Fim
da era “Vida propaganda de margarina” X “ Vida guerrilha”
No
Brasil a falsa máscara da cordialidade entre as pessoas está
caindo. O ódio da “esquerda furiosa” pela “classe média”,
está aparecendo, bem como o medo desta de voltar a “pobreza”. Os
últimos cem anos foram profundamente afetados por estes dois
estigmas criar os filhos como se a vida fosse uma propaganda de
margarina ou uma eterna guerrilha. Ter filhos “Bebê Jonhson”
loiros, corados, perfeitos, eternamente saudáveis e sem problemas,
numa linda casa com carro na garagem e uma profissão para sustentar
tudo isso. Ou ter filhos “para guerrilha” doentiamente revoltados
e prontos para entrar nas fileiras e viver sob o tacão das botas da
companheirada, sempre de bandeira na mão. Os filhos não querem nada
disso, cansaram, ainda bem. Essa frustração toda vem da
impossibilidade das duas retóricas. Quem romperá com isso será a
juventude, se não estiverem todos dopados com ritalina e outros
fármacos da felicidade, submissos, dóceis e obedientes. Foi nesse
universo que a corrupção e o tráfico de drogas encontraram um
terreno fértil para se instalar, feito praga na lavoura. Isso não
acontece somente aqui acontece neste tempo em que estamos vivendo no
mundo inteiro. O que está levando parte da juventude para os grupos
fundamentalistas ou para as gangues de drogas? (Que pouquíssima
diferença há entre estas duas formas alternativas de poder.) Talvez
seja a necessidade de se sentir parte de algo, de fazer parte da
vida, nem margarina, nem guerrilha. Esse sistema todo que está
vigente ainda faz sentido? Boa parte da humanidade está
“marginalizada” e esse são os tempos de mudanças e de rupturas.
Para mim a Internet já deflagrou um processo de modificação e essa
velha estrutura, da democracia representativa, ainda não conseguiu
acompanhar a mudança. Partidos políticos, pensamento universitário
e instituições dos estados e da iniciativa privada precisam se
modernizar. Entrar no “Milênio Novo”. O que as pessoas querem?
Viver bem, criar os filhos com segurança energética, alimentar,
física e psíquica. Como chegaremos a isso? “ O homem deve superar
a si mesmo”Nietzsche
. A única coisa que limita a humanidade plena é o ser humano.
Fernanda
Blaya Figueiró
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