Perdi algumas coisas pelo caminho.

Perdi algumas coisas pelo caminho.

Perdi sementes, algumas germinaram outras os pássaros comeram,

Como são danados, as minhocas também, eram para arejar a terra e viraram alimento de filhotes, é certo, natural!

A terra fértil se não cultivada e exposta ao sol vira areia,  como é rápido essa arenização, não recolher as folhas caídas é uma coisa boa. Essa mania de gente de varrer tudo é meio neurótica e pouco útil,esteriliza muito.As crianças estão sofrendo de excesso de esterilização, ficam medrosas de tudo
Adoecem pelo medo de adoecer mais do que pelo contato com os vírus e bactérias

Talvez eu tenha varrido muito minha poesia e ela tenha areiado
Excesso de informação inútil, de álcool gel nas palavras, de pano nas teias das frases.

Chega! Chega de purificação, de cuidados excessivos

Perdi alguns poemas e dai?? Eles voltam como as pombinhas que rapidamente descobriram que a terra das minhocas foi jogada na areia, sabe que com pouca água um matinho brotou, sim as semente que eu joguei eu sei.

As raízes se agarram as pedras como mãos de velhas bruxas.

Um bando de machos frouxos e covardes ateou fogo a jovens ainda vivas, presas  em gaiolas, As Bruxas esperam estes odiáveis mercenários do Diabo para vingar a sua maldade. Usam novamente uma religião para torturar e matar como se fossem bons, não são! O inferno os espera como Dante já contou, como os antigos sabiam. Esses covardes usam um escudo de vergonha e se escondem de seus fracassos.

Não aceitem isso, o mundo não pode ceder a barbárie, o mundo não pode se curvar para estes demônios.

E os que aceitam, os vendidos, os aliciados não tem coração, nem cabeça, são autômatos usados para disseminar o horror. Passarão a Eternidade sendo possuídos pelo Diabo para pagar por sua maldade, serão eternamente amantes do demônio. 

Eles vão desaparecer logo, que a Humanidade é maior do que o medo. Deus nenhum quer a morte e a dor. Deus ama o ser humano e cuida, Ele está vendo isso sendo feito em seu nome e não há de gostar, tenha ele o nome que tiver. 




Fernanda Blaya Figueiró



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