As voltas que o mundo
dá.
No Paquistão
anunciaram a volta da pena de morte devido a um covarde ataque a uma
escola que vitimou crianças e professores. As sanções financeiras
estão colocando a Rússia em maus lençóis, o dólar disparou e o
petróleo caiu. A China se tornou a maior economia do mundo. A Europa
enfrenta problemas como desemprego, imigração ilegal, estagnação
econômica. Na Austrália um “louco” que se “refugiou” no
país “cuspiu no prato que comeu” atacando a sociedade que o
acolheu, fugido acho que da Síria. O Japão parece estar em crise
financeira. Fundamentalismos religiosos ou não fomentam o
terrorismo. A América Latina sofre com governos corruptos, violência
urbana e com o tráfico de drogas. Os EUA mesmo recuperados
financeiramente enfrentam a volta do racismo, o excesso de violência
policial. O Brasil vive sua própria tragédia mergulhado na
corrupção, violência e descrédito. Ontem derrubaram a estátua do
ex-presidente Costa e Silva numa cidade gaúcha, uma reação ao
relatório da Comissão da Verdade, ou comissão fomentadora de
vingança, onde isso vai levar ? As ruas estão mudando de nome como
se a atual ideologia pudesse apagar a história do país. Quem mais
perde nesse cenário são as crianças e jovens, porque a
intolerância vai aumentando e a descrença também. As crianças já
vivem o “medo do fim do mundo” motivado pela poluição,
aquecimento global, problemas ambientais que os adultos estão
criando. Não tenho bem certeza se as ameaças ambientais , entre
elas novas doenças e epidemias são mesmo reais, ou tem a dimensão
que a ciência está dando. O ser humano sempre vive algum tipo
iminente de apocalipse, por afrontar a Deus ou a Natureza. Acho que o
atual sistema sócio político está em profunda e acelerada mudança,
espero que para melhor. Estar no mundo está complicado, mesmo assim
a Terra é um bom e único lugar para ser e estar. As duas maiores
potências tem modelos diferentes um democrático o outro
totalitário. Um baseado na livre iniciativa o outro no controle do
estado, ambos parecem não estar nada bem. O equilíbrio entre os
interesses individuais e coletivos parece ser o nosso atual maior
problema existencial. O que o futuro guarda para nós? Acho que a
resposta que mais conforta no momento é um velho conhecimento
popular: “Isso vai passar!” Calma isso tudo vai passar, tanto a
bonança quanto a tempestade.
Fernanda Blaya Figueiró
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