Quem destruiu os empregos?
Como o caso do Sistema Prisional, a conta do desemprego é bem complexa, que bom que os juros caíram, mas para ter o crescimento a reforma trabalhista é fundamental. Ontem ouvi o relato de um serralheiro, ele disse mais ou menos que passou por um caso que muita gente vai reconhecer, um trabalhador que o procurou há alguns anos desesperado precisando de emprego, não tinha nenhum documento, nada, então foi auxiliado a conseguir sua documentação da Certidão de Nascimento a Terceira e assim que conseguiu a Carteira do Trabalho ingressou na Justiça exigindo inúmeros "Direitos" bem o "Empregador" teve que pagar 4 salários mínimos de indenização, sendo um de honorários advocatícios, o que pensando no Brasil nem foi um valor assim tão grande, mas que eliminou a vaga para sempre, ele trabalha sozinho, só atende o que pode executar sem auxílio de ninguém, relatou ainda que conhece inúmeros casos de colegas que tinham em torno de dez funcionários e hoje estão "quebrados", o preço da prestação de serviço se elevou para o consumidor e fica insuficiente para o trabalhador, o mesmo com o salário mínimo que é insuficiente para quem recebe e pesado para quem paga. Isso é um pequeno relato, mas a quantidade de micro e pequenas empresas que não conseguem equacionar o fluxo de caixa é enorme, as vezes para conseguir o serviço o prestador tem que reduzir muito o preço, ou a qualidade e o consumidor é muito exigente já que está pagando um valor elevado, quer um serviço bom, com prazo para pagar, a conta não fecha. Se esse prestador tiver que ir ao mercado financeiro então a coisa fica feia, porque parte da sua remuneração vira dívida com juros altos, vira um rolo compressor.
Algumas lições precisam ser tiradas nessa nova fase de expansão, primeiro dar emprego não é caridade, contratar não é "fazer um favor". Se alguém está desesperado e sem documentação tem que ir aos órgãos públicos e pedir que sua situação se legalize, o empregador não tem essa função. Cuidar do emprego é dever do empregador, do empregado, dos sindicatos, dos agentes financeiros, da Justiça do Trabalho, dos fiscais e funcionários públicos, tem que haver um equilíbrio. Muitas das vagas de emprego deixaram de existir porque se tornaram financeiramente inviáveis: custos do dinheiro, impostos, matéria prima, custo do trabalho, transporte, alimentação... Tudo somado tornam o ato de contratar um risco elevado. Sendo a margem de lucro muito pequena não sobra espaço para fazer um fluxo de caixa que permita ter uma "gordurinha" para em caso de litígio a empresa sobreviver ao pagamento das indenizações. Como Sindicatos, Justiça e o Trabalhador olham para o empreendedor:muitas vezes como se fosse um bandido. Muito por um discurso antiquado, populista, ultrapassado de "guerra de classes". A empresa, o emprego, o trabalho, o mercado são uma coisa só, um não existe sem o outro. Muitos dos trabalhadores que ganharam na Justiça, as vezes com razão, valores elevados, hoje não tem vaga de emprego porque ela deixou de existir. Nas grandes empresas a situação é outra acredito, elas tem a "gordurinha" para manter vagas, algumas fizeram o que se chamava de reengenharia: demitir trabalhadores mais caros por novos contratos, eliminar vagas obsoletas, investir em tecnologia e diminuir a mão de obra...
Vamos sair da crise com um amadurecimento das relações de geração de renda e emprego e uma modernização das leis, algo que seja melhor para todos, porque ninguém quer trabalhadores ou empreendedores explorados. Ao contratar um empregado pense em tudo e coloque no seu custo, além de fazer uma reserva para o caso de litígio, documentar a vida da empresa com livro ponto, recibos, para evitar a surpresa... Isso é fundamental e primário, mas nosso mercado é em muitos momentos informal, essa informalidade tem que ser vencida para que a injeção de capital que o BNDES(segundo propaganda na imprensa) vai fazer seja capaz de gerar empregos de longa duração, colocar dinheiro bom em boas e eficientes iniciativas, há mercado para esse produto ou serviço, a capacidade de consumo em determinada cidade? Para esse ensinamento existe o Sistema S, que pode dar ferramentas ao empregador para que ele sobreviva nessa selva chamada "mercado". Os preços do setor de serviços são irreais, sofreram uma absurda inflação que tornou a atividade quase impagável para o consumidor, que lembrem grande parte um dia foi empregado, um dia foi empreendedor ou funcionário público, logo sofreu essas coisas de alguma forma perdendo a capacidade de consumo, de contratar.Muitas vezes o serviço não é mais realizado, ou é feito a meia boca, o jardim fica feio, a fachada de casas sem pintura... Esses são sinais de queda da economia. Gente que perde tudo, invade área verde... Gente que tem capacitação, competência, treino e patina. O Brasil vai parar de patinar e sair desse fundão de poço, se Deus quiser. Tem que ser feito em 2017, que no ano seguinte há eleições e o caldo entorna...
