Esquerda e Direita na
América Latina hora da verdade.
Esta
semana assisti ao filme “Caminho para a liberdade” que retrata a
história de três presos políticos do antigo regime comunista da
União Soviética, que fogem de uma terrível prisão na Sibéria
onde há tortura, fome e escravidão e caminham atá a Índia via
Himalia. Todos relatam que foram parar lá mediante tortura e falsas
acusações de espionagem. Alguns deputados do governo de esquerda
brasileira hoje estão em comitiva na Venezuela, os deputados que na
semana passada foram impedidos de fazer a visita são a atual
oposição são também de esquerda ( para mim essa dicotomia não
existe mais, mas ainda é usada). O país vizinho é suspeito de
estar violando direitos humanos, de estar perseguindo opositores e
caindo num governo autoritário e quase ditatorial. O que uma
democracia verdadeira iria exigir: que haja transparência, respeito
ao pensamento de oposição, eleições reais e não fraudulentas,
respeito ao cidadão, seja ele um amigo ou um inimigo ideológico. A
América Latina gastou anos em “Comissões da Verdade”, que
seriam mais justas se não fossem movidas a vingança, agora na
Venezuela, a história está acontecendo. Como a América vai reagir
a isso? A Esquerda Utópica e novelesca não olha para a extinta
União Soviética e seus líderes como opressores, só acusa a
Direita ou o Neoliberalismo, mas venera nomes “medonhos” tão
ruins quanto os que torturaram, mataram, exilaram aqui. Então ao
olhar para sua veneração a Cuba por exemplo, parece que pensam que eles tinham o direito de fazer isso, torturar, expropriar, proibir o
credo, a religião, restringir a liberdade, exilar, matar. Não. Eles
não tinha esse direito nem a esquerda ditatorial, nem a direita
ditatorial. O horror é horrível independente de quem o tenha
imposto: um império, uma ditadura, uma ideologia, uma religião, uma
etnia, uma coisa qualquer que tenha sido inventada para oprimir. O ser humano sempre vai lutar contra isso, vai caminhar até a
liberdade. Liberdade de expressão, de ir e vir, da fome, da miséria,
da desgraça. Nascemos para sermos livres, para exercer nossos
direito dentro de um conjunto de regras e deveres. Como vai se
comportar a comitiva de Deputados será fundamental para garantir a
paz nesse canto do mundo.
Fernanda
Blaya Figueiró
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