Poema - Ainda passam as horas

 Ainda passam as horas


“Fui educado pela Imaginação,
Viajei pela mão dela sempre,” Álvaro de Campos
Tomei teu poema entre as palmas das mãos e
Foi como uma pausa no cotidiano
Álvaro de Campos
É feito da mesma matéria e tão real quanto
Romeu e Julieta

São lindos e profundos versos, de uma beleza triste,
melancólica, já não se fazem mais poemas assim
Que bom! Talvez a vontade de ser um longo romance
Tenha perdido para a poesia, há romancistas de sobra no mundo

As mãos de sempre são as mãos do poeta

As dores e indagações são do mundo da poesia

Viveu anos dentro de uma arca, como carta não remetida,
Temor do olhar alheio, da crítica do leitor?? Não acredito

escrevo esta semi poesia para quebrar a monotonia,
nada como ler bons poemas e brincar um pouco
com as ideias alheias fico imaginando
as intermináveis horas passando e a
arca com as portas lacradas
Tic tac tic tac tic tac tic tac


Fernanda Blaya Figueiró 

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