Como o caso do Sistema Prisional, a conta do desemprego é bem complexa, que bom que os juros caíram, mas para ter o crescimento a reforma trabalhista é fundamental. Ontem ouvi o relato de um serralheiro, ele disse mais ou menos que passou por um caso que muita gente vai reconhecer, um trabalhador que o procurou há alguns anos desesperado precisando de emprego, não tinha nenhum documento, nada, então foi auxiliado a conseguir sua documentação da Certidão de Nascimento a Terceira e assim que conseguiu a Carteira do Trabalho ingressou na Justiça exigindo inúmeros "Direitos" bem o "Empregador" teve que pagar 4 salários mínimos de indenização, sendo um de honorários advocatícios, o que pensando no Brasil nem foi um valor assim tão grande, mas que eliminou a vaga para sempre, ele trabalha sozinho, só atende o que pode executar sem auxílio de ninguém, relatou ainda que conhece inúmeros casos de colegas que tinham em torno de dez funcionários e hoje estão "quebrados", o preço da prestação de serviço se elevou para o consumidor e fica insuficiente para o trabalhador, o mesmo com o salário mínimo que é insuficiente para quem recebe e pesado para quem paga. Isso é um pequeno relato, mas a quantidade de micro e pequenas empresas que não conseguem equacionar o fluxo de caixa é enorme, as vezes para conseguir o serviço o prestador tem que reduzir muito o preço, ou a qualidade e o consumidor é muito exigente já que está pagando um valor elevado, quer um serviço bom, com prazo para pagar, a conta não fecha. Se esse prestador tiver que ir ao mercado financeiro então a coisa fica feia, porque parte da sua remuneração vira dívida com juros altos, vira um rolo compressor.
Algumas lições precisam ser tiradas nessa nova fase de expansão, primeiro dar emprego não é caridade, contratar não é "fazer um favor". Se alguém está desesperado e sem documentação tem que ir aos órgãos públicos e pedir que sua situação se legalize, o empregador não tem essa função. Cuidar do emprego é dever do empregador, do empregado, dos sindicatos, dos agentes financeiros, da Justiça do Trabalho, dos fiscais e funcionários públicos, tem que haver um equilíbrio. Muitas das vagas de emprego deixaram de existir porque se tornaram financeiramente inviáveis: custos do dinheiro, impostos, matéria prima, custo do trabalho, transporte, alimentação... Tudo somado tornam o ato de contratar um risco elevado. Sendo a margem de lucro muito pequena não sobra espaço para fazer um fluxo de caixa que permita ter uma "gordurinha" para em caso de litígio a empresa sobreviver ao pagamento das indenizações. Como Sindicatos, Justiça e o Trabalhador olham para o empreendedor:muitas vezes como se fosse um bandido. Muito por um discurso antiquado, populista, ultrapassado de "guerra de classes". A empresa, o emprego, o trabalho, o mercado são uma coisa só, um não existe sem o outro. Muitos dos trabalhadores que ganharam na Justiça, as vezes com razão, valores elevados, hoje não tem vaga de emprego porque ela deixou de existir. Nas grandes empresas a situação é outra acredito, elas tem a "gordurinha" para manter vagas, algumas fizeram o que se chamava de reengenharia: demitir trabalhadores mais caros por novos contratos, eliminar vagas obsoletas, investir em tecnologia e diminuir a mão de obra...
Vamos sair da crise com um amadurecimento das relações de geração de renda e emprego e uma modernização das leis, algo que seja melhor para todos, porque ninguém quer trabalhadores ou empreendedores explorados. Ao contratar um empregado pense em tudo e coloque no seu custo, além de fazer uma reserva para o caso de litígio, documentar a vida da empresa com livro ponto, recibos, para evitar a surpresa... Isso é fundamental e primário, mas nosso mercado é em muitos momentos informal, essa informalidade tem que ser vencida para que a injeção de capital que o BNDES(segundo propaganda na imprensa) vai fazer seja capaz de gerar empregos de longa duração, colocar dinheiro bom em boas e eficientes iniciativas, há mercado para esse produto ou serviço, a capacidade de consumo em determinada cidade? Para esse ensinamento existe o Sistema S, que pode dar ferramentas ao empregador para que ele sobreviva nessa selva chamada "mercado". Os preços do setor de serviços são irreais, sofreram uma absurda inflação que tornou a atividade quase impagável para o consumidor, que lembrem grande parte um dia foi empregado, um dia foi empreendedor ou funcionário público, logo sofreu essas coisas de alguma forma perdendo a capacidade de consumo, de contratar.Muitas vezes o serviço não é mais realizado, ou é feito a meia boca, o jardim fica feio, a fachada de casas sem pintura... Esses são sinais de queda da economia. Gente que perde tudo, invade área verde... Gente que tem capacitação, competência, treino e patina. O Brasil vai parar de patinar e sair desse fundão de poço, se Deus quiser. Tem que ser feito em 2017, que no ano seguinte há eleições e o caldo entorna...
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