Um olhar ao sol
Quase fim de inverno
São os bons ventos
soprando um pouco de
juízo pelas terras
Mundo a fora
Caim selou a paz com
Abel
Numa das mais antigas
civilizações
Procuram um Ditador
para chamar
De amo
Há um tipo de ser
humano
De organismo social que
Necessita ter um amo e
senhor
É preciso aceitar e
respeitar
O frio ainda sopra
O sol esta quente e
escancarado
As águas pela Terra
estão migrando
Acho que é um
movimento do Espaço
Uma grande adaptação
a alguma mudança
Celestial
Sodoma e Gomorra
Tentam aniquilar-se
mutuamente
Há antigos conflitos
Muito antigos nas
terras dos Czares
Ebola? Nosso mais
antigos inimigos se
transformando
A Copa? A Bola? Foi um
sucesso...
Ganhou a Alemanha, com
Mérito
O Brasil apanhou feio e
em casa...
A Política?
Nada a declarar
Uso a legal
prerrogativa do silêncio
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Fora isso
Nada
Economia?
Não entendo
Parece haver uma auto-geração de renda
Na realidade Virtual
Se é uma virtude?
Não sei! Não sei!
Nada sei!
A base parece ser a
propaganda
mais do que o próprio
consumo
Um complexo tipo
narciso
As empresas e
As pessoas empresa
Estão embevecidas de
Si mesmo
Pagam para parecer ser
algo
Ser não importa mais e
sim
aparecer
Aparecer ou não
aparecer?
Nossa existência só é
completa
Se conectada,
Não existimo sem o
olhar do
Observador
Que não é mais Deus é
a Rede
Todos são justos e
impios ao mesmo tempo
Os anjos do senhor
também
Puros e sujos
O Mundo em breve será
dos
Pobre
Os ricos não querem
ter filhos
O amor
Sim há amor
Virtual como tudo mais
Vícios e virtudes
habitam mensagens instantâneas
Pessimista? Eu?
Nada a declarar
Se seus olhos chegaram
até aqui
Você deve achar que já
me conhece
Não! Não nos
conhecemos!
Nunca
Nos conhecemos
Nada
Nada disso
Faz sentido
Nossa caminhada
já foi
Há muitos e muitos
anos atrás
Existiu um Planeta
Habitado pelo
Ser Humano
Por lindos animais e
plantas
Terra
era seu nome...
Fernanda Blaya Figueiró
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