Por uma nova ideia de democracia:brincando com as ideias.

Por uma nova ideia de democracia:brincando com as ideias.


O Brasil vai passar por uma reforma que deveria ser ampla e eficiente. O que precisamos para melhora a nossa democracia? O que é no fundo uma gestão democrática? Que diferenças existem entre um Rei, um Imperador, um Presidente, um Primeiro Ministro? Senado, Câmaras de Deputados Federais e Estaduais, Câmaras de Vereadores. Judiciário, com suas instâncias. Polícias civil, militar e Forças Armadas. Pobre Povo. É um complexo enigma conviver com toda estas estruturas. Certo,  mas o povo participa das eleições, plebiscitos, preferendos, consultas populares, conselhos, conferências, seminários, sindicatos, partidos políticos, associações... Os governos são feitos de pessoas. Então porque tudo vai mal e as cidade estão antigas, mal gerenciadas, violentas, congestionadas, tomadas de corruptos, com falta de energia, água...? O Campo passa por inúmeras disputas em várias partes do país? Como deveria ser o novo contrato entre a sociedade e seus governantes? Porque alguns de nós são miseráveis, outros poderosos, outros políticos, uns mediócres outros brilhantes? Porque confiamos que o que está estabelecido é o melhor para todos! O que é melhor para todos?
Você nasce e tudo já está definido, as regras são herdadas das gerações anteriores, posse, propriedade, conceitos, educação, direitos, deveres, tudo pronto e você é educado para aceitar o mundo como ele vem dos seus antepassados. Você aceita porque confia neles. Porque acredita que se for colocando em prática o que foi planejado o resultado será bom. Todos os dias o sol nasce para todos nós, alguns chegam ao final dele outros não. Mais de Sete Bilhões de pessoas precisam comer, se abrigar, procriar, viver. Sete Bilhões de seres humanos vivos compartilham a existência. Noventa e cinco por cento (cifra imaginária) delegam o seu destino a cinco por cento, que são políticos e autoridades. Grande parte de toda a riqueza do mundo está em poucas mãos, muito dela das Nações, Corporações, Grandes Fortunas. O que é preciso para que essa energia circule e chegue a muitas mãos? Ou digamos a quase todas? Muitos governantes chegam ao poder só para enriquecer. São colocados lá para gerenciar o que é de todos e tomam grande para si, parte desta energia que é de todos. Dinheiro gera dinheiro, miséria gera miséria. Onde o Brasil, especificamente entra nesse jogo? Pensar em uma profunda reforma político-social é pensar nos mais de sete bilhões de habitantes do planeta e em toda a “comunidade única de vida”. A biodiversidade! Transitamos pelo planeta neste espaço de tempo, estamos dividindo nossa experiência de estar vivo ao mesmo tempo e com os mesmos desafios. O que acontece aqui reflete no todo, o que acontece no todo reflete aqui. Reformar a nossa relação é reformar uma parte importante do Mundo. O que é uma forma e uma reforma? A forma é o legado que recebemos de nossos ancestrais e a reforma é a nossa ação para melhorar o que já existe e planejar a continuidade. Somos capazes de olhar para toda esta estrutura social e decidir: não queremos mais a desigualdade profunda entre os seres, não queremos mais a corrupção, não queremos a estagnação. O que podemos fazer a respeito? Primeiro entender a natureza do ser humano, não vamos gastar energia com coisas que não serão ainda solucionadas e que envolvem dogmas de fé, como nossa origem, não temos tempo para isso. Vamos focar só em como pensa, age e interage o ser humano. Porque a imagem, por exemplo, de um mendigo nos causa tanto horror e ao mesmo tempo convivemos pacificamente com ela? E este ser “mendigo” é um personagem presente em praticamente todos os períodos históricos, como o “Rei”, tenha ele o nome que for. Porque ficamos sabendo que nossa estrutura de poder está corrompida e aceitamos isso mesmo assim? Fé, confiança. Mesmo com a sociedade em decadência continuamos acreditando nos nossos antecessores, em quem criou os nossos sistemas, nossa ação no mundo. O acúmulo excessivo de poder, de riqueza e de energia não teria distorcido coisas? Como gerar riqueza sem gerar miséria? Como delegar poder  equilibradamente? Um rei, um presidente, um imperador, um primeiro ministro tem algo em comum, a responsabilidade de manter o mundo funcionando. Se um deles usar inadequadamente seu mandato reflete no todo, se permitir que a energia do mundo cause dor e violência tudo é afetado. Salários baixos, condições desumanas de trabalho, exploracão em alguns países afetam o trabalho no mundo todo. Isenção fiscal sobre grandes fortunas também. Excesso de impostos, desde a antiguidade, causam revoltas e falência de sistemas. As redes de narcotráfico são tão danosas para o todo como foram as “cadeias produtivas” da escravidão. Nossa incapacidade de entender o outro, de nos colocarmos no lugar do outro também é um problema. “Meu Precioso”. Toda paixão que cega o ser humano é um problema a ser resolvido e ao mesmo tempo uma fonte de renovação. O equilibrio entre ter e ser pode nos levar a uma sociedade melhor. Tirar o nome “presidente” e substituir por “primeiro ministro” ou outra coisa de pouco vai adiantar. Pensar num “Concílio” de governantes também não parece resolver muita coisa, só complica mais ainda. Agora é preciso estabelecer mecanismo eficientes e rápidos de destituição de governos corruptos. Houve um tempo em que era a guilhotina, para não voltar a essa barbárie é preciso evoluir socialmente. Direitos humanos fundamentais, garantir estes direitos, que incluem não querer participar do Sistema, como o nosso personagem “mendigo”, acho que é o legado que devemos buscar, a meta a ser atingida. Para isso é que precisamos uma reforma política. Para que a maior parte da humanidade que habita este “canto do mundo” chamado Brasil consiga ter garantidos os seus direitos e possa exercer os seus deveres. Se a energia da Nação está bloqueada por uma estrutura político-social disfuncional vamos melhorá-la. O que queremos ter? Quem queremos ser?


Fernanda Blaya Figueiró  

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