Poema Incoerente. Te espero 2016.

Poema Incoerente.Te espero 2016.


A direita entregou o povo brasileiro aos militares
A esquerda entregou o povo brasileiro aos milicianos narcotraficantes
Tanto faz, tanto fez, foram tempos diferentes?

A arte contra a direita era bela e harmônica
A arte contra a esquerda é o funk, não belo muito menos harmônico

O novo milênio avança e traz com ele uma opressão muito grande
Estão decaindo os emergentes e submergindo os do topo: os do norte

O Universo mostra toda a sua força e
Toda nossa pequenez

Mas é assim à milênios:
O fim sempre está próximo
A humanidade sempre tateia no escuro
Parte dela vive bem, parte vive mal
Somos limitados a alguns poucos cem anos da
Experiência de existir

Ninguém sabe nada sobre o outro lado da vida
Ninguém pode afirmar o que vem depois,

Podemos supor, imaginar, pressentir,
Mas não afirmar

Nossa era é uma parte da tomada de consciência da nossa
co-existência.
De que estamos aqui ao mesmo tempo, dividindo a existência.
Ilimitados pela rede, não mais limitados ao espaço ao nosso redor.

Nosso redor é o cosmos em sua completude. Em no máximo cem anos
Não mais estaremos aqui, então nosso fim tem prazo sim,

Nossa experiência aqui, neste formato, nesta casca finda logo.

Se, contra tudo que já passamos, contra todas as probabilidades, estatísticas e
propostas apocalípticas chegamos até aqui, os nossos chegarão também. Nunca que Adão e Eva podiam pensar que hoje seríamos bilhões.Que o deserto seria tão habitado, as  mais altas montanhas desbravadas, o profundo e misterioso abismo dos oceanos mapeado e desvendado. Que racionalidade pode haver nisso? Nenhuma.

Quem são os nossos? Todos são os nossos, pedra, bicho,planta, Deus existindo ou não. Palavras, ideias, canções, traços, sementes.

Sementes, sem mentes, sem forma, sem fim, sem consciência, sem peso, sem pressa. Meu poema queria ser como os olhos nas asas de minha amiguinha borboleta.

Não! Não sei se é poema. Se digo que é porque te custa tanto aceitar que seja. É. O que espero, 2016? Seguir o caminho...


Fernanda Blaya Figueiró 

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