Só falta uma semana
para as eleições.
O
brasileiro está de “saco cheio” do assunto eleições, a raiva
dos discursos está incomodando os dois lados. Acho que este pleito
está diferente devido a um fator: facebook. Vou arriscar dizer que
estamos na nossa “primavera não árabe” , as pessoas encontraram
um lugar para se sentirem parte da eleição. Com as manifestações
políticas, os ônibus queimados, os protestos violentos e a seu
desmascaramento, envolvendo partidos, sindicatos, interesses
eleitoreiros as pessoas temiam que este momento não acontecesse, que
não houvessem eleições. Vivemos aqui um momento muito delicado em
que parece que o país caiu na mão da “bandidagem”, muitos
escândalos, um apego ao poder que nos leva a temer que nosso país
volte a um regime totalitário, como o que viveu nos anos setenta ou
como Cuba vive até os dias de hoje. Estou assistindo a um seriado
na TV sobre a vida do traficante Pablo Escobar, no programa o
personagem é retratado quase como um herói do mal, a forma como o
poder vindo do tráfico de drogas se mistura com a política é quase
um retrato do Brasil de hoje. Não que os atuais políticos ou autoridades sejam todos corruptos, mas que os dois mundos, o oficial
e o paralelo, andam de mãos dadas isso se torna visível. O filme
Tropa de Elite já nos mostrava um Brasil que desconhecemos, mas que
existe. Os intensos debates, as vezes sem educação nenhuma, que a
rede social está veiculando mostram que as pessoas estão cansadas.
O eleitor está sendo usado como saco de pancadas, se expressa sua
opinião e ela é desfavorável para o governo é vaiado por uns louvado por outros, se é favorável igualmente. Conseguimos chegar
até aqui: as eleições. A população esperou passar a “Copa do
Mundo”, engoliu muitos sapos e agora não pode se expressar? Tem
que aceitar a roubalheira quieta? Ver a inflação voltando, o real
perdendo peso, a violência crescendo,o desmantelamento da educação,
da saúde, o desvio de verbas da união para outros países a tráfico
de drogas vencendo e tem que ficar calada? Só falta uma semana,
ninguém sabe quem vencerá, mas seja quem for terá que refletir
sobre todo este processo eleitoral, para que a eleição seja de fato
um ato democrático e respeite a opinião do eleitor. Algo precisa
mudar profundamente na nossa sociedade, do jeito que está não pode
continuar. As coisas são bem mais simples do que parece, quem
complica são os políticos.
Fernanda
Blaya Figueiró
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