Maria do Rosário X Jair Bolsonaro: O triste retrato da política brasileira!

Maria do Rosário X Jair Bolsonaro: O triste retrato da política brasileira!

Circula um vídeo medíocre na rede esta semana de um bate boca entre Jair Bolsonaro e Maria do Rosário, é deprimente, um ataca o outro de “estuprador” e “vagabunda”.Parece que o vídeo é de 2008 e voltou a rodar porque a baixaria retornou ao congresso em novos insultos. “ -Você não merece ser estuprada” diz o político, que coisa absurda,ainda continua dizendo que ela é feia. Ela usando politicamente uma ofensa que recebeu há mais de cinco anos e ele reforçando a idiotice dita. E o povo pagando salário para essa gente. Quanta leviandade! No vídeo ela parece provocar o insulto. Como se por ser mulher ela pudesse ofender ao outro chamando de “estuprador” mas não pode ser chamada de “vagabunda”. Ele praticamente agride ela, além de verbalmente, fisicamente. Ela ao que parece provoca dizendo algo que ele retruca. Isso nos corredores do Congresso Nacional. Quanto descaso com o cargo que ambos ocupam. Quanto descaso com a violência que a população brasileira sofre. Essa semana saiu o resultado de uma pesquisa ( mais uma entre as milhares de pesquisas que despejam na comunidade) de que o Brasil teve neste ano dez por cento dos assassinatos do mundo. Quantas mulheres foram violentadas, espancadas, quantos jovens morreram, policiais, crianças, quantas chacinas e linchamentos? Quantas famílias ficaram sem pai ou mãe, sem suporte algum. E dois políticos brincando com palavras como estuprador, vagabunda. Merecer ou não merecer sofrer um ato de violência. Ninguém merece! Ninguém merece políticos tão ruins assim. Tirar vantagem política de uma baixaria dessa é medonho, grotesco, estúpido. A política brasileira desceu ao último patamar, ao fundo do poço. Na minha opinião os dois estão errados e deveriam ser punidos por falta de decoro, não entre eles, mas perante o público. O público, o eleitor “merece” mais do que isso, palavrinha usada em pesquisas sobre o assunto por sinal, lamentável.


Fernanda Blaya Figueiró

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