Não! Não!Não a extinção!!
Porque extinção e não autonomia??? É uma fundação pública, porque não uma cooperativa?? Porque não criar parcerias, convênios com Institutos e Fundações Estrangeiras?? Não é destruindo o que a comunidade construiu ao longo de muitos anos acho que quase 60 que o Estado vai crescer, é modernizando as relações. Num mundo que precisa a cada dia mais de Cuidado com a Comunidade de Vida Única deixar morrer uma fundação como a do Jardim Botânico e do Zoo, que inclui o Museu é uma tragédia. Como manter e ao mesmo tempo tornar auto-sustentável??? Sem os espaços públicos de lazer, cultura e educação as cidades ficam cada vez mais desumanas e perigosas. Não! Não!Não a extinção!!! Eu tenho um texto sobre o Jardim mais de um até acho um lugar mágico, o pessoal que trabalha lá dá a vida pelo meio ambiente. Vamos achar outra forma de tornar o Estado Moderno e Eficiente. Quem sabe uma APP Área de Preservação Permanente com verbas vindas da União, sei lá, deve ter uma boa saída. É hora da Porto Alegre do Brick, dos parques, do pensamento sustentável sair de sua área de conforto e lutar por este patrimônio da Natureza, não só da Cidade de Porto Alegre , do Estado do Rio Grande do Sul e do Brasil. É uma área de Patrimônio Natural da Humanidade. Não pode ser extinto, tem que ser preservado.
http://correiodopovo.com.br/Noticias/563581/Extincao-causara-perdas-irrecuperaveis,-diz-presidente-da-Fundacao-Zoobotanica
um dos textos:
http://linnafranco.blogspot.com.br/2008/10/o-lago-dos-cisnes-negros-uma-releitura.html
Este é o outro : fragmento de "As Aventuras de Linna Franco".
Porque extinção e não autonomia??? É uma fundação pública, porque não uma cooperativa?? Porque não criar parcerias, convênios com Institutos e Fundações Estrangeiras?? Não é destruindo o que a comunidade construiu ao longo de muitos anos acho que quase 60 que o Estado vai crescer, é modernizando as relações. Num mundo que precisa a cada dia mais de Cuidado com a Comunidade de Vida Única deixar morrer uma fundação como a do Jardim Botânico e do Zoo, que inclui o Museu é uma tragédia. Como manter e ao mesmo tempo tornar auto-sustentável??? Sem os espaços públicos de lazer, cultura e educação as cidades ficam cada vez mais desumanas e perigosas. Não! Não!Não a extinção!!! Eu tenho um texto sobre o Jardim mais de um até acho um lugar mágico, o pessoal que trabalha lá dá a vida pelo meio ambiente. Vamos achar outra forma de tornar o Estado Moderno e Eficiente. Quem sabe uma APP Área de Preservação Permanente com verbas vindas da União, sei lá, deve ter uma boa saída. É hora da Porto Alegre do Brick, dos parques, do pensamento sustentável sair de sua área de conforto e lutar por este patrimônio da Natureza, não só da Cidade de Porto Alegre , do Estado do Rio Grande do Sul e do Brasil. É uma área de Patrimônio Natural da Humanidade. Não pode ser extinto, tem que ser preservado.
http://correiodopovo.com.br/Noticias/563581/Extincao-causara-perdas-irrecuperaveis,-diz-presidente-da-Fundacao-Zoobotanica
um dos textos:
http://linnafranco.blogspot.com.br/2008/10/o-lago-dos-cisnes-negros-uma-releitura.html
Este é o outro : fragmento de "As Aventuras de Linna Franco".
O ROTEIRO DE LINNA FRANCO[1]
As férias escolares estavam
chegando ao fim, chovia em Porto Alegre e a temperatura estava amena, uma
raridade nos dias tórridos de verão. Linna Franco estava ansiosa, precisava
escrever o roteiro de um filme de curta metragem. Como estudante do curso de
jornalismo já havia estagiado em jornal, rádio, televisão, adorava fotografia,
mas, de cinema tudo o que sabia era sentar e assistir. Segundo seu professor,
isso já era uma das partes mais importantes do processo de aprendizagem. O
problema era que nem sabia por onde começar.
