Pesquisas do governo.
Ontem
estava sentada lendo uma revista, esperando abrirem as bancas da
Feira do Livro e fui abordada por um pesquisador, pelo menos acho que
fui. Ele disse que era uma pesquisa do governo sobre o individuamento
das famílias. Primeiro não tinha crachá ,mas era um senhor bem
apessoado, então respondi as perguntas. Ao final só pediu meu nome
e telefone , seria um agente de Telemarketing disfarçado? As
pergunta pareciam as que seguidamente a imprensa veicula. Lembro de
algumas: nível escolar, idade; você tem dívidas de cartão,
carnê, etc? - Você acha que comprou mais nos últimos dias? Você
acha que sua situação é a mesma do ano passado? Você pretende
comprar objetos como eletrodomésticos? E uma muito questionável:
você acha que algo vai acontecer no ano que vem que vai melhorar a
sua situação? Sim. Sou brasileira, tenho fé, otimismo de sobra, é
claro que eu acho que uma “mágica” vai acontecer e as coisas
serão maravilhosas. Mas para mim essa pesquisa foi reveladora,
aquilo que imaginamos é verdade as perguntas são feitas para
“induzir” as respostas. Como será o ano que vem? Juros altos,
sem copa do mundo, teoricamente sem “eleições”, a menos que o
processo de impeachment vá a frente. Provavelmente com um processo
de “reforma política”, logo haverão novos escândalos de
corrupção, compra de votos, negociatas entre os partidos, desgastes
e desconfiança, processos contra políticos. Isso tudo afeta o
mercado, a geração de renda e emprego, a confiança no país. Não
sei se o ano será bom ou ruim para a economia. Quem deve sentir mais
é a classe média baixa e a população mais pobre, já que devem
diminuir os empregos na construção civil, o mercado está lotado
de imóveis que não foram vendidos, no comércio pois as lojas
venderam menos este ano inteiro, na indústria automobilística, que
terá que primeiro vender os carros que estão a disposição para
depois produzir mais. Que modelo econômico o governo vai
implementar? Ninguém sabe, pois logo após a eleição tudo mudou,
não sabemos como o país está e como ficará. O que nós brasileiros
queremos? O melhor para o país a longo prazo, se precisar mudanças
profundas elas devem ser feitas, o Brasil tem que construir uma
estrutura política e econômica que viabilize o crescimento a longo
prazo, com sustentação.
Fernanda
Blaya Figueiró
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