Segurança pública
precisa ser prioridade.
Votei no governador
Sartóri e, a até o momento, acho que ele está tomando decisões
delicadas mas que precisavam ser tomadas, economizar, diminuir o
custo da máquina pública é algo que todo mundo quer, assim como
ver o dinheiro do povo bem usado e o funcionalismo trabalhando bem.
Parar e olhar para os gastos antes de assumir novos compromissos e
honrar pagamentos anteriores são medidas impopulares mas que podem a
logo prazo melhorar o funcionamento do Estado. Se o governo acalmar
as pessoas e garantir que serão devidamente pagas, no caso de terem
prestado serviços, pode ganhar um voto de confiança. Agora é
preciso ter muito cuidado com a segurança pública, que é dever do
estado, para que a economia como um todo não acabe paralisando. Moro
em Viamão e aqui parece que o centro da cidade está um pouco
abandonado, há anos ouço pessoas relatando que foram assaltadas na
saída dos bancos, em ônibus, eu mesma tive meu cartão do banco
furtado no paradão há muito tempo, então ando pelo centro com
olhos e ouvidos ligados, em estado de tensão. Muito porque quando
estava me mudando para cá, há mais de quinze anos, saquei um valor
para pagar os obreiros no caixa eletrônico do Banrisul, que ficava
na calçada, onde hoje há uma loja, peguei o valor e achei que havia
um homem, de camisa vermelha, me seguindo, fui para a parada e viu o
homem entrar no mesmo ônibus, também um outro senhor com quem ele
havia conversado, fiquei com a pulga atrás da orelha e desci, com
meu filho, no posto da polícia federal, peguei um taxi e daquele dia
em diante sempre ando no centro com um pouco de desconfiança,
principalmente em tempos de férias, ou dias de pagamento. Não sei
se eram assaltantes, mas não paguei para ver. Algumas pessoas,
principalmente idosos, acabam ficando com medo e deixam de frequentar
o centro, as vezes até por orientação dos familiares, isso leva ao
aumento da violência e a estagnação econômica, poderíamos pensar
que essas pessoas vão para os shoppings e consomem lá, mas isso não é bem verdade as pessoas simplesmente param de comprar. O público do
shopping é outro, até porque toda a estética é voltada para as
classes mais altas e o consumidor dos “centros” não se sente a
vontade, pois está acostumado a um padrão de preço diferente, acha
tudo caro. Se sente desvalorizado pelos vendedores, que muitas vezes
tem preconceito com a roupa que o consumidor usa, ou com o corte de
cabelo. Quem é roubado perde as vezes o dinheiro que guardou ao
longo da vida para ter segurança no caso de um problema de saúde, perde suas economias para bandidos. O cidadão vai a delegacia presta
queixa e se pergunta como essas pessoas agem anos impunemente, são
sempre os mesmos, a polícia desconfia ou investiga quem são ou
como agem? Há patrulhamento nos centros? Fora a preocupante questão
dos assaltos ao comércio, que são toda hora relatados, o custo da
violência passa para os produtos. Economizar dinheiro público é
preciso sim, mas de forma inteligente para que não prejudique ainda
mais a vida nas cidades. A corrupção afeta muito a economia, a
violência também. Aumentar impostos e não garantir segurança
pública, investimento em saúde, em educação, em transporte, é
descaso com o povo. As pessoas precisam confiar nos governos de
cidades, estados e da união. O cidadão deve cuidar de sua economia,
de seu futuro, mas são tantos os golpes que são relatados que a
sensação de insegurança aumenta muito e pode levar a um estado de
“pânico coletivo”. Alguém me disse desliga a televisão que
isso passa, (uma metáfora) mas não é tão simples assim, a
realidade de fato mudou.
Fernanda Blaya Figueiró
Fernanda Blaya Figueiró
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