Muito boa a crônica de Juremir Machado de hoje.
O que o colunista do JP( errei , JP é o jornal de Cachoeira, minha cidade Natal,Juremir escreve no Correio do Povo, são muitos jornais desculpe-me) chama de “favelização do centro” a mim parece a tão famosa ditadura do proletariado, sem o proletariado que está sendo extinto, junto com as empresas. Vivemos um período escuro, como um retrocesso a idade média, nossos condomínios são os antigos castelos murados, não sei bem se estamos no início, ou do meio para o fim desse processo de degradação. Em 2006 eu ainda tinha a pretensão de escrever literatura, ando um pouco decepcionada com o meu próprio processo, mas penso que fui uma escritora dentro de minhas possibilidades, bom nas páginas 46 e 47 do livro “Ano Novo e Textos escolhidos” abordo um pouco essa questão da favelização ou morte urbana do centro. Adoro o centro, seguidamente vou até lá circulo pelas principais ruas, sento no banco da Praça da Alfândega, visito museus, a CCMQ, jamais me atreveria a isso por exemplo na praça da Salgado Filho com a João Pessoa, ou a praça próxima ao Museu do Teatro,( retifico Museu do Trabalho) que é lindíssima, mas tomada pelo lado escuro do mundo. As pessoas tem me pedido para parar de falar em política, escrever sobre escândalos, mesmo que eu seja muito pouco lida, porque temem. Já pensei e provavelmente vou mesmo mudar de foco, porque as forças são muito ruins. Mas o silêncio dos artistas, não sei se posso ainda me considerar assim, ajuda o lado escuro a vencer. Perdi os arquivos do meu livro, uma hora destas vou escaniar e disponibilizar ao público, fotografei o texto pois a “verossimilhança” com as últimas notícias é alarmante. Bruxa ou vidente? Não, só alguém que ouve e vê. Como o escritor Juremir que está vendo coisas que ninguém vê, ou o repórter Grizoti, os outros importantes jornalistas, colunistas e articuladores, de diversos veículos de comunicação que arriscam denunciar, falar, mostra as pessoas a realidade. Correm risco? Sim. Um risco não calculado, porque ao desvendar uma ponta de uma pequena ilha o que o mar esconde, o profundo abismo pode ser muito maior. Esse traficante que foi morto em Tramandaí mexeu com a estrutura de poder do tráfico de drogas em Porto Alegre? Estamos vivendo uma guerra entre facções? Amanhã começo a falar só em flores, hoje ainda me dói a realidade, pois está doente, muito doente. Tapar o sol com a peneira não é mais possível. A militância raivosa pode se por contra mim e contra a imprensa como fizeram com o Lobão, perseguido politicamente. Perdi já muitos amigos, mas amigo mesmo aceita a diversidade de pensamento.
Fernanda Blaya Figueiró
PS, Esqueci de comentar: "Se o dinheiro sujo, ilegal do tráfico e da corrupção fosse contabilizado quanto somaria e onde vai parar essa imensa fortuna? Fazem diferança na Balança Comercial?
Fernanda Blaya Figueiró
O que o colunista do JP( errei , JP é o jornal de Cachoeira, minha cidade Natal,Juremir escreve no Correio do Povo, são muitos jornais desculpe-me) chama de “favelização do centro” a mim parece a tão famosa ditadura do proletariado, sem o proletariado que está sendo extinto, junto com as empresas. Vivemos um período escuro, como um retrocesso a idade média, nossos condomínios são os antigos castelos murados, não sei bem se estamos no início, ou do meio para o fim desse processo de degradação. Em 2006 eu ainda tinha a pretensão de escrever literatura, ando um pouco decepcionada com o meu próprio processo, mas penso que fui uma escritora dentro de minhas possibilidades, bom nas páginas 46 e 47 do livro “Ano Novo e Textos escolhidos” abordo um pouco essa questão da favelização ou morte urbana do centro. Adoro o centro, seguidamente vou até lá circulo pelas principais ruas, sento no banco da Praça da Alfândega, visito museus, a CCMQ, jamais me atreveria a isso por exemplo na praça da Salgado Filho com a João Pessoa, ou a praça próxima ao Museu do Teatro,( retifico Museu do Trabalho) que é lindíssima, mas tomada pelo lado escuro do mundo. As pessoas tem me pedido para parar de falar em política, escrever sobre escândalos, mesmo que eu seja muito pouco lida, porque temem. Já pensei e provavelmente vou mesmo mudar de foco, porque as forças são muito ruins. Mas o silêncio dos artistas, não sei se posso ainda me considerar assim, ajuda o lado escuro a vencer. Perdi os arquivos do meu livro, uma hora destas vou escaniar e disponibilizar ao público, fotografei o texto pois a “verossimilhança” com as últimas notícias é alarmante. Bruxa ou vidente? Não, só alguém que ouve e vê. Como o escritor Juremir que está vendo coisas que ninguém vê, ou o repórter Grizoti, os outros importantes jornalistas, colunistas e articuladores, de diversos veículos de comunicação que arriscam denunciar, falar, mostra as pessoas a realidade. Correm risco? Sim. Um risco não calculado, porque ao desvendar uma ponta de uma pequena ilha o que o mar esconde, o profundo abismo pode ser muito maior. Esse traficante que foi morto em Tramandaí mexeu com a estrutura de poder do tráfico de drogas em Porto Alegre? Estamos vivendo uma guerra entre facções? Amanhã começo a falar só em flores, hoje ainda me dói a realidade, pois está doente, muito doente. Tapar o sol com a peneira não é mais possível. A militância raivosa pode se por contra mim e contra a imprensa como fizeram com o Lobão, perseguido politicamente. Perdi já muitos amigos, mas amigo mesmo aceita a diversidade de pensamento.
Fernanda Blaya Figueiró
PS, Esqueci de comentar: "Se o dinheiro sujo, ilegal do tráfico e da corrupção fosse contabilizado quanto somaria e onde vai parar essa imensa fortuna? Fazem diferança na Balança Comercial?
Fernanda Blaya Figueiró
Fernanda Blaya Figueiró
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