A chuva diminuiu um pouco, ela
aproveitou e correu para casa. O estágio na emissora de televisão educativa
ocupava praticamente todo o seu tempo, antes de subir para seu apartamento
passou na fruteira. Quando foi pagar as compras encontrou, junto com a
carteira, um ticket de ingresso do Jardim Botânico.
O pequeno pedaço de papel serviu de inspiração
para sua criatividade: faria um curta sobre o Jardim Botânico!
A idéia fluiu em sua mente,
ela adorava estar lá, entre todas aquelas árvores, flores e animaizinhos.
Agora, que tipo de história propor? Um documentário parecia muito impessoal,
mais estilo TV do que Cinema. Quando pensava na telona lembrava filmes de ação,
ficção, dramas, comédias. O processo de criação é muito estranho, a idéia gerou
nela uma vontade enorme de sentar no computador e escrever.
Primeiro pesquisou um pouco
sobre a história do jardim e acabou descobrindo que neste ano a instituição
completava seu cinqüentenário, uma data super importante. Linna pensou em
aproveitar e fazer a história girar em torno do evento.
Fez um lanche, tomou uma ducha
e mergulhou no trabalho. Precisava aproveitar essa animação toda. Sentiu um
frio na espinha ao digitar as primeiras palavras, o projeto tomava forma:
“O POEMA DO JARDIM”
Um Roteiro
de
Linna Franco
(Personagem da Escritora Fernanda Blaya
Figueiró)
1-EXT - PORTÃO DO JARDIM BOTÂNICO DE P. A. –
MANHÃ - SOL
Areta( jovem senhora, vestindo abrigo
esportivo em tons azuis, tênis, sacola de algodão) e
Yani(menina,aproximadamente 5 anos, vestindo roupa confortável, cabelos
cacheados presos,mochila, carrega Roca: um preá de pelúcia). As duas
personagens compram ingressos e entram no parque.
SEU MARCO
Bom Passeio! Dona Areta!
ARETA
Obrigada, seu MARCO! Esta é minha netinha,
Yani... É a primeira vez que ela vem visitar o Jardim Botânico.
SEU MARCO
Então, seja bem vinda!
O senhor entrega um cata-vento azul para a
menina.
YANI
Obrigada! Que dia lindo!
ARETA
Acho que escolhemos o dia perfeito. Sabe
Yani, quando eu entro aqui gosto de aquietar meu coração.
YANI
Aquietar o coração? Como?
ARETA
Assim: Ouvindo atentamente os sons, respirando
bem fundo e soltando o ar bem devagar. Então olhe para as plantas e sinta como
seu coração vai ficando mais calmo. Tente!
As duas caminham pelo parque, Yani segue as
orientações e olha para Roca.
YANI
Você também pode tenta Roca!... Vó! Há quanto
tempo você visita o Jardim Botânico?
ARETA
Desde que inaugurou, em dez de setembro de
mil novecentos e cinqüenta e oito...
YANI
Mas isso faz muuuuito tempo.
ARETA
Este ano o Jardim Botânico completa cinqüenta
anos. Eu tinha a sua idade a primeira vez que estive aqui. Vim com meu pai,
minha mãe e meus dois irmãos.
YANI
Posso correr com Roca?
ARETA
Pode. Eu trouxe um livro, que preciso ler
para um trabalho até o fim da tarde, mas, vocês não sumam. Combinado?
YANI
Combinado, vamos Roca!
Areta
senta em um dos bancos e abre o livro. Yani brinca com o preá de pelúcia e ele
transforma-se em um bichinho de verdade, fugindo da menina.
YANI
Roca! Volta aqui, aonde você vai?
O preá corre entre os arbustos e ganha uma
voz, um jogo simbólico característico das brincadeiras infantis. A menina segue
o bichinho e entra num mundo mágico.
YANI
Que lugar bonito! Roca! Roca!
ROCA
Aqui Yani!
YANI
Por que você fugiu?
ROCA
Eu não fugi, apenas ouvi o pessoal que mora
aqui chamando.
Você não ouviu?
YANI
Chamando para brincar?
ROCA
Não! Eles estão trabalhando para deixar tudo
mais bonito para a festa de aniversário.
YANI
Ah! Mas, já está tudo bonito!
ROCA
Olhe! As borboletas, as abelhas, o
beija-flor, estão polinizando as flores. As minhocas estão fazendo seus
túneis...
CLOUSEUP
nos animais enquanto Roca fala.
YANI
Eu sei! Para afofar a terra e trazer mais ar
para a raiz das plantas. Minha professora já falou sobre isso.
ROCA
Isso! Convide Areta para ir até o anfiteatro.
Lá um coral está ensaiando o: Poema do
Jardim!
Yani
E nós podemos ensaiar junto?
ROCA
Acho que sim!
Yani corre até onde Areta está sentada e
sinaliza que quer ir até o anfiteatro. As duas dirigem-se para lá, Yani com
Roca nos braços, vai correndo na frente brincando com o cata-vento.
Fim da primeira parte. Linna estava exausta,
mas, sua história começava a ganhar forma. Ela nem notou que já estava no meio
da noite, a lua brilhava no céu e a chuva havia parado...
Depois de uma boa noite de sono e um longo
passeio de bicicleta, Linna estava pronta para reiniciar o trabalho no roteiro.
Acauã estava em Maquiné, nesta época do ano muitos grupos visitavam o parque
onde ele trabalhava como guia turístico. Então, ela aproveitou para continuar o
projeto.
EXT. ANFITEATRO.
Continuação
Areta e Yani chegam até o anfiteatro. Para
decepção da menina não há coral algum. Um rapaz trabalha nos jardins.
YANI
Vó! O que é um poema lírico?
ARETA
Um poema lírico?... Deixe me ver... É um
sentimento com melodia... Palavras entoadas ao som da lira, um antigo
instrumento de cordas.
YANI
Cordas?
ARETA
O violão, o piano, a lira... São instrumentos
de cordas. Por que você quer saber isso?
YANI
Roca quer saber como se faz um poema.
ARETA
Um poema?... Com o coração, com a alma... É
assim, eu acho! Engraçado Yani, ensino literatura e não sei responder o que
você me pergunta.
YANI
Se você fosse fazer um poema sobre o Jardim
Botânico, como seria?
Roca foge para os fundos do palco do
anfiteatro.
ARETA
Seria
um idílio, uma forma de poesia lírica voltada para as coisas da natureza, mas,
eu não sou poeta. Posso ler alguns bons poemas para você...
YANI
Como
é bonito esse palco!
Yani sobe no palco
do anfiteatro e brinca, correndo com o cata-vento. Roca chama por ela nos
fundos do palco. A menina desce as escadas e Areta conversa com o jardineiro.
ROCA
Yani!
Venha! Estão todos aqui...
YANY
Mas,
por que não usam o palco?
ROCA
Palcos
são lugares de pessoas... Aqui tem pouco movimento de gente...
YANI
Ah!
Quem é aquele?
Sr.
Tempo( adulto,maestro, usando bombachas preta, camisa preta, chapéu, uma
mistura de gaúcho com pirata, ver texto Rota Náutica Cultural)Aparece com a
batuta nas mãos, faz um sinal pedindo silêncio.
ROCA (sussurrando)
Este é o Sr. Tempo, o Maestro da Natureza.Ele
conduz e alinha os sons.É
muito exigente!... Ouça Yani!
Yani e Roca ouvem os sons da natureza, um
canto de pássaros, água correndo, vento, cricrilar, coachar, etc...
YANI
Mas,
são os barulhinhos do mato. Sr... Olá! Seu Tempo!
ROCA
O
que você está fazendo? Tá maluca, ele vai ficar zangado...
Roca
foge e Sr. Tempo responde ao chamado.
Sr. TEMPO
Hei
menina bonita! Estamos ensaiando, o que você quer?
YANI
Ajudar
no poema, Roca me contou tudo...
Sr. TEMPO
Os homens perderam o lugar na orquestra...
Não conseguem mais harmonizar sua voz com a dos outros seres.
YANI
E
esse Jardim... Tão bonito e bem cuidado.
Sr. TEMPO
HUM!!!
É como um oásis...
YANI
Como nos filmes do deserto, aqueles laguinhos
com árvores, comida e pessoas bonitas?
Sr. TEMPO
Isso!Você
sabe cantar?
YANI
Mais ou menos... Minha avó me disse que um
poema lírico pode ser cantado com a ajuda de um instrumento de cordas...
Sr. TEMPO
Como as cordas vocais... Ficam dentro da sua
garganta... Vamos lá, então! Só que antes você vai sentar e ouvir. O cardeal...
O bem-te-vi, o sabiá, o quero-quero... Feche os olhos menina... Um latido, um
relincho, o vento nas folhas, um trinado, um gorjeio... A tartaruga entrando na
água...
Enquanto
o ator fala os sons correspondem. Yani e Roca sentadas lado a lado vão sentir
os sons. Uma voz humana é ouvida.
YANI
Que
linda voz!
Sr. TEMPO
Iara!
YANI
Não!
meu nome é Yani...
Sr. TEMPO
Essa é Iara, uma sereia de voz encantadora...
Ela vive nas águas doces... Um perigo para um pirata...
Yani! Areta pode ensiná-la a cantar, ela
fazia parte da orquestra quando inauguramos o Jardim. Parecia muito com você e
também tinha um cata-vento. Agora você precisa voltar... Leve Roca, e deixe que
fuja... Conheça o Jardim... Converse com as árvores, brinque com as carpas... E
pense no poema... Assim, quando você menos esperar ela vai brotar, como uma
sementinha...
ROCA
Yani!Yani!
Areta nos chama... Vamos!
YANI
Tchau,
Tempo!
O maestro vira-se sem responder e volta a
reger. Areta apresenta o jardineiro a Yani e ele vai mostrando as diferentes
partes do Jardim.
(Aqui vamos ter que pesquisar, acho que as
alas são divididas por coleções, há o orquidário, a horta, o museu, o
ofidiário, mata atlântica, serrado, etc, no site não fala muito, mas lembro de
alguma coisa).
YANI
Vó!
Me ensina a cantar?
ARETA
Faz
muitos anos que não canto... Pelo jeito esta visita está mexendo com você?
YANI
Eu
queria cantar como os passarinhos...
ARETA
Agora que você falou nisso... Lembrei que eu
adorava imitar os sons da natureza... Na inauguração do jardim encontrei um
maestro misterioso...
Os passarinhos cantavam e eu imitava. Ele
ouviu atento e no final aplaudiu e foi embora...
As duas imitam os sons da natureza, em forma
de brincadeira. Sr. Tempo escondido entre as árvores pisca para Yani.
Continuação:
Interior
– Lanchonete.
Areta
e Yani almoçam.
ARETA
Nossa
que pratão! Será que você vai comer tudo isso?
YANI
Correr
me deixou com muita fome... Eu quero um suco de laranja.
ARETA
Depois
do almoço vamos visitar o museu... Sua mãe ligou há pouco, disse que virá nos
buscar só no fim da tarde.
YANI
Oba!
Assim podemos aproveitar bastante... Olha quem chegou!
SEU MARCO
Oi!
Esse almoço está bom?
YANI
Está ótimo... O feijão tem um gostinho
diferente...
ARETA
È
manjerona... Um tempero...
SEU MARCO
É
produzido aqui mesmo, na nossa horta. Vocês estão gostando do passeio?
YANI
Muito!
Roca descobriu que os animaizinhos estão fazendo um poema para o jardim, o
senhor sabia?
SEU MARCO
Não!...
Mas, todo o final de tarde e início de manhã parece que o jardim inteiro entra
em harmonia e se a gente prestar bem atenção é quase como se fosse uma
sinfonia, uma poesia... Eu vou aproveitar e almoçar... Estou verde de fome!
Seu
Marco olha para Yani e ela fica curiosa... Como se ele fosse outra pessoa. Mais
tarde no roteiro percebemos que é o próprio Sr. Tempo.
ARETA
Quer
um doce Yani?
YANI
Agora
não... Vó a senhora conhece o seu Marco há muito tempo?
ARETA
Acho que desde a inauguração do parque... Ele
já devia ter se aposentado... Vai ver que gosta de trabalhar aqui... Engraçado,
ele mudou muito pouco. Agora chega de perguntas... Eu já estou ficando tonta.
Interior
- Museu.
Yani toma um susto com o tamanho dos dentes
do réptil exposto na entrada. As duas circulam pelo museu. Alguém ( poderia ser
um estagiário) fala um pouco sobre os ambiente reconstituídos.
YANI
Roca! Olha! Parecem com você!
ROCA
Viu! Nós somos tão importantes que estamos na
vitrine...
YANI
Por que os preás atravessam a estrada?
ROCA
Tá maluquinha? Que estrada, onde tem estrada?
YANI
Não aqui! É que lembrei que o papai sempre
fica reclamando quando vê um preá tentando atravessar a estrada.
ROCA
Sei
lá! O que os homens foram fazer na Lua?
YANI
Conhecer,
ver se dava pra morar lá! Bisbilhotar! Sei lá!
ROCA
Mesma coisa. Os preás vão procurar comida, um
lugar legal pra morar...
Interior
– Ofidiário
YANI
ESCONDE ROCA, a preá é uma das presas das cobras. A visita pode ser acompanhada
pela mesma estagiária. Roca e Yani ficam aliviadas ao saírem da sala.
Exterior
– Orquidário.
ARETA
Cansei! Vamos sentar um pouco?
YANI
Quantas borboletas! Como são coloridas! As
borboletas não fazem barulho...
ARETA
Só quando batem as asas...
O
cata-vento de Yani começa a mover-se, ela observa o movimento e passa a ver e
ouvir melhor... Como num estado hipnótico. Ela corre até o lago e vê Iara
sentada numa das pedras cantando uma canção... Sr. Tempo está ao seu lado.
YANI
Como é bonita!
Sr. TEMPO
Os índios a chamavam de Iara, a Mãe da água,
mas, temiam ficar enfeitiçados por seu canto.
YANI
Se eu fosse escrever um poema seria assim:
“Ame o Jardim!”
Sr. TEMPO
Um belo poema! Esqueça um pouquinho isso e
preste atenção só nos sons produzidos pelas pessoas. O que você ouve?
YANI
Deixa ver... Uma sirene... Um carro... Uma
furadeira... Um estouro...
outro carro... alguém martelando... outra
sirene...
Sr. TEMPO
Ruídos, ruídos, ruídos... Isso que estamos
aqui... Agora imagina no centro da cidade? Claro que tem também música, e boa!
Tem gente socorrendo, gente embalando... Mas, também destruindo. Qual é a voz do
homem?
YANI
É... Um barulhinho de construção e
destruição?
Sr. TEMPO
Bem pensado! Agora como harmonizar isso na
sinfonia da natureza? No poema? Quer ver uma coisa? Está quase na hora... Olhe
para o horizonte e ouça atentamente...
YANI
O sol está começando a descer... Os
passarinhos... A natureza parece alegre...
O
poema é esse som de fim de tarde ( Problema da produção).
Sr. TEMPO
Eis o poema!
YANI
Lindo!
Os
dois ouvem a melodia e Areta chama Yani.Ela corre, entra no carro e acena para
Sr. Tempo. Quando estão saindo do Jardim Botânico Yani percebe que seu Marco é
o maestro e abana para ele de dentro do carro.
Seu
Marco escreve numa partitura: “ Ame o Jardim!”.
Fim.
Linna
estava apavorada. Um frio na barriga. Será que o professor iria gostar?
As locações
Faltava uma
semana para o início das aulas e Linna já estava com seu roteiro pronto. Releu
o texto antes de passar para seu professor. Modificou algumas coisas e não
sabia exatamente como solucionar outras, por exemplo: na cena em que o
cata-vento amplia os sentidos de Yani, achou que estava curta, pouco explorada,
mas, não conseguia visualizar as correções. Precisava discutir com alguém as
possibilidades do roteiro. Pesquisa! Sem sombra de dúvidas precisaria ir ao
Jardim Botânico e conhecer melhor os locais onde o roteiro aconteceria.
Pensou em
fazer uma série de fotografias do parque, até para ilustrar melhor as suas
idéias, quem sabe não organizaria uma grande exposição de fotografias. Um de
seus colegas leu o roteiro e lembro imediatamente da música: “Peace on Earth”
Do grupo U2. Linna ganhou o dia, o roteiro podia ter problemas, mas, em linhas
gerais funcionava.
Apresentou ao
professor e o retorno foi surpreendente: “ – Vamos montar uma equipe!” . Suor
frio! Palpitações!... Você fez o roteiro para ser filmado ou não? Pode ser seu
trabalho de conclusão... Conclusão!
Nossa as coisas andavam rápidas nesse mundo. Linna entrava num novo campo,
cheio de incertezas.
Daí para
frente o roteiro passou por inúmeras alterações. Cada pessoa que lia dava uma
idéia, uma nova perspectiva... Mas, aprendeu uma coisa: o roteiro tinha uma
unidade, a história, isso não podia ser mudado. Aprimorado sim, mas modificado
não.
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