Combate ao Racismo urgente enquanto ainda é tempo.
Estou acompanhando a novela das seis "Além do Tempo", é muito bem produzida, o roteiro consegue prender a atenção do telespectador. Um trabalho lindo, os atores, diretores, produtores e a equipe estão de parabéns. O personagem Raul e seu filho Chico nos lembram dos horrores que já aconteceram no nosso país, entre eles o racismo. Horrores que hoje parte da população Africana ainda passa em países tomados por guerrilhas e seitas religiosas. O Brasil tem que valorizar a liberdade que consegue dar a sua população, a superação de inúmeros problemas e evoluir onde ainda está no “”tempo das cavernas” como em algumas comunidades de baixa renda em que o Estado é quase ausente e quando se faz presente é de forma violenta e opressiva. Estou torcendo para que os personagens tenham um "final feliz" e que os insultos, a humilhação fiquem no tempo passado. Só que aos poucos parece que estamos regredindo socialmente, não só na política, estamos numa terrível crise de falta de lideranças positivas, mas também em relação a temas que já tínhamos evoluído como liberdade de expressão, liberdade religiosa, respeito a opção sexual, as diversidade étnica, cultural. O que aconteceu? Aqui acabou a Semana Farroupilha, uma semana de festejos comemorando o início da Guerra dos Farrapos, sei pouco sobre o assunto e tenho mais dúvidas do que certezas sobre, para mim há muito mais mitologia e folclore nos relatos do que história propriamente dita. De alguns anos para cá o fim da Guerra, a Batalha de Porongos tem sido fortemente contestada, teria sido uma traição de parte dos revoltosos com os “Lanceiros Negros” que teriam sido em parte dizimados com a cumplicidade de seus antigos aliados, acho que é importante contar a história, desde que não seja uma forma de fomentar o ódio entre raças ou entre classes. A população afrodescendente foi muito maltratada? Sim. Mas isso precisa ficar no passado, o que não pode é a população atual continuar agindo assim, não pode o ódio ser plantado entre as pessoas nos dias de hoje. Hoje somos todos iguais, somos todos livres e temos os mesmos direitos, não temos ainda é bem verdade muitas vezes o acesso as mesmas oportunidades. Essa é a parte em que temos que trabalhar para melhorar. Execuções de prisioneiros de guerra eram na verdade muito comuns nos tempos antigos. Traições, conchavos, desrespeitos aos direitos humanos são relatados em muitas guerras e revoltas. No Brasil mesmo acho que em Canudos a população inteira foi “dizimada”. Não que o evento aqui, farroupilha não tenha que ser revisado, estudado e contado , só o que não deveria é ser usado ideologicamente para que os Seres Humanos do século vinte e um, nós, nos sentíssemos vítimas e ou algozes. A história da humanidade é cheia de vítimas e algozes, de guerras, traições, paz,de verdades e mentiras. Essa foi uma guerra local entre irmãos, houve um governo auto declarado por dez anos e no mesmo lugar quem não aceitou a autoridade deste governo. O Brasil alguma vez, ou alguma outra Nação reconheceu o Governo Farroupilha? Ou as Capitais Farroupilhas? Dez anos de combates, de cidades que foram tomadas e de um sentimento de bravura, que envolveu toda a população da época. Esse sentimento de bravura, de orgulho tem que pertencer a todos, a quem morreu e a quem sobreviveu, uma guerra é sempre uma energia ruim, destrutiva independente de que lado se está. A coragem de ter defendido o seu ideal seja ele qual for pertence a todos os gaúchos, de todas as etnias, de todos os credos, de todas as origens. Houve a guerra, o tempo passou e todos hoje somos irmãos, se houve traições? É muito provável que sim, mas que elas fiquem dentro do seu contexto histórico e que venham até os dias de hoje para nos mostrar que somos todos iguais e que cometemos erros. Todos ganhamos e perdemos essa guerra. Quanto ao racismo precisamos olhar para ele com vergonha de ter um dia existido e evitar que contamine aos poucos a sociedade atual. Nada na construção social humana deixa completamente de existir, então precisamos ficar atentos ao que está acontecendo, para não repetirmos os erros de antigamente.
Fernanda Blaya Figueiró
Estou acompanhando a novela das seis "Além do Tempo", é muito bem produzida, o roteiro consegue prender a atenção do telespectador. Um trabalho lindo, os atores, diretores, produtores e a equipe estão de parabéns. O personagem Raul e seu filho Chico nos lembram dos horrores que já aconteceram no nosso país, entre eles o racismo. Horrores que hoje parte da população Africana ainda passa em países tomados por guerrilhas e seitas religiosas. O Brasil tem que valorizar a liberdade que consegue dar a sua população, a superação de inúmeros problemas e evoluir onde ainda está no “”tempo das cavernas” como em algumas comunidades de baixa renda em que o Estado é quase ausente e quando se faz presente é de forma violenta e opressiva. Estou torcendo para que os personagens tenham um "final feliz" e que os insultos, a humilhação fiquem no tempo passado. Só que aos poucos parece que estamos regredindo socialmente, não só na política, estamos numa terrível crise de falta de lideranças positivas, mas também em relação a temas que já tínhamos evoluído como liberdade de expressão, liberdade religiosa, respeito a opção sexual, as diversidade étnica, cultural. O que aconteceu? Aqui acabou a Semana Farroupilha, uma semana de festejos comemorando o início da Guerra dos Farrapos, sei pouco sobre o assunto e tenho mais dúvidas do que certezas sobre, para mim há muito mais mitologia e folclore nos relatos do que história propriamente dita. De alguns anos para cá o fim da Guerra, a Batalha de Porongos tem sido fortemente contestada, teria sido uma traição de parte dos revoltosos com os “Lanceiros Negros” que teriam sido em parte dizimados com a cumplicidade de seus antigos aliados, acho que é importante contar a história, desde que não seja uma forma de fomentar o ódio entre raças ou entre classes. A população afrodescendente foi muito maltratada? Sim. Mas isso precisa ficar no passado, o que não pode é a população atual continuar agindo assim, não pode o ódio ser plantado entre as pessoas nos dias de hoje. Hoje somos todos iguais, somos todos livres e temos os mesmos direitos, não temos ainda é bem verdade muitas vezes o acesso as mesmas oportunidades. Essa é a parte em que temos que trabalhar para melhorar. Execuções de prisioneiros de guerra eram na verdade muito comuns nos tempos antigos. Traições, conchavos, desrespeitos aos direitos humanos são relatados em muitas guerras e revoltas. No Brasil mesmo acho que em Canudos a população inteira foi “dizimada”. Não que o evento aqui, farroupilha não tenha que ser revisado, estudado e contado , só o que não deveria é ser usado ideologicamente para que os Seres Humanos do século vinte e um, nós, nos sentíssemos vítimas e ou algozes. A história da humanidade é cheia de vítimas e algozes, de guerras, traições, paz,de verdades e mentiras. Essa foi uma guerra local entre irmãos, houve um governo auto declarado por dez anos e no mesmo lugar quem não aceitou a autoridade deste governo. O Brasil alguma vez, ou alguma outra Nação reconheceu o Governo Farroupilha? Ou as Capitais Farroupilhas? Dez anos de combates, de cidades que foram tomadas e de um sentimento de bravura, que envolveu toda a população da época. Esse sentimento de bravura, de orgulho tem que pertencer a todos, a quem morreu e a quem sobreviveu, uma guerra é sempre uma energia ruim, destrutiva independente de que lado se está. A coragem de ter defendido o seu ideal seja ele qual for pertence a todos os gaúchos, de todas as etnias, de todos os credos, de todas as origens. Houve a guerra, o tempo passou e todos hoje somos irmãos, se houve traições? É muito provável que sim, mas que elas fiquem dentro do seu contexto histórico e que venham até os dias de hoje para nos mostrar que somos todos iguais e que cometemos erros. Todos ganhamos e perdemos essa guerra. Quanto ao racismo precisamos olhar para ele com vergonha de ter um dia existido e evitar que contamine aos poucos a sociedade atual. Nada na construção social humana deixa completamente de existir, então precisamos ficar atentos ao que está acontecendo, para não repetirmos os erros de antigamente.
Fernanda Blaya Figueiró
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