Extinção das Fundações Estaduais.

Extinção das Fundações Estaduais.
Foi triste a decisão de extinguir as Fundações Estaduais, mas algo precisava ser feito o Estado do Rio Grande do Sul precisa diminuir seu tamanho. Não há mais recursos para manter o tamanho da estrutura, vereadores, deputados e outros cargos políticos também podem com o tempo diminuir, porque não são mais compatíveis com a arrecadação. O que acontece com o Legado destas instituições, ele vai continuar existindo, algum departamento irá receber o fruto de anos de pesquisa. Os funcionários que perdem o emprego ficam numa situação muito ruim, mas podem ser absorvidos pela inciativa privada. Pelo que entendi o estado não deixa de ter Zoológico, Jardim Botânico e Museu, por exemplo, só que serão administrados de outra forma, com outra solução. É horrível ver no que o Rio Grande se tornou, um estado violento, com pouca circulação de renda e tendo que diminuir algumas importantes instituições por falta de recursos. Essa crise sem precedentes, vai passar, uma hora vai passar e tudo tende a melhorar. O funcionalismo e a sociedade tem que refletir sobre como isso tudo aconteceu, como esse cenário foi se formando? Perder o emprego, falir, fracassar em um empreendimento são sensações horríveis, mas não são "o fim do mundo", as pessoas vão sobreviver a esse sofrimento e se recuperar. O comércio está sentindo a mudança que as compras pela Internet fizeram, músicos, escritores, cineastas já passaram por isso. Muitos postos de trabalho estão deixando de existir, muitas atividades já não tem mais lugar. Essa mudança toda é cruel, mas parte de uma nova realidade o trabalho mudou, o trabalhador terá que mudar também. Há muitos anos atrás assisti a um filme Up In The Air, em que um RH era especializado em dar a má notícia sobre a demissão, é algo terrível, os demitidos faziam perguntas como: Porque eu? O que eu fiz?... É muito difícil de entender a complexidade desse momento para quem está agora se perguntando isso. Quem está perdendo o emprego é toda a comunidade, quem está sendo abalado são gerações que apostaram na necessidade de ter "Espaços Públicos" de preservação da natureza, como o Zoo e o JB, ou dados de estatística e mesmo RH. Isso tudo tem que continuar existindo, mesmo que de outra forma. Os funcionários não tem "culpa", não fizeram nada de errado. O Estado como um todo sim, as administrações anteriores e atuais também, porque não conseguiram manter a saúde financeira do Rio Grande do Sul, decidiram mal, aplicaram mal os recursos, firmaram acordos errôneos, reajustes falsos, algo que nos levou a esse ponto: o de não ter mais saída. Enxugar o estado é nessa hora vital, acabar com CCs, FGs, com gratificações e diárias exageradas também, sem isso não adianta adiar o pagamento da nossa dívida. Vai todo mundo ganhar menos, com isso os serviços e comércio privados vão sentir também o arrocho, mas uma hora a coisa volta ao normal. No filme de ficção tudo se acomodava, porque na verdade ficção e realidade se complementam, na vida algumas pessoas vão logo dar a volta e outras vão sucumbir, não vão conseguir reagir a esse "puxão de tapete", as famílias, amigos terão que dar suporte a essas pessoas, amparar para que vejam novas alternativas... Ninguém está tomando estas atitudes por "maldade" ou por vingança, não é por ideologia errada, é por necessidade. porque a realidade está apontando que a crise chegou na atividade pública. Apoio as decisões dos deputados porque era o que tinha que ser feito, espero que o enfrentamento da crise leve a um estado mais leve e eficiente. Espero que as mudanças fortaleçam o estado para que ele funcione melhor e facilite a circulação, geração e distribuição de renda e emprego.
Fernanda Blaya Figueiró

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