No último suspiro da bateria
No último suspiro da bateria do celular consegui registrar o amigo Gian Becker, Tambor Falante de coração, numa impecável apresentação do Musical Évora. Surpreendente ver músicos da noite encantando o meio dia. O sol talvez não seja muito próprio ou acostumado ao Blues, sempre associado a bares e baladas. Um terceto, um quarteto,um quinteto... foi capaz de trazer a noite para o meio dia. O jovem Gian é um amigo que posso dizer que acompanho o crescimento musical, vindo de Escola Pública, Conselheiro de Cultura de Viamão, suplente da vaga da música, vem aprimorando sua ação no mundo mágico da arte. Vim ao teatro como numa quarta-feira qualquer e eis que era a quarta-feira certa. Não que em algum momento tenha errado gosto muito da escolha dos músicos que passam por este palco, só que não dá para estar em todas, até porque o que vira rotina deixa de ser surpresa. Sempre é a hora certa e certas horas precisam acontecer. Nosso Estado não vai bem. Noite em pleno dia, claridade em plena noite tem tirado o sono de muita gente. As vezes é preciso parar e ouvir os sinos da catedral, os pássaros da praça, a lamúria do povo. Acabou o sossego, o que fazer? Lutar por sua volta... Gian já tinha a música consigo, mas foi preciso que a escola a encontrasse, que descobrisse. Depois o destino vai tomando conta, moldando, os músicos mais velhos vão dando uma dica, um puxão de orelhas, uma corrigida e assim a escola da vida vai somando os anos deixados para trás. Vai lapidando. Arte, política, escola, cotidiano precisam caminhar juntas, uma tem tudo a ver com a outra. Haver! Ave! Na subida da ladeira encontrei quem diria Manuel Bandeira proseando. Quando acabou a bateria pensei o que seria de nós sem os meninos e meninas que inventaram o celular? Não sei. Ciência e religião podem coexistir e também caminhar lado a lado, que nesta quarta que seria uma qualquer e não era há uma certa magia. O Teatro é tão nobre e generoso que empresta seu espaço para nós, não atores, para os músicos, poetas e sonhadores. \que seria de nós sem este belo palco? São Pedro lá do céu olha por nós. Foi um lindo espetáculo.
Fernanda Blaya Figueiró
No último suspiro da bateria do celular consegui registrar o amigo Gian Becker, Tambor Falante de coração, numa impecável apresentação do Musical Évora. Surpreendente ver músicos da noite encantando o meio dia. O sol talvez não seja muito próprio ou acostumado ao Blues, sempre associado a bares e baladas. Um terceto, um quarteto,um quinteto... foi capaz de trazer a noite para o meio dia. O jovem Gian é um amigo que posso dizer que acompanho o crescimento musical, vindo de Escola Pública, Conselheiro de Cultura de Viamão, suplente da vaga da música, vem aprimorando sua ação no mundo mágico da arte. Vim ao teatro como numa quarta-feira qualquer e eis que era a quarta-feira certa. Não que em algum momento tenha errado gosto muito da escolha dos músicos que passam por este palco, só que não dá para estar em todas, até porque o que vira rotina deixa de ser surpresa. Sempre é a hora certa e certas horas precisam acontecer. Nosso Estado não vai bem. Noite em pleno dia, claridade em plena noite tem tirado o sono de muita gente. As vezes é preciso parar e ouvir os sinos da catedral, os pássaros da praça, a lamúria do povo. Acabou o sossego, o que fazer? Lutar por sua volta... Gian já tinha a música consigo, mas foi preciso que a escola a encontrasse, que descobrisse. Depois o destino vai tomando conta, moldando, os músicos mais velhos vão dando uma dica, um puxão de orelhas, uma corrigida e assim a escola da vida vai somando os anos deixados para trás. Vai lapidando. Arte, política, escola, cotidiano precisam caminhar juntas, uma tem tudo a ver com a outra. Haver! Ave! Na subida da ladeira encontrei quem diria Manuel Bandeira proseando. Quando acabou a bateria pensei o que seria de nós sem os meninos e meninas que inventaram o celular? Não sei. Ciência e religião podem coexistir e também caminhar lado a lado, que nesta quarta que seria uma qualquer e não era há uma certa magia. O Teatro é tão nobre e generoso que empresta seu espaço para nós, não atores, para os músicos, poetas e sonhadores. \que seria de nós sem este belo palco? São Pedro lá do céu olha por nós. Foi um lindo espetáculo.
Fernanda Blaya Figueiró



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