Onde está o Celular de
Bernardo?
É
impossível não escrever sobre os vídeo que foram divulgados essa
semana sobre o “Caso Bernardo”, neles o menino é torturado
física e psicologicamente, é atormentado pelo pai e pela madrasta.
Tudo isso recuperado de um aparelho celular do próprio pai, imaginem
o que não teria gravado no aparelho celular dele, que está
“desaparecido”. Esse caso está nos revelando o que todo mundo
sabe o ser humano pode ser muito mal. O mal existe. O menino diz
vocês querem me matar... Eu vou me matar... E a madrasta diz ao pai:
pega uma faca para ele. Pega uma faca para que ele se mate, a mãe do
menino, que tem a memória xingada na sua presença, suicidou-se,
logo dá para perceber como o pai levou a mãe de Bernardo ao
suicídio ou ainda simulou o ato. Tu vais ter o mesmo fim da tua mãe:
será assassinado ou induzido ao suicídio. Em outro vídeo a faca e
o facão aparecem, agora não como citação, mas nas mãos do menino e
a fala entre ele e o pai é sobre coragem. O pai estava incentivando
o menino a ter a coragem de se matar. Que para atentar contra a
própria vida é preciso ter muita coragem, neste vídeo a madrasta
não está, o pai sozinho tortura o menino. Eu quero que tu mora, diz
o menino em outro momento, ele vivia o inferno em casa. Um filme de
terror não apavoraria tanto uma comunidade como estes poucos minutos
de briga. Há uma tensão interna da família e uma “máscara”
nas relações fora da casa, mostrada em fotografias, que é comum a
muitos lares, por exemplo os programas sobre crianças rebeldes, que
não querem comer, tomar banho, obedecer aos pais e tem
“intervenções” de especialistas, mostram muitas vezes as
crianças gritando, batendo nos pais, fazendo cena em locais
públicos. Onde fica o limite entre ser uma autoridade e se tornar um
monstro? Muitos pais devem estar se perguntando isso agora. Quantas
discussões não “descambam” como as que os vídeos mostram, como
a comunidade pode interferir? Lembrando que no primeiro vídeo a
polícia foi chamada, o menino buscou um Juiz de Direito, entrou
sozinho num Fórum para pedir ajuda, o Conselho Tutelar estava
acompanhando o seu caso, mas nada foi o suficiente para evitar que a
madrasta, o pai e os dois cúmplices cumprissem suas ameaças de
morte. O menino foi morto, foi para baixo da terra, conforme o
anúncio que a madrasta fez a ele e ao pai. Nesta história há
elementos que explicam muitas outras histórias, as vezes não tão
bem documentadas.
Já a
economia brasileira parece ter entrado em estagnação, bom a noticia
seria de que a industria automotiva teve um decréscimo de
produtividade. Bom novamente é preciso olhar para a economia Norte
Americana de alguns anos atrás, cidades inteiras ligadas a industria
automotiva decaíram, fábricas foram fechadas, houve desemprego.
Aqui não será diferente. Como eles se recuperaram? Além de criarem
novos mercados, como o da maconha para uso medicinal e recreativo,
limparam o mercado com um período de recessão, acredito que
limparam o cadastro dos inadimplentes, com negociações das dívidas,
revisão dos juros e contratos... Hoje eles estão novamente
crescendo. O Brasil tem que investir na revitalização do parque
industrial, mas não pode concorrer com a China ou outras economias
que produzem a custos menores, tem que investir onde tiver
competitividade. Planejar os investimentos, o uso do dinheiro público
com sabedoria e com a corrupção sob controle, já que ela nunca vai
deixar completamente de existir. Nosso modelo econômico, e do mundo
todo, é parecido com o Norte Americano, precisamos enter e conhecer
as suas soluções e opções para adequar as nossas, não como
papagaio que só imita, mas como ave de rapina.
Racismo
no Brasil, existe! A torcida do Grêmio “eles”, nossos
adversários, foi flagrada insultando um jogador do Santos com
ofensas racistas, uma garota pronuncia a palavra Ma-ca-co, isso é
lamentável e só vai acabar com educação e punição. Ela
acompanha o coro mas não toma o cuidado que os seus companheiros
tomam de dissimular colocando a mão na boca, ela entrega a turma
toda, os outros são “escolados”, sabem que não podem expor a
boca, ela foi no embalo e levou a pior. Mas é uma pequena parte da
torcida, não o todo, há muitos gremistas que não concordam, não
aceitam esse tipo de ofensa. Assim como há alguns colorados que agem
mal e fazem “quebra-quebra” e a grande maioria que não concorda
com isso. Mais do que só punir é preciso educar, fazer uma ação
que envolva as torcidas, a comunidade, o poder público, os clubes
envolvidos e a mídia. Criar uma conscientização coletiva tanto no
caso Bernardo, no caso de medo de que a economia pare e no caso de
racismo. Sem falar em outras coisa absurdas das notícias da semana.
As
pessoas estão sendo vigiadas em todos os lugares, essa tomada de
consciência é importantíssima, a torcedora que insultou um ser
humano em público nunca imaginou que seria flagrada, a “máscara
social” dela caiu, como a do pai do menino dizendo para ele: seja
macho. O que não pode acontecer é essa moça, que é filha de
alguém, namorada de alguém, neta ou até mãe de alguém virar
vítima de um “linchamento público” é preciso que ela seja
punida pela leviandade de seus atos, mas que possa apresentar suas
desculpas e assim que cumprir a penalidade que receber, deve ser
perdoada.
E as pessoas precisam saber que o mundo de hoje é todo monitorado, todo mundo sabe “o que você faz quando ninguém está vendo”.
E as pessoas precisam saber que o mundo de hoje é todo monitorado, todo mundo sabe “o que você faz quando ninguém está vendo”.
Fernanda
Blaya Figueiró
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