Democracia não é sinônimo de Burocracia: Como otimizar o Capital Público?

Democracia não é sinônimo de Burocracia: Como otimizar o Capital Público?


Acho que no Brasil os dois conceitos, Democracia e Burocracia, em algum ponta da história se fundiram, as pessoas acreditam que viver democraticamente é igual a ser conivente com uma absurda burocracia, intermináveis discussões improdutivas “consultas populares” para tudo. Um voto obrigatório e sem valor, que leva a um abandono da tentativa de participar da “politiquice”. De onde vem isso? Deve ter alguma explicação lógica e muito conhecida,que eu desconheço. O Povo Brasileiro ainda acredita que a fórmula atual de democracia representativa está correta, que ter este imenso Estado caro e improdutivo é a melhor solução para o país ou simplesmente baixa a cabeça e continua andando, sem pensar. Pagamos inúmeros impostos para sustentar uma grande quantidade de cargos políticos e de funcionalismo público, que não dá o devido retorno, as escolas públicas educam pouco e mal, o sistema de saúde atende menos do que deveria a um custo elevadíssimo, a segurança pública é ineficaz e aí por diante... Escândalos e mais escândalos assolam o país e ocupam a atenção da mídia, que hora pinta o país um paraíso outro o inferno na terra.

Como otimizar o Capital Público?

Quanto do dinheiro público é gasto em Município, Estados e na União com políticos do executivo, do legislativo e na manutenção do judiciário? O que estas pessoas fazem? Como ingressam no sistema? Executivo-Legislativo- Judiciário essa fórmula tem como ser melhorada? Tem como os recursos naturais e o capital financeiro e humano do país serem utilizado de uma forma melhor? O Povo Brasileiro tem como viver melhor e ter distribuição de renda mais equilibrada e justa? Como modernizar a relação entre os três poderes e a sociedade, a comunidade, o fim último de existência de toda essa maquina? Pensei em algumas coisas
Um único e simplificado imposto.
  • Redistribuição diferente dos recursos priorizando Municípios e Estados, envio de uma pequena parcela do imposto único para Brasília, fortalecimento das ações locais, agilização de decisões em primeira instância e maior critério de possibilidades de recorrer a decisões locais, evitando o vai e vem de ações judiciais.
  • Mudança drástica nas políticas com relação a drogas: descriminalização e cobrança de imposto, com parte enviadaa ao tratamento dos usuários.
  • Educação, saúde, segurança pública, cultura priorizada pelos municípios e gradualmente sendo privatizada. O Município compraria vagas na rede particular, sem que o aluno fosse identificado para evitar o preconceito. Presídios administrados pelos estados e também privatizados ao longo do tempo. Uso do capital público para ressocializarão de presos, com obrigatoriedade de trabalho durante cumprimento da pena.
  • Obrigatoriedade de ter um pecúlio ou plano de assistência social público ou privado, mesmo para cidadão autônomo e não trabalhador. Como uma garantia de sustento no futuro.
  • Infra-estrutura básica feita por Estados, com uma parcela do imposto único, em parceria com a iniciativa privada.
  • Distribuição de lucros e dividendos das aplicações do Capital Público diretamente proporcional ao Imposto Único pago sobre rendas e bens.
  • Criar um fundo para pagar eventuais prejuízos ao Capital Público.
  • Um planejamento eficaz de incentivos no agronegócio e indústria, feito localmente.
São só pequenas idéias que me vieram a cabeça, claro que são utópicas, mas se não pensarmos em utopias perdemos a capacidade de transformação. Seriamos cidadãos-investidores. Todo cidadão um investidor e um beneficiário do próprio país. Brasil S/A. Um capitalismo a serviço da democracia e do bem estar social. Pessoas inteligentes e mais capacitadas do mundo vamos destruir e construir coisas novas, e construir e destruir ideias até algo novo surgir. Essa “viagem” é só uma possibilidade. Talvez já seja assim e eu por ignorância não saiba.

Fernanda Blaya Figuieró

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