Sobre
meu poema de ontem...
A
pobreza é um constante estado de alerta, que teórico nenhum jamais
irá compreender... Eles se acham confirmados e garantidos e não
estão. Esta semana circulou um vídeo em que uma famosa pensadora da
esquerda brasileira, militante do PT, Marilena Chauí fala em uma
palestra, em que o ex presidente Lula está que "Odeia a classe
média", expõe os motivos para seu ódio, desqualificando os
integrantes da classe média a quem chama de ignorantes, arrogantes,
"atraso de vida", estúpidos, terroristas... Esse é o modo
como alguns teóricos olham para metade da população brasileira.
Não querem ser chamados de "classe média", porque
passaram a vida toda fomentando o ódio entre as classes e são as
pessoas que hoje definem a educação brasileira. Hoje é dia do
professor e sinto muito não há nada a celebrar: a educação vai
mal. Principalmente por que na base está este discurso ultrapassado,
a "classe média" comeu muita poeira para chegar até
aqui. Podemos ser ignorantes em "marxismo' mas conhecemos a
pobreza sim, ela fica sob nosso pés, basta não pagar o cartão de
crédito ou o empréstimo no banco. Basta não ter como pagar o FGTS,
a contribuição sindical, a folha de pagamento e heis que se
apresenta: a falência. Basta não ter como pagar o seguro e alguém
roubar o que você tem, novamente a pobreza aparece. Basta errar nas
estimativas e o buraco está ali te olhando. Inflação é um
dragão e eu o conheço sim, recessão traz sim a pobreza colada em
si. Ninguém está confirmado e garantido. Nem os funcionários
públicos que acham que seu dinheiro vai eternamente pingar, se não
tiver “fluxo de caixa” não vai, uma hora a fonte seca. O PT
está empurrando a crise e ela está crescendo, está distribuindo um
dinheiro que não tem. Quer criar um banco e não tem aporte de
capital, ou seja vai criar uma imensa dívida. E quem não pensa
como a senhora Marilena Chauí e sua escola é ignorante, estúpido,
burro... Sou sim conservadora, reacionária, de direita, mas posso
pensar assim, posso achar que a esquerda está colocando o Brasil no
caminho errado. Um pouco da falta de educação, da violência é
causada por esse pensamento que desqualifica a classe média e
justifica que o “sem” pode “meter porrada” porque o outro
nasceu com privilégios. Privilégios? Meu avô acordava todos os
dias as quatro da manhã para fazer pão, conseguiu dar estudo a
todos os filhos, que são hoje classe média e não foi de graça que
chegaram onde estão. Meu outro avô foi caixeiro viajante até
receber uma pequena propriedade, também educou os filhos e não foi
com “privilégios”, nossa geração colheu alguns frutos destes
longos anos de trabalho, nossos pais trabalharam muito para que o
Brasil seja hoje o que é. Nós comemos muita poeira, não foi fácil
nos tornarmos quem somos. E mesmo que tivesse sido não seria motivo
para o incentivo ao ódio entre classes, que leva a guerra. A
violência urbana desenfreada na minha opinião tem base neste
discurso que justifica que quem vem de “situações de
vulnerabilidade social” tem o direito de matar, pois "coitadinho" apanhou quando era pequeno, foi criado assim e nada pode ser feito
por ele, é fruto da desigualdade social; e o mesmo discurso entrega
essa população, a maioria menores de idade, a um poder paralelo
violento, essas pessoas serão mortas por policiais corruptos ou por
traficantes. Essa ideologia olha para o cidadão com raiva e desdenho
e usou o país para encher os bolsos. Não gosto disso e sou sim
classe média, nunca fui pobre de maré, Graças a Deus! E não quero
ser, nem quero que endividem o país em que vivo. Gostem ou não do
que somos, pensamos ou escrevemos vocês devem nos respeitar.
Fernanda
Blaya Figueiró
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