Não consigo entender
os economistas
Esta semana ouvi, nem
lembro bem em que canal, um especialista falando que o Brasil tende a
crescer menos porque o número de filhos por famílias está caindo e
que isso no futuro irá gerar um descontrole na aposentadoria, pois
serão poucos trabalhadores para sustentar um grande número de
aposentados. Quanta bobagem. Se serão menos crianças, todo o
sistema pode ir se ajustando, menos necessidade de escolas, logo uma
escola mais qualificada, mais espaço em cidades e no campo. Conter o
aumento desenfreado da população é ótimo e o povo tem feito isso
por intuição, já que não há incentivo oficial, infelizmente
ainda temos um absurdo número de abortos ilegais, o que poderia ser
evitado com políticas públicas de atenção a saúde. Todas as
crianças não nascidas estariam provavelmente engrossando
estatísticas de violência urbana,isso é cruel mas verdade,
estariam fadados a pobreza. Mas uma outra cosia precisa ser levada em
conta: as famílias perderam a esperança e não querem “por filho
no mundo”. Essa onda de violência, miséria, corrupção, o
discurso pessimista dos ambientalistas atingem a população como se
estivéssemos vivendo um “pós-guerra”. O futuro será melhor com
as famílias tendo menos filhos e podendo dar uma vida melhor a eles,
mas não precisava este discurso apocalítico de que vamos em breve
estar todos vivendo muito mal, isso é danoso para a saúde
psicológica coletiva. Isso está nos afetando, eu particularmente
sei bem o motivo do meu atual estado de desesperança, perdi alguns
cãezinhos que amava muito, então esses escândalos todos e a
decepção com a nossa sociedade me parecem mais tristes ainda. Mas
isso vai passar, como tudo na vida. Estar aqui neste momento é uma
ótima oportunidade de entender os diferentes períodos da história
da humanidade, ver acontecendo a guerra( aqui urbana) e a
desesperança bem na nossa frente é tomar consciência de quem é o
Ser Humano, do que é capaz de fazer por um pouquinho de dinheiro e
de poder.
Estou com quarenta e
seis anos, fim do primeiro tempo já nos descontos, fiz um check-up
e estou em plena forma física, logo os segundo tempo será longo e
ao que tudo indica sem sustos, então tenho que encontrar algo para
manter a ilusão da vida, não acredito mais na diminuição da
diferença sócio-econômica entre as pessoas, nem em governos
saudáveis, nossos governantes estão se superando em egocentrismo e
falta de ética. Será um segundo tempo difícil, cheio de
substituições, sustos e talvez alguma emoção. Fatiar o tempo é
um bom exercício de criatividade. Mas voltando ao título: não
entendo os economistas, com menos pessoas todos vão ganhar mais, o
país pode ter máquinas produzindo riquezas e sendo distribuídas
aos aposentados, as crianças e aos jovens. A economia tem que ser
ajustada as necessidades das comunidades, não a comunidade deve se
encher de filhos para mão de obra, esse tempo passou. Quanto aos
ambientalistas poderiam colocar suas previsões apocalíticas num
saco, com uma pedra e jogar no rio da vida. O futuro será muito
melhor talvez não existam mais economistas e ambientalistas.
Fernanda Blaya Figueiró
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