Uma onda de fobias imperialistas e ideológicas

Uma onda de fobias imperialistas e ideológicas

Fobia é um tipo de medo não uma discriminação, mas parece que a preocupação com a islamofobia tem um certo efeito colateral que podemos chamar de germanofobia, ainda mais com a liberação do livro de Hitler, nem sei se é permitido escrever este nome. O racismo, a discriminação étnica ou de classes são assuntos seríssimos e precisam ser abordados. Mesmo que possa haver algum mal estar é preciso olhar para estas questões antes que se agravem. O que levou a Alemanha a se tornar uma das maiores potências da Europa tão pouco tempo depois da reunificação? Que segredo há nessa capacidade de recuperação? Essas são coisas que precisamos entender para que um dia o Brasil se torne um lugar melhor. É preciso olhar para a Alemanha e tentar entender sua jornada de crescimento. Nós aqui estamos meio chinofóbicos, aquela preocupação que havia diante do Imperialismo Norte Americano, ou do FMI, agora mudou para o medo do Imperialismo via China. Tememos o Imperialismo, porque já fomos colônia. Poderia-se falar num Império Alemão ou a Europa como um todo hoje é um Império? São questões geopolíticas dinâmicas e que podem ter mudado ao longo dos tempos, as mudanças na atualidade são muito rápidas, será que percebemos a tempo? A facilidade de criar grandes fortunas é associada a facilidade de perdê-las pelo que se tem visto. O Brasil teoricamente vinha numa linha de crescimento econômico e poucos meses após a reeleição do PT está quase em vertiginosa decaída, como isso aconteceu em uma década? Quem na iniciativa privada aplicou dinheiro em ações de petróleo pode agora ficar sem nada se não tiver outra fonte de renda, os Fundos de Pensões de alguns brasileiros parece que foram mal aplicados ou usados em corrupção, como estas pessoas ficarão? Suas economias que garantiriam um envelhecimento tranqüilo podem ter virado pó. Já para a juventude que fatia da riqueza mundial sobrou? As gerações anteriores criaram leis para garantir o seu bem estar, talvez tenham esquecido que será preciso que os jovens tenham acesso a patrimônio, financiamento, renda e emprego para alimentar suas aposentadorias ou sua renda. Nós aqui no Brasil reclamamos muito do tamanho, peso e custo do Estado. Pesquisei um pouco sobre a China e parece que o problema lá não é muito diferente, há também um enorme funcionalismo e ninguém sabe bem a que custo e uma massa de trabalhadores de baixíssima remuneração. Os Norte Americanos tem lá seus problemas também violência, moradores de rua, desigualdade social. A dinâmica entre público e privado é uma das temáticas mais graves acredito que estamos enfrentando. Lembrem sou só uma blogueira com formação apenas em pedagogia e minha escrita é livre e fruto da observação, não é didática muito menos acadêmica. Mas a corrupção está presente nos dois sistemas prevalecentes no momento o capitalismo de “direita”, tipo Estados Unidos e Alemanha e o capitalismo de “esquerda” tipo China e Rússia. Passa por esta questão um velho dilema: o que deve prevalecer o bem estar do indivíduo ou o bem estar da coletividade? Há corrupção em grandes corporações como se viu na FIFA e em Estatais como estamos amargando na Petrobras. Ela tem como atores o indivíduo tanto na iniciativa privada como na esfera pública e a coletividade como nos partidos, ONG s, empresas e Governos. Quais são, na atualidade, as preocupações e os limites da ação do indivíduo e do coletivo? Por exemplo porque há jovens tão violentos, sempre foi assim ou nossa sociedade de alguma forma permitiu, colaborou para que esta realidade se formasse? Aqui no Brasil se associa o aumento da violência com as drogas, em que medida e como mudar? Quem, quando e porque proibiu o uso de drogas? Isso pode ou não ser revisado? Pode ser abordado de uma nova forma? Se a corrupção está tão assustadoramente grande não tem como repensar a forma como o dinheiro público interage com a iniciativa privada? Ou como os partidos selecionam e preparam seus candidatos? Qual é a responsabilidade do indivíduo para com a coletividade e desta com ele? Os sistemas de premiação e punição ainda estão sendo eficientes ou geraram distorções na formação das pessoas. Veja que são só questões que talvez até já tenham sido respondidas, mas que parece que permeiam nosso dia-a-dia. Nossas fobias tem fundamento ou não? Agora estava escrevendo este texto e recebi um trote um sujeito gemendo, desliguei de imediato porque deve ser algum tipo de criatura, aplicando algum tipo de golpe, então concluo que realmente a sociedade atual está levando as pessoas a um estado de apreensão permanente. Além das inúmeras e invasivas ligações de telemarketing. Quem fala, escreve ou pensa sobre política está quase entrando na mesma paranóia dos tempos da ditadura. O que é muito danoso principalmente para a democracia. Quando a ditadura terminou as pessoas desenvolveram uma aversão ao pensamento liberal que agora está migrando para o pensamento social democrático. Porque aqui nem o capitalismo nem o socialismo se desenvolveram de fato, sempre foi algo meio híbrido.Agora temos aversão as duas ideologias. Talvez isso tenha fortalecido o poder paralelo, os políticos roubam, todo mundo rouba, então tudo bem tudo certo. O que provavelmente vá acontecer é o abandono da política pela maioria das pessoas, só que infelizmente isso abre mais espaço para a corrupção, os desvios, a falta de ética. Os impérios tanto de Estados como de Mega Fortunas são perenes e objetos de constantes tensões. Acho que o excesso de individualismo é tão danoso quanto o excesso de ação do coletivo sobre o indivíduo. Propaganda excessiva de tudo, consumo desenfreado agem danosamente no indivíduo, pensar prioritariamente em si faz mal a coletividade. Até o excesso de informação está perturbando a paz e o sossego lidar com a avalanche de informação está sendo um aprendizado para as pessoas. Qual é a nossa real maior ameaça? Os impérios governamentais ou andar nas ruas das nossas cidades? Seja você um morador brasileiro ou de outro país. E qual a relação entre o poder imperialista, os países pobres e menos poderosos, a corrupção e a sensação de insegurança do indivíduo? Porque escrever sobre isso? Porque eu sou um tipo de pessoa que acredita que cada um pode expressar as coisas de um ponto de vista diferente e se desenvolvi esta habilidade tenho que usá-la. Isso incomoda muita gente? Sim. A escrita mais livre incomoda mesmo que pouco lida. Porque na verdade as pessoas leem muito pouco, elas ouvem falara em. Eu não sou muito diferente, ouvi falar ou li superficialmente alguns autores, por pura curiosidade, leio o mundo ou o que posso ler do mundo.


Fernanda Blaya Figueiró  

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