Falência do Sistema Estadual de Educação Pública no RS

Falência do Sistema Estadual de Educação Pública no RS


O Estado do Rio Grande do Sul , pelo que consegui entender no portal de Transparência, aplicou no ano passado 7, 5 Bilhões de Reais, 16,31 da arrecadação de toda a renda, para ter um escola ineficiente, alunos, pais, professores e comunidade insatisfeita e mal servida, ou seja, o sistema faliu. E não se pode pensar em nada porque os professores e funcionários público são uma força política muito forte, mandam e desmandam porque estão ligados a partidos e políticos, são capazes de eleger e tornar inelegíveis os candidatos, então dominam pelo medo, pelo corporativismo . Como é possível que, com uma verba tão grande, a escola pública vá tão mal? Até acho que boa parte do alunado consegue aprender, progredir, entrar em boas vagas no mercado de trabalho, mas a maioria não. Esta semana uma moça que trabalhava no aeroporto foi sequestrada ao sair do serviço, torturada e morta, tinha 600,00 reais que os bandidos sacaram de sua conta e um carro popular, o alvo dos bandidos. Um dos assassinos tinha 16 anos, já havia matado, não sei se quatro ou seis pessoas, participou de um tiroteio com a polícia, amplamente divulgado, em que seus comparsas foram mortos. Esse jovem passou pelo Sistema Público de Educação? Esse é o resultado da falência do estado, uma parcela da juventude entregue ao mundo das drogas e da violência. Então é hora de repensar o sistema todo, não adianta tapar o sol com a peneira, algo não vai bem. Pensei que talvez se as escolas todas fossem privatizadas e ou transformadas em cooperativas de trabalho a eficiência pudesse melhorar. O Estado manteria a caríssima folha de funcionalismo da educação cedendo estes profissionais para as escolas novas, não faria mais concursos e poderia propor um PDV, Programa de Demissão Voluntária para quem quisesse abandonar o trabalho público. As comunidades poderiam gerenciar as escolas e mudar. Não ter mais o sistema seriado, ter um sistema de “ponto corrido”, os alunos seriam divididos por faixas etárias e não por séries, na mesma faixa ter por exemplo 7 anos A, B. C, conforme a média e o rendimento escolar de cada aluno, o professor poderia dar um ou outro tipo de trabalho pedagógico, mais difícil, menos difícil, passar o aluno para o ano seguinte para A, B, ou C, se com o tempo o desempenho do aluno melhorasse poderia mudar de faixa, mesmo ao longo do ano. Ter na escola a partir do básico, 14 anos, formação diferenciada por competência educação para esportes, matemática, linguagem, ciências, informática, humanismo,e uma programação mínima igual, ter formação para pedreiros, eletricistas, copeiros, profissionais de saúde, educação,gastronomia, atividade rural, habilidade filosófica, cultural, artística, cientifica, econômica. Ter já na escola básica por faixa etária, noções de atividades que pudessem habilitar o aluno para o trabalho. Ter ensino superior em áreas diversas, para que o profissional formado ao final do sistema tenha uma boa formação e se quiser ingressar no mercado encontre a sua melhor colocação. Do jeito que se encontra o ensino no Estado e no Brasil como um todo não pode continuar, não adianta despejar 7,5 Bilhões de Reais em algo que não está funcionando direito, o que daria para fazer com essa fortuna se o sistema fosse corrigido?


Fernanda Blaya Figueiró 

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