculos, todos. Consultava exatamente sobre minha escrita nesse momento, em que me acho cansada de abordar os mesmos assuntos, acho que foi perfeita a carta, há uma necessidade de voltar a normalidade.
“Para a efetivação da liberação é conveniente executar alguma ação com apoio ou companhia de outra ou outras pessoas. Essa ação poderá ser regressiva ou progressiva. Deverá ser regressiva quando a pessoa já esgotou as suas possibilidades de avanço na matéria e/ou não tem nenhuma meta em vista, está sem projetos. Nesse caso, a liberação darse-á através do abandono do campo de luta, retornando-se às condições normais anteriores ao início da opressão e da tensão. Isso libera porque faz com que o equilíbrio seja reencontrado. HOME Texto complementar 2 Elisabete Araujo Leonetti [Contatar] Yi Jing: Oráculo chinês interpretado Deverá ser progressiva quando ainda há coisas a fazer, tarefas a cumprir, objetivos a alcançar, projetos a realizar. Nesse caso, a liberação dar-se-á através da ação pronta e decidida, ultrapassando logo o impasse, escapando do perigo, desobrigando-se do afazer, etc. Isso libera porque traz, além do alívio da tensão, a certeza do mérito pelo cumprimento da missão.”
O Brasil está numa constante tensão que não é produtiva, um medo exagerado e constante que paralisa as boas iniciativas. O Massacre do Presídio em Manaus poderia ter sido evitado, assim como a violência em outras unidades prisionais, isolando de fato essas pessoas perigosas e não permitindo que a corrupção se tornasse a regra. Se eles tinham acesso a celulares, comida especial, drogas, armas, regalias não estavam confinados e sim dominando a comunidade inteira através do medo e da tortura. O Brasil pode quebrar isso, se quiser. Primeira coisa para diminuir a tensão e não dar poder a marginalidade é proibir a espetacularização da violência, da morte. Preservar a imagem das vítimas, não permitir a circulação de apologias a drogas, de vídeos de decapitações, de sessões de tortura, de humilhações de presos ou de alunos. A mídia deveria fazer sua parte filtrando as imagens e as notícias, há um Ser Humano horrendo e há um Ser Humano belo, há um Brasil violento e um pacífico, vamos construir o equilíbrio entre os dois. Porque como diz o velho ensinamento Judaico Cristão: “No Princípio era o Verbo e o Verbo se fez carne, Habitou entre os Homens, o Verbo estava com Deus, e era Deus.” A palavra, a imagem, o canto são manifestações profundas de humanidade e nossa conexão com Deus. Vamos entender esse massacre, respeitar as vítimas, dar tempo as famílias para o luto, punir os responsáveis, apurar se houve negligências e modificar a forma como o Gigante Brasil trata sua população, somos fortes, belos, capazes de mudar. Vamos transformar a palavra em ação, a tensão em distensão. Vamos caminhar para a Liberação das Tensões. Esse horror todo do Fim de Ano, o Massacre em Manus, era esperado como no ataque na Turquia, a morte da família inteira, o assassinato de uma turista por entrar em “comunidades que ninguém pode entrar", ou seja, territórios marginais... Depois de nos horrorizarmos vamos reagir a isso e mudar as coisas para que não se repitam, retomar a Segurança Pública com a energia e a força da sociedade organizada.
Se em algum momento você sentiu ou pensou que essas pessoas mereciam essa morte horrenda, policie seus pensamentos e não acredite nisso é a voz do Diabo tentando no Deserto. O encarcerado mesmo tendo errado é um ser humano e merece tratamento digno.
“Para a efetivação da liberação é conveniente executar alguma ação com apoio ou companhia de outra ou outras pessoas. Essa ação poderá ser regressiva ou progressiva. Deverá ser regressiva quando a pessoa já esgotou as suas possibilidades de avanço na matéria e/ou não tem nenhuma meta em vista, está sem projetos. Nesse caso, a liberação darse-á através do abandono do campo de luta, retornando-se às condições normais anteriores ao início da opressão e da tensão. Isso libera porque faz com que o equilíbrio seja reencontrado. HOME Texto complementar 2 Elisabete Araujo Leonetti [Contatar] Yi Jing: Oráculo chinês interpretado Deverá ser progressiva quando ainda há coisas a fazer, tarefas a cumprir, objetivos a alcançar, projetos a realizar. Nesse caso, a liberação dar-se-á através da ação pronta e decidida, ultrapassando logo o impasse, escapando do perigo, desobrigando-se do afazer, etc. Isso libera porque traz, além do alívio da tensão, a certeza do mérito pelo cumprimento da missão.”
O Brasil está numa constante tensão que não é produtiva, um medo exagerado e constante que paralisa as boas iniciativas. O Massacre do Presídio em Manaus poderia ter sido evitado, assim como a violência em outras unidades prisionais, isolando de fato essas pessoas perigosas e não permitindo que a corrupção se tornasse a regra. Se eles tinham acesso a celulares, comida especial, drogas, armas, regalias não estavam confinados e sim dominando a comunidade inteira através do medo e da tortura. O Brasil pode quebrar isso, se quiser. Primeira coisa para diminuir a tensão e não dar poder a marginalidade é proibir a espetacularização da violência, da morte. Preservar a imagem das vítimas, não permitir a circulação de apologias a drogas, de vídeos de decapitações, de sessões de tortura, de humilhações de presos ou de alunos. A mídia deveria fazer sua parte filtrando as imagens e as notícias, há um Ser Humano horrendo e há um Ser Humano belo, há um Brasil violento e um pacífico, vamos construir o equilíbrio entre os dois. Porque como diz o velho ensinamento Judaico Cristão: “No Princípio era o Verbo e o Verbo se fez carne, Habitou entre os Homens, o Verbo estava com Deus, e era Deus.” A palavra, a imagem, o canto são manifestações profundas de humanidade e nossa conexão com Deus. Vamos entender esse massacre, respeitar as vítimas, dar tempo as famílias para o luto, punir os responsáveis, apurar se houve negligências e modificar a forma como o Gigante Brasil trata sua população, somos fortes, belos, capazes de mudar. Vamos transformar a palavra em ação, a tensão em distensão. Vamos caminhar para a Liberação das Tensões. Esse horror todo do Fim de Ano, o Massacre em Manus, era esperado como no ataque na Turquia, a morte da família inteira, o assassinato de uma turista por entrar em “comunidades que ninguém pode entrar", ou seja, territórios marginais... Depois de nos horrorizarmos vamos reagir a isso e mudar as coisas para que não se repitam, retomar a Segurança Pública com a energia e a força da sociedade organizada.
Se em algum momento você sentiu ou pensou que essas pessoas mereciam essa morte horrenda, policie seus pensamentos e não acredite nisso é a voz do Diabo tentando no Deserto. O encarcerado mesmo tendo errado é um ser humano e merece tratamento digno.
Fernanda Blaya Figueiró